Diversidade de estilos

Capital do Estado do Paraná, localizada na região sul do país e fundada em março de 1693, Curitiba possui uma diversidade de estilos arquitetônicos antigos e modernos que enriquecem sua paisagem urbana e representam um expressivo patrimônio cultural. A formação histórica e demográfica da cidade caracteriza-se pela presença de descendentes de imigrantes de diversas origens, que se somaram a matriz étnica brasileira composta pelos índios, africanos e portugueses.

Os modos de ser e de fazer, festas cívicas e religiosas de diversas etnias, dança, música, culinária, expressões e a memória dos antepassados se incorporaram à cidade e estão representadas nos diversos memoriais da imigração, em espaços públicos como parques e bosques municipais. Prédios em arquitetura eclética, neoclássica, colonial, bizantina, oriental e estilos inspirados nas terras natais dos imigrantes confirmam a diversidade e riqueza cultural de Curitiba.

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No Centro Histórico da cidade encontram-se importantes construções, como a Igreja da Ordem, o Museu Paranaense, a Igreja do Rosário, a Catedral Metropolitana a Casa Romário Martins, a Igreja Presbiteriana, as Ruínas de São Francisco, a Sociedade Garibaldi, o Memorial da Cidade de Curitiba, o Museu de Arte Sacra, além do Relógio das Flores e a Fonte da Memória. O local é tradicional ponto de encontro da população, pois, além da feira dominical que ocorre desde 1973, abriga vários bares, pubs e restaurantes, alguns com comida típica dos imigrantes que ajudaram a colonizar o município.

O acesso aéreo a Curitiba é servido principalmente pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado na contígua cidade de São José dos Pinhais. Este é o principal terminal aeroviário internacional da região Sul do Brasil. O aeroporto fica a aproximadamente dezessete quilômetros do Centro de Curitiba.

Monumentos selecionados

Paço Municipal
Tombado em 1984, foi construído entre 1914 e 1916. Sediou a Prefeitura Municipal de Curitiba até 1969. Apresenta uma arquitetura eclética, com detalhes neoclássicos e elementos art nouveau, como a marquise de ferro voltada para a Praça Tiradentes, as esquadrias de madeira e o portão da entrada principal. Em sua torre, repleta de ornamentações, encontram-se sacadas semicirculares e três relógios. O monumento é tombado pelas instâncias estadual e federal. Recentemente foi revitalizado para ocupação de um centro cultural mantido pelo SESC/PR.

Coleção etnológica, arqueológica, histórica e artística do Museu Paranaense
Inaugurado em 1876, no Largo da Fonte (atual Praça Zacarias), o museu era inicialmente uma instituição particular, transformada em órgão público seis anos mais tarde. Desde então, passou a constituir-se como centro de pesquisa, promovendo várias expedições científicas pelo estado. Atualmente, desenvolve estudos nas áreas da Arqueologia, Antropologia e História. Conta com um acervo de aproximadamente 400 mil itens, entre documentos, fotografias, filmes e discos, pinturas em diversas técnicas e esculturas, além de grande acervo arqueológico e etnográfico. Entre 1979 e 2005 recebeu os acervos do naturalista tcheco, Vladimir Kozák, bem como o do extinto Banco do Estado do Paraná e a coleção do extinto Museu Coronel David Carneiro. A Coleção etnológica, arqueológica, histórica e artística do Museu foi tombada pelo IPHAN em 1941.

Museu Coronel David Carneiro: coleção etnográfica, arqueológica, histórica e artística
O acervo é composto por coleção numismática (nacional e estrangeira), etnográfica (adornos, vestimentas e instrumentos musicais) e mineralógica (desenhos, aquarelas e retratos a óleo) foi tombado pelo IPHAN em 1941. O destaque é a coleção de material bélico e uniformes militares utilizados pelo Exército Brasileiro em diversas épocas, incluindo os que foram usados no Cerco da Lapa pelas tropas federalistas. Há também um rico acervo de objetos de uso cotidiano e mobiliário da sociedade paranaense do séc. XIX.

