231 bens tombados

A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada no século XVI, em 1565. O crescimento da sua importância política, administrativa e econômica foi decisivo para que se tornasse sede do vice-reino e capital da colônia, em 1763, após a transferência do status antes pertencente a Salvador. A centralidade exercida pela cidade desde o período colonial foi decisivo para que o Rio de Janeiro se tornasse a base geopolítica do Brasil. Ao longo do tempo, foi palco dos mais importantes momentos políticos da formação do país: capital do vice-reinado, corte imperial, capital da República. Desta forma, a história da cidade se confunde com a história política, social e cultural brasileira.

Determinante para a transformação da cidade, e para a formação do país, foi a mudança da corte portuguesa, em 1808, fato que não encontra similar em todo o mundo. Além de representar novos horizontes políticos e econômicos, especialmente a partir da Abertura dos Portos, a presença da corte no Rio de Janeiro colocou fim ao isolamento intelectual e cultural da cidade. Foram fundadas bibliotecas públicas, academias científicas, filosóficas e literárias, escolas e teatros, além da remodelação urbana e arquitetônica. Milhares de imigrantes aportaram na capital no mesmo período e a vinda de mercadorias estrangeiras bem como as facilidades econômicas contribuíram para alterar a vida material e o cotidiano carioca, transformando a cidade em um centro cosmopolita.

» Tesouros brasileiros: os museus no Rio de Janeiro

Com a proclamação da República, em 1891, o Rio de Janeiro manteve seu posto de sede política e administrativa e era, à época, a maior cidade do país, com mais de 500 mil habitantes. No alvorecer do século XX, a capital brasileira inaugurou uma remodelação urbana, com a abertura das grandes avenidas e a produção de uma arquitetura eclética, com inspiração Art Nouveau, que influenciou todo o país. Com a transferência da capital para o Planalto Central, em 1960, o Rio de Janeiro perdeu a condição de centro político, mas manteve-se como metrópole mundialmente conhecida por sua excepcional interação entre cultura e natura. Com a exuberância de suas praias e montanhas, sua musicalidade expressa no samba, no choro, na bossa nova, na culinária típica, a capital carioca é um dos principais destinos turísticos do mundo e o que mais recebe visitantes no Brasil. Representa a imagem do patrimônio mais difundida no mundo. São características tão marcantes e únicas que garantiram à cidade o título inédito da Unesco de Patrimônio Mundial na categoria de Paisagem Cultural Urbana.

Foto: Mônica Zaratini#

O roteiro do patrimônio congrega jardins, praças e parques, museus, edificações, fortalezas, conjuntos urbanos e paisagem. Destacam-se o Jardim Botânico, Paço Imperial, o Outeiro da Glória, a Igreja e o Mosteiro de São Bento, os conjuntos do Arco do Teles, do Morro da Conceição, da Quinta da Boa Vista, da Praça XV, do Parque Guinle, entre outros. A importância da cidade na história da formação do Brasil contribuiu para que o estado do Rio de Janeiro congregasse uma excepcional quantidade de bens culturais tombados: 231 no total. Outros 22 municípios do estado possuem patrimônio sob a tutela do Iphan, entre eles, cidades históricas como Vassouras e Petrópolis, além da cidade de Paraty.

A acessibilidade à cidade se dá pelos aeroportos Santos Dumont e do Galeão. De carro, vindo do Centro-Oeste e Minas Gerais: acesso pela BR-040; vindo de São Paulo: acesso pela Via Dutra; vindo do Litoral Norte de São Paulo: acesso pela Rio-Santos; vindo do Sul e, do Nordeste,  acesso pela BR-101. Por ônibus existem várias linhas que saem da maioria das capitais do país.

Monumentos selecionados

Passeio Público
Na década de 1760, o Mestre Valentim recebeu a tarefa de construir um parque para a cidade do Rio de Janeiro. Ainda hoje o Passeio Público mantém o grande portão em ferro forjado em estilo rococó, destacando o brasão com as armas reais. Foi criado com percursos. O primeiro passava entre duas pirâmides e terminava na Fonte dos Amores, levando a um terraço sobre as águas da baía da Guanabara. Pela Rua das Belas Noites chegava-se ao chafariz das Marrecas com estátuas de bronze do Caçador Narciso e da Ninfa Eco (hoje no Jardim Botânico). Ao final do século XIX o Passeio Público foi reorganizado pelo botânico Glaziou, abrindo caminhos em curvas caprichosas. O Passeio Público é considerado o primeiro parque ajardinado do Brasil. (Centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia).

