Conheça algumas projeções de investimento e da repercussão da realização do Mundial de 2014 no Brasil

O trabalho que levou à consolidação desses dados foi realizado pela empresa Value Partners Brasil Ltda, contratada por licitação pelo Ministério do Esporte.

As ferramentas adotadas para cálculo do impacto econômico direto e indireto na economia brasileira partem de metodologias internacionalmente adotadas, em especial a seguinte literatura:

Handbook on the economics of sport – Wlademir Andreff, Stefan Szymastic

Predicting the economic impact of the 2010 FIFA World Cup on South Africa

What does Germany expect to gain from hosting the 2006 Football World Cup; Macroeconomic and Regional economic Effects

Economic Impact of the Korea and Japean World Cup

France and The 1998 World Cup – The National Impact of a World Sporting

Foram considerados investimentos para a Copa tanto aqueles que decorrerão exclusivamente do evento (estádios, por exemplo) como aqueles que terão a implementação acelerada/adiantada (como aeroportos). Tal conceito também foi adotado na avaliação de impacto econômico da Copa em outros países, conferindo a esse estudo uma comparabilidade com análises anteriores.

Tal hipótese, no entanto, não torna uniforme o perímetro de áreas de infraestrutura consideradas, uma vez que a prioridade de investimentos em cada governo é diferente em cada Copa. A Alemanha, por exemplo, priorizou investimentos na malha rodoviária para o Mundial de 2006. No Brasil, esse segmento não foi definido como prioritário.

Para os investimentos em infraestrutura, o estudo tem por base projeções econômicas a partir de:

Projetos e linhas de financiamento formalizadas até 28/02/2010 (mobilidade urbana, estádios e hotelaria);

Estimativas internas de governo para projetos em elaboração, mas não formalizados (aeroportos e portos)

Estimativas de mercado ajustadas para as demais áreas de intervenção (Segurança, TI, Telecomunicações e outros)

Para projeções da movimentação de turistas, o estudo tem por base estimativas feitas pelos técnicos com base na harmonização de duas metodologias:

Estimativa a partir dos dados elementares de movimentação turística em jogos e fan fests (abordagem “bottom-up”)

Estimativa a partir de referências internacionais aplicadas às projeções globais de turismo no Brasil (abordagem “top-down”)