Capital ambiental do Brasil

O nome da cidade provém da tribo indígena dos manaós e significa Mãe dos Deuses. A história da cidade começa no ano de 1669 em um aldeamento indígena em torno da Fortaleza de São José da Barra, construída para evitar o acesso dos invasores holandeses e garantir o domínio da coroa portuguesa na região.

A cidade histórica e portuária, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo é conhecida principalmente por seu potencial ecoturístico. Tendo um extraordinário recurso natural, a cidade é considerada a Capital Ambiental do Brasil e conta com importantes parques e reservas ecológicas, como o Parque do Mindu, o Parque Estadual Sumaúma, o Parque Ponte dos Bilhares e o Jardim Botânico Adolpho Ducke - o maior do mundo. 

Fotos: Iphan#

O Parque Nacional do Jaú, por exemplo, é o maior parque nacional do Brasil e o maior parque do mundo em floresta tropical úmida e intacta. O nome Jaú, oriundo do Tupi (ya´ú), denomina um dos maiores peixes brasileiros e também o rio que banha o Parque. Situado a 220 km de Manaus, foi inscrito em 2000 como Sítio do Patrimônio Natural Mundial da Unesco.

Além das belezas naturais, a cidade destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com numerosos templos, palácios, museus, teatros, bibliotecas e universidades. Um dos principais pontos turísticos do local é o Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1896. O Centro Histórico, o Teatro Amazonas, o Complexo Portuário do Centro, o Mercado Adolpho Lisboa, o Reservatório do Mocó e o Encontro das Águas (foto acima) foram todos reconhecidos pelo IPHAN como patrimônio nacional.

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O clima de Manaus é considerado tropical úmido com aumento de chuvas no verão. Com temperatura média anual de 26,5 °C tem uma umidade relativa elevada durante o ano, com médias mensais entre 76 e 89%.

O transporte fluvial na cidade é muito comum e conta com um grande e movimentado porto – o maior do tipo flutuante do mundo - que atende a quase toda a região Norte do país.  O aeroporto Internacional Eduardo Gomes está situado a 14 quilômetros do Centro de Manaus, e esta aparelhado para receber qualquer tipo de aeronave.

Monumentos selecionados

Mercado Adolpho Lisboa
O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, um dos mais importantes centros de comercialização de produtos regionais em Manaus, foi construído no período áureo da borracha. Por ser um dos principais exemplares da arquitetura de ferro sem similar em todo mundo, foi tombado em 1º de julho de 1987 pelo IPHAN. Sobre a bandeira do portão principal, existe uma cartela cravada com o nome Adolpho Lisboa que, na época da construção, era prefeito da cidade de Manaus. Posteriormente Lisboa deu o nome ao mercado.

Centro Histórico de Manaus
O centro histórico de Manaus  apresenta uma fração urbana formada por edificações do período áureo da borracha, mesclada a edifícios modernos. Representa um dos maiores testemunhos de uma fase econômica ímpar no Brasil. Cidades como Manaus, Belém (PA) e Rio Branco (AC), são exemplos da ocupação e do desenvolvimento da região Norte, quando a exploração do látex proporcionou o incremento da industrialização em escala mundial. Por seu valor cultural, o Centro foi tombado pelo IPHAN em 2012.

Encontro das Águas 
O encontro das águas entre os rios Negro e Solimões é coberto de excepcionalidades e singularidades. Um dos principais destaques são o volume e a vazão das águas dos dois rios no momento do encontro. A força e grandeza são tão expressivos que, certamente, trata-se do maior encontro de águas do mundo, pois são mais de 10 quilômetros de distância entre o ponto onde as águas se encontram até a diluição total entre elas. Os primeiros três quilômetros são marcados por uma linha quase rígida onde, à margem direita estão as águas claras e barrentas do Solimões e à esquerda, as escuras e transparentes do Rio Negro. Por seu valor paisagístico, o IPHAN considerou-o como patrimônio nacional.

Teatro Amazonas (foto)
Inaugurado em 1896, é a expressão mais significativa da riqueza da região durante o Ciclo da Borracha. A cidade era uma das mais prósperas do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. Por isto, necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época. O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa e hoje é o principal patrimônio cultural arquitetônico do Amazonas, tombado como patrimônio histórico pelo IPHAN em 28 de novembro de 1966.

Caixa d’água - Reservatório de Mocó
Magnífica obra em estilo neo-renascentista, foi inaugurada em 1899 durante o período áureo da borracha. O reservatório que abrange uma área com cerca de mil metros quadrados foi planejado e construído com o objetivo de solucionar os problemas de abastecimento de água, que atingiam a cidade no final do século XIX. Destaca-se pela imponência de sua estrutura interna – toda em ferro importado da Inglaterra – que suporta dois enormes tanques metálicos, instalados no espaço superior da edificação. Tombado pelo IPHAN em 13 de Março de 1995, o Reservatório do Mocó abastece ainda hoje parte da Cidade de Manaus.