Mosteiro de São Bento
Fundado no século XVI por monges beneditinos, agrega mosteiro e igreja. Apesar das consideráveis modificações e ampliações empreendidas no final do mesmo século, o conjunto ainda conserva em sua frontaria o caráter da edificação iniciada em 1617. O interior da igreja é riquíssimo e totalmente forrado com talha dourada. É considerado um dos principais monumentos da arte colonial do país. Ainda hoje se mantem como um lugar de silêncio, oração e trabalho e é referência em canto gregoriano com o Coro dos Monges do Mosteiro de São Bento que pode ser assistido nas missas dominicais das 10h. No repertório estão peças do século V ao XII. (Erro! A referência de hiperlink não é válida., Tel.: (21) 2206-8100, http://www.osb.org.br/mosteiro/index.php).

Igreja Nossa Senhora da Glória
No século XVII havia originalmente uma capela dedicada a Nossa Senhora da Glória, no morro hoje conhecido como Outeiro da Glória. A atual igreja foi edificada em princípios do século XVIII e concluída em 1739, segundo projeto atribuído ao tenente-coronel José Cardoso Ramalho. Ela representa, no Brasil, a introdução das plantas poligonais alongadas, de origem barroca. Insere-se essa igreja ao centro de amplo adro, dominando a paisagem, e tem sua silhueta barroca definida pelas sucessivas pilastras de ordem monumental, dispostas ao longo das laterais da nave, que se estendem até a cimalha superior. (Praça Nossa Senhora da Glória, 135/204).

Foto: Acervo/Iphan/Rio de Janeiro#

Arcos da Lapa (foto)
No período do governo de Aires de Saldanha (1719 – 1725) foi construído um aqueduto que trazia a água das nascentes do rio da Carioca, ao longo das encostas da serra de Santa Teresa, até o largo da Carioca. Para atravessar o vale existente entre o morro de Santa Teresa e o de Santo Antônio, foi executada a obra arquitetônica mais notável do Brasil no período colonial: uma construção ciclópica de alvenaria, com dupla arcada e considerável extensão. O Aqueduto da Carioca, como foi chamado veio a servir, depois de viaduto para os bondes que demandam o bairro de Santa Teresa. (Rua dos Arcos, 1 - Centro).

Palácio Gustavo Capanema – Edifício do Ministério da Educação e Saúde
O edifício é o símbolo mais importante da arquitetura moderna no Brasil e a primeira aplicação, em escala monumental, das ideias de Le Corbusier. A rigorosa disciplina plástica aplicada a cada componente e a concisão dos meios formais utilizados, em uma subordinação total de cada detalhe à composição, justificam a importância fundamental desta obra no panorama da arquitetura moderna no Brasil e as discussões que ela suscita no exterior. O bloco de 14 andares se levanta no meio do treno, sobre pilotis de 10 m de altura. O edifício possui painéis de Portinari, jardins de Burle Marx e uma escultura de Celso Antônio Dias. (Rua da Imprensa, 16 – Centro).

Embratur#

Teatro Municipal (foto acima)
Em 15 de outubro de 1903, o prefeito Pereira Passos, lançou um edital com um concurso para a apresentação de projetos para a construção do Theatro Municipal. Os dois primeiros colocados ficaram empatados: o "Áquila", pseudônimo do engenheiro Francisco de Oliveira Passos, e o "Isadora", pseudônimo do arquiteto francês Albert Guilbert. Como decisão final resolveu-se pela fusão dos dois projetos, pois, na verdade, correspondiam a uma mesma tipologia. Para decorar o edifício foram chamados os mais importantes pintores e escultores da época, como Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli. Também foram recrutados artesãos europeus para fazer vitrais e mosaicos. (Praça Marechal Floriano S/n, Centro, Rio de Janeiro, Tel: (21) 2332-9191 / 2332-9134, www.theatromunicipal.rj.gov.br).

Associação Brasileira de Imprensa
Projetado pelos arquitetos  irmãos Roberto (Marcelo, Mílton e Maurício), e inaugurado em 1938, o prédio da ABI foi dos primeiros edifícios modernos do Rio de Janeiro. O tombamento do prédio se deu não só pelo pioneirismo de suas formas, mas, também, pelo significado histórico da entidade, sempre ligada às lutas pela liberdade expressão do País. Construída de acordo com a linguagem preconizada por Le Corbusier, à edificação apresenta notável mérito arquitetônico. Todo o mobiliário e demais equipamentos que servem ao prédio foram projetados pelos irmãos Roberto. (Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro).