Casa de Araucária
As famosas e gigantescas araucárias, típicas da região sul do Brasil, foram a inspiração para os imigrantes da Europa e da Ásia que chegaram ao país a partir do século XIX construírem suas casas, especialmente no Paraná. Foram tantas as construções com a madeira que passaram a ter um nome próprio: Casa de Araucária. A arquitetura de madeira ainda é muito presente nas paisagens urbanas e rurais do Brasil. Sua produção mais significativa foi na região de Curitiba em função das primeiras serrarias a vapor que se utilizam da floresta de araucária, com matéria prima abundante e de qualidade. O estilo dessas casas é singular e reflete a cultura dos grandes contingentes de imigrantes que chegaram ao Brasil nos finais do século XIX. A Superintendência do IPHAN em Curitiba está instalada em uma dessas casas, construída por volta de 1920, numa chácara situada no bairro do Portão. A casa desmontada e trasladada para o endereço atual, no bairro Juvevê, o que possibilitou sua preservação.

Fotos: Embratur#

Ópera de Arame (foto)
Um dos principais cartões postais de Curitiba foi inaugurado em 1992, no Parque das Pedreiras. Foi construída em estrutura tubular e teto de policarbonato transparente, um projeto do arquiteto Domingos Bongestabs, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPR. Em torno da edificação há um lago artificial e uma passarela sobre as águas dá acesso ao auditório, com capacidade para 2,4 mil espectadores e um palco de 400 metros quadrados. No local onde funcionava uma pedreira hoje os visitantes podem apreciar a mata nativa e várias espécies de aves.

Jardim Botânico
Com uma área de 245 metros quadrados, os jardins geométricos e a estufa de três abóbadas são marca registrada do Jardim Botânico e um dos principais cartões postais de Curitiba. A estufa, que abriga plantas características da Mata Atlântica do Brasil, é construída em estrutura metálica, estilo art-noveau, e foi inspirada em um palácio de cristal que existiu em Londres, no século XIX. Em volta da estufa está o espaço cultural Frans Krajcberg com exposição permanente de 114 esculturas do artista e ambientalista. O Jardim Botânico conta ainda com o Museu Botânico Municipal, trilhas em bosque de araucárias, lago, quadras esportivas e um velódromo.

Praça Tiradentes
A Praça é o berço histórico de Curitiba, que nasceu formalmente neste local. Conta a lenda que a área foi escolhida pelo cacique Tindiquera, da tribo Tingui, para a transferência dos primeiros habitantes da região, que viviam acampados às margens do rio Atuba, atual Bairro Alto. Em 1889, passou a chamar-se Largo Dom Pedro II, em função da passagem do imperador pela cidade. O nome Praça Tiradentes veio com a República, em 1889. Na Praça está o monolito histórico, com a Cruz de Cristo, que simboliza o poder legalmente constituído pelo rei de Portugal, em 29 de março de 1693. Também está no local o Marco Zero da cidade.

Catedral Metropolitana
A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz, na Praça Tiradentes, é um dos mais importantes patrimônios culturais da cidade. Em estilo neogótico, foi construída entre 1876 e 1893, um projeto do arquiteto francês Alphone de Plas. Foi erguida no local da antiga matriz do século XVII e ainda é dedicada à Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Padroeira de Curitiba. Site: www.cultura-arte.com/curitiba/catedral.htm

Igreja Rosário dos Pretos
Localizada no Centro Histórico, a atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito é uma construção de 1946, em estilo barroco, construída no mesmo local da antiga, demolida em 1931. A primeira igreja do Rosário foi construída por escravos e para os escravos, inaugurada em 1737, em estilo colonial. Era a terceira igreja de Curitiba, com o nome original de Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de São Benedito. Serviu de matriz de 1875 a 1893, durante a construção da Catedral, na Praça Tiradentes. A fachada atual ainda tem azulejos da igreja original e seu interior abriga azulejos portugueses, com os Passos da Paixão de Cristo.