Biblioteca Nacional
A criação da Real Biblioteca no Brasil está ligada a transferência da rainha D. Maria I, de D. João, Príncipe Regente, de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808. O acervo trazido para o Brasil, de 70 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas, foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita. Em data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi franqueada ao público em 1814. A Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina. (Av. Rio Branco 219 Rio de Janeiro, Tel. 55 21 3095 3879, http://www.bn.br).

Antiga Casa da Moeda
O Ministro da Fazenda, Joaquim José Rodrigues Torres, Visconde de Itaboraí, solicitou das Câmaras, em 1853, o crédito necessário para a construção de uma sede própria para a Casa da Moeda do Rio de Janeiro, que havia sido fundada em 1767 para fundir e cunhar o ouro extraído das minerações.  O autor do projeto é o engenheiro Teodoro de Oliveira. A Edificação assobradada, de feição neoclássica foi construída na Praça da República e inaugurada em 1868. Hohe sedia o Arquivo Nacional.

Casa de Rui Barbosa
A casa foi construída em meados do século XIX e adquirida por Rui Barbosa em 1893. O prédio, de estilo neoclássico, é cercado por belo jardim, tem sobrado parcial centrado pela fachada principal com uma série de portas e janelas. Uma larga varanda corre paralela à fachada principal. Além de objetos que pertenceram a Rui Barbosa, destaca-se a biblioteca, uma das mais valiosas que possuímos. (Rua São Clemente, 134 - Botafogo).

Chácara do Céu
Antiga propriedade da família de Raimundo de Castro Maia, onde seu filho, Raimundo Otoni de Castro Maia, reunião valiosa coleção de arte. O imóvel faz parte da Fundação Raimundo Otoni de Castro Maia e foi transformado em museu em 22 de março de 1972. O prédio ocupa área aproximada de 460 m² e autoria do projeto é do Wladmir Alves de Souza. Construção em alvenaria e estrutura de concreto armado com três pisos, cercada por grande parque. (Rua Murtinho Nobre, 93 - Santa Teresa).

Conjunto arquitetônico de casas no Catete (34 casas)
Essas construções, posteriores à do Palácio do Catete, são assobradadas, características dos meados e do final do século XIX. Tinham finalidade residencial. Prédio com portas no térreo, janelas rasgadas com sacadas isoladas ou corridas nos sobrados. De um modo geral, terminam com platibandas ligeiramente decoradas, algumas com estatuetas, vasos de mármore ou de estuque.

Museu Nacional de Belas-Artes
O prédio, de proporções monumentais, foi edificado na então recém-inaugurada Avenida Central, atual Rio Branco. Idealizado por Adolfo Morales de Los Rios é constituído por quatro alas em torno de um pátio central. Ocupa toda uma quadra. O Museu Nacional de Belas Artes foi criado oficialmente em 13 de janeiro 1937 pelo ministro Gustavo Capanema. Mas antes de sua efetiva abertura ao público, em 19 de agosto de 1938, passou por algumas mudanças. O prédio permaneceu com as coleções da Escola Nacional de Belas Artes e com o setor administrativo, mas os cursos foram progressivamente sendo transferidos para outros locais. (Avenida Rio Branco, 199 – Centro – Telefone (21) 2240-0068).

Fundação Castro Maia
A propriedade mede cerca de 25.000 m² e foi adquirida em 1913 por Raimundo Castro Maia para residência de sua família. Prédio simples, de dois pavimentos, grande varanda na frente, modificado para aparência de colonial brasileiro. Os dois pavilhões anexos foram executados depois de 1920, assim como a reforma do grande bosque. No acesso há várias estátuas de cerâmica portuguesa da famosa fábrica de Santo Antônio do Porto. Nas paredes da varanda, vários painéis de azulejos da época de D. Maria I. A antiga cocheira, transformada em Galeria Debret, abrigava a coleção de aquarelas do artista e gravuras de outros que aqui estiveram: Rugendas, Planitz, Hastrel, Arago, Monvoisin, Pallière, etc. (Rua Murtinho Nobre, 93. Telefone: (21) 3970-1297 – (21) 3970-1641)

Foto: Alexandre Macieira/Divulgação#

Igreja da Candelária (foto acima)
A construção teve início em 1755, terminando em 1811. Apresenta planta em cruz latina, com duas sacristias, uma de cada lado. A influência italiana é evidente no revestimento interior, que é de mármore e não de talha de madeira, à maneira portuguesa. A fachada principal é de pedra aparelhada e as portas, em bronze, de autoria do escultor Teixeira Lopes. A escultura em gesso é trabalho de Bartolomeu Meira. A pintura mural é de autoria de Zeferino da Costa, coadjuvado por Bernadelli, Oscar da Silva, Castagneto, Pinto Bandeira e outros e o autor do projeto é o engenheiro-mor Francisco João Roscio. (Praça Pio X – Centro. Telefone: (0xx)21 2233-2324).

Copacabana Palace
Inaugurado em 1923, o prédio tradicional do Hotel Copacabana Palace – de frente para a Avenida Atlântica – foi construído pelo arquiteto J. Gire a pedido do Governo Federal, para incentivar o desenvolvimento da Zona Sul do Rio de Janeiro, principalmente Copacabana, que na época não passava de um imenso areal. O prédio figura entre os mais importantes exemplares de Ecletismo no Brasil. Sua planta, de funcionalidade admirável, apresenta impecável ajuste na distribuição dos serviços de abastecimento e manutenção. Dispõe de 145 quartos, além de lojas, restaurante, bar e serviços gerais no andar térreo e grandes salões no primeiro pavimento. (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 313. - Copacabana. Telefone: (21) 2548-7070).

Paço Imperial
A Ordem Régia de 27 de novembro de 1730 autorizou a construção de uma casa destinada a moradia dos vice-reis, no Rio de Janeiro. O antigo Paço da Cidade, inaugurado em 1743, projetado pelo Engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim, ocupa uma área de 2.940 m², no centro histórico do Rio de Janeiro. Passou a ser a casa de despachos do Vice-Rei do Brasil, do Rei de Portugal Dom João VI e dos imperadores Pedro I e II. Atualmente é um centro cultural do IPHAN. Pela sua importância histórica e estética, o Paço Imperial é considerado o mais importante dos edifícios civis coloniais do Brasil e é o que melhor documenta aspectos da arquitetura portuguesa e brasileira anteriores à Missão Artística Francesa. Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro, Rio de Janeiro – RJ.

Foto: Acervo/Iphan/RJ#

Parque do Flamengo (foto acima)
O Parque do Flamengo, que envolve uma área desde o Aeroporto Santos Dumont até o morro da Viúva e o início da praia de Botafogo, é o resultado do aterro de uma larga faixa fronteira à Esplanada do Castelo, à Lapa, à Glória, ao Russel e ao Flamengo, realizado com material proveniente do desmonte do morro de Santo Antônio. Os projetos de urbanização, edificações e equipamentos são de autoria de Afonso Eduardo Reidy, com projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. Além da praia, reconstituída na faixa litorânea, foram criados diversos equipamentos com finalidade recreativa. Estão inseridos no parque o Museu de Arte Moderna de Afonso Reidy e o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.

Forte de Copacabana
Localizado no promontório da antiga igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, o Forte foi inaugurado em 1914, com o objetivo de reforçar a defesa da Baía de Guanabara. A casamata conserva as características originais, com suas muralhas de 12 metros de espessura voltadas para o mar e armamento da fábrica Krupp. Atualmente transformado em Centro Cultural, o Forte de Copacabana oferece aos visitantes muitas curiosidades e atrações. No Museu Histórico do Exército, fatos marcantes estão registrados através de exposições, exibições de vídeo, maquetes e, até, um setor interativo, original e bastante visitado pelos freqüentadores do Forte. Tudo com direito a uma vista panorâmica de um dos pontos mais belos de toda a nossa Costa. (Praça Coronel Eugênio Franco, 1 - Copacabana. Telefone: (21) 2521-1032).

Fortaleza de São João
A Fortaleza de São João foi erguida na ponta do Morro Cara de Cão, na entrada da barra da Baía de Guanabara, ao lado do Morro do Pão de Açúcar, em uma área hoje pertencente ao Exército Brasileiro. É um verdadeiro mirante secular aberto para a baía (onde de suas casamatas esculpidas na pedra, há muito aposentadas, se descortina um panorama dos fortes de Niterói e da entrada da Baía), constituída por três redutos (pequenos fortins também chamados de Baterias) e um grande Forte, o Forte São José, de 1578 – o terceiro forte mais antigo do país. É o local ideal para conhecer onde aconteceu a fundação da cidade e sentir o encanto da História viva. Os visitantes podem ainda conhecer o Morro Cara de Cão, considerado Área de Preservação Ambiental pelo IBAMA, e visitar o Museu do Desporto do Exército. (Urca. Telefone: (21) 2543-3323).