Igreja da Ordem
A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas foi construída pelos portugueses em 1737, com o nome de Igreja de Nossa Senhora do Terço. É a mais antiga de Curitiba. O nome atual foi dado com a chegada a Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746. Depois de abrigar um convento franciscano, no século XIX foi a paróquia dos imigrantes poloneses. Por volta de 1834, uma parte da igreja desmoronou e só foi restaurada em 1880, com a visita do imperador D. Pedro II. Tombada desde 1965, o templo sofreu nova restauração de 1978 a 1980 Em 1981, passou a abrigar o Museu de Arte Sacra. Em 1993, durante uma reforma, foi encontrado um opúsculo entre as paredes com dados preciosos sobre a história da igreja.

Largo da Ordem
É o coração do Centro Histórico, em frente à Igreja da Ordem. Foi área de intenso comércio a partir do século XVIII até boa parte do século XX. Em 1917 recebeu o nome oficial de Largo Coronel Enéas. O largo também abriga outros patrimônios históricos da cidade, como: a Casa Romário Martins (considerada a mais antiga de Curitiba), a Casa Vermelha (espaço cultural), o Museu de Arte Sacra (anexo à Igreja da Ordem) e o Bebedouro, onde os tropeiros e fazendeiros davam de beber a cavalos e mulas, em meados do século XVIII.

Museu Oscar Niemeyer (foto)
Inaugurado em novembro de 2002 com o nome de Novo Museu e projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, mas é conhecido como Museu do Olho, em função de suas linhas. É um dos maiores complexos de exposição do Brasil, com cerca de 16 mil metros quadrados destinados a obras de arte. Possui vários ambientes, incluindo um auditório para 400 lugares, café e espaços de lazer.

Memorial Ucraniano
Localizado no Parque Tingüi, o Memorial Ucraniano presta homenagem aos imigrantes ucranianos de Curitiba e foi inaugurado em 1995, ano do centenário da chegada desses imigrantes a Curitiba. O conjunto é composto, por uma réplica da igreja de São Miguel Arcanjo, uma casa típica, palco ao ar livre e o portal. Todas as construções feitas com madeira encaixada, ao estilo ucraniano.

Passeio Público
É o primeiro e o mais central parque da cidade. Inaugurado em 1886 com 70 mil metros quadrados de mata natural, nas margens do rio Belém. Foi, também, o primeiro zoológico e, até hoje, possui alguns animais em cativeiro e um aquário. O Passeio Público é considerado um santuário ecológico no centro de Curitiba, com lago e ilhas, uma gruta, ponte pênsil e palco flutuante.

Ruinas de São Francisco
Localizada na Praça João Cândido, no bairro São Francisco, as ruínas são os remanescentes de uma construção do que seria que viria a ser a Igreja de São Francisco de Paula. Iniciada pelos portugueses, em 1811, a capela-mor e a sacristia ficaram prontas, mas, em 1860, as pedras que finalizariam as obras da igreja teriam sido usadas para erguer a torre da antiga Matriz. Há histórias – não confirmadas – de que há túneis ligando as ruínas a outros pontos da cidade.

Museu do Parque Histórico do Mate
Tombado pelo IPHAN em 1985, o parque da cidade de Campo Largo (PR) ocupa 31,7 hectares de extensa área verde com floresta nativa, lago e área de lazer. Na edificação principal, construída em pau-a-pique sobre alvenaria de pedra, está instalado o museu – resultado da restauração de um antigo Engenho de Mate da segunda metade do século XIX. É o último remanescente dos inúmeros engenhos de soque de erva marte, movidos à força hidráulica, no Paraná. No museu estão expostos objetos que descrevem o processo de produção e transporte da erva-mate e a importância do Ciclo do Mate para a conformação do estado. O Parque Histórico do Mate é uma unidade vinculada  ao Museu Paranaense e à Secretaria de Estado da Cultura.

Centro Histórico da Lapa
Tombado em 1992 a cidade de Lapa (PR) nasceu dos acampamentos tropeiros. Foi cenário de batalhas significativas, como a Guerra do Contestado e o episódio conhecido como o Cerco da Lapa, que refere-se aos 26 dias de luta e resistência do exército florianista comandado pelo General Gomes Carneiro contra as forças federalistas do Rio Grande Sul, em 1894. O conjunto urbano tombado apresenta imóveis de várias correntes arquitetônicas, como a luso-brasileira, a arquitetura do imigrante e edificações ecléticas.