Foto: Alexandre Macieira/Divulgação#

Cristo Redentor/Penhasco do Corcovado
Um dos pontos turísticos de maior atração no Rio de Janeiro, o Corcovado, é uma montanha de 704m de altitude, localizada no extremo frontal da Serra da Carioca, visitado pela primeira vez no início do século XIX. A iniciativa da abertura de um caminho para o Corcovado foi de D. Pedro I e as caminhadas e passeios à região tornaram-se um hábito. A ideia de se ter uma imagem do Cristo, coroando o Morro do Corcovado, segundo a tradição, deve-se ao padre Pedro Maria Boss, Capelão do Colégio Imaculada Conceição de Botafogo. Heitor da Silva Costa venceu o concurso, em 1923, mas a figura inicial, de Jesus empunhando um globo e uma cruz, foi substituída pela imagem do Cristo atual, executada pelo artista francês, Paul Landowsky.( Parque Nacional da Tijuca, Alto da Boa Vista. Telefone (21) 2558-1329)

Morro do Pão de Açúcar
O complexo do Pão de Açúcar é composto pelos morros do Pão de Açúcar, da Urca e da Babilônia. Margeado pelas águas da Baía de Guanabara, possui como atração complementar o passeio de teleférico, interligando a Praia Vermelha, o Morro da Urca e o Pão de Açúcar. O Bondinho do Pão de Açúcar foi idealizado em 1908 e inaugurado em 1912, tornando-se o primeiro teleférico instalado no país. O morro do Pão de Açúcar é constituído por um bloco único de gnaisse-granito com mais de 600 milhões de anos, que surgiu da separação entre os continentes sul-americano e o africano. Eleva-se a 395 metros acima do nível do mar, é rico em vegetação, com diversas espécies de bromélias e orquídeas. (Urca)

Estádio Mário Filho – Maracanã
Considerado o Templo do Futebol, o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, foi inaugurado em 1950, especialmente para sediar a Copa do Mundo de Futebol.  Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro foram os autores do projeto arquitetônico vencedor de concorrência aberta pela prefeitura do Rio, em 1947. Trabalharam na construção mais de dois mil operários. O Maracanã foi palco de grandes momentos do futebol brasileiro e mundial, como o milésimo gol de Pelé, finais do Campeonato Brasileiro, jogos memoráveis do Carioca de Futebol, da Taça Libertadores da América e do primeiro Campeonato Mundial de Clubes da FIFA. Após obras de modernização, o maior estádio do Brasil tem capacidade para 78 mil espectadores. (Rua Professor Eurico Rabelo, Maracanã. Telefone: (21) 8871-3950)

Acervo/Iphan/RJ#

Jardim Botânico (foto acima)
No sopé do Maciço da Tijuca, entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e a montanha, foi criado, em 1808, após chegada da Família Real Portuguesa, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, como um jardim de plantas exóticas e de especiarias do Oriente. De sua área atual de 137 hectares, 53 hectares estão abertos ao público, com grande coleção de plantas in situ organizadas em aleias geométricas. Os destaques são as palmeiras de grande altura, que conferem amplitude ao local. O espaço restante integra-se ao Parque Nacional da Tijuca e é dedicado à preservação e à pesquisa científica, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico, centro de referência mundial por seus estudos sobre a Mata Atlântica. Em suas dependências encontra-se o Museu Casa dos Pilões, no prédio onde funcionou a Real Fábrica de Pólvora. (Rua Jardim Botânico, 1008. Telefones (21) 3874-1808 / 3874-1214)

Rio de Janeiro/RJ
O samba carioca - partido alto, samba de terreiro e samba enredo - é a música que ecoa na capital carioca, de janeiro a dezembro. Além dos shows em vários espaços culturais da cidade, uma visita ao Centro Cultural Cartola (Rua Visconde de Niterói, Nº 1.296, Mangueira, Tels.: 21. 3234.5777, www.cartola.org.br e http://centroculturalcartolaoficial.blogspot.com.br) é uma viagem às origens deste gênero musical e às histórias de compositores e cantores, a velha guarda do samba carioca.

Jongo
O jongo (ou caxambu) é uma dança de roda praticada por homens e mulheres de comunidades afrodescendentes no Rio de Janeiro e em outros estados brasileiros. No Rio, muitas comunidades preservam as raízes desta dança, como o Centro Cultural Jongo da Serrinha que promove apresentações de grupos jongueiros (Rua Silas de Oliveira, Ladeira da Balaiada, Morro da Serrinha, Vaz Lobo/Madureira, Tels.: 21.2437.5546 e 2539-8623, www.jongodaserrinha.org.br).