O Governo Federal adotou um conjunto de ações para promover a sustentabilidade na Copa do Mundo de 2014. Compensação total, antes mesmo do início dos jogos, das emissões diretas de gases de efeito estufa geradas pelo evento, certificação ambiental dos estádios, inclusão dos catadores e incentivo ao ecoturismo são algumas das medidas. A agricultura familiar e a produção de alimentos orgânicos também estão alinhadas à agenda do Mundial. As estratégias são coordenadas pelos ministérios do Meio Ambiente, do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário, e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em parceria com os estados e cidades-sede.

Cinco eixos temáticos compõem as ações programadas para o Mundial em relação à sustentabilidade

Certificação e gestão sustentável das arenas (coordenação do Ministério do Esporte):

Esta é a primeira Copa do Mundo em que todos os estádios seguiram modelos de construção e gestão sustentável, capazes de obter certificação internacional. Algumas arenas já receberam e outras estão em processo de certificação para receberem o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), reconhecido mundialmente. A previsão é que todos os 12 estádios da Copa sejam certificados até o fim de 2014. A iniciativa voluntária do Governo Federal é inédita. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou a adotar critérios de sustentabilidade como exigência para a liberação de financiamento aos projetos. A FIFA gostou da ideia e irá fazer as mesmas exigências nas próximas edições do Mundial.

Foto: Renato Cobucci/Imprensa/MG#

Gestão de resíduos e reciclagem (coordenação do Ministério do Meio Ambiente):

O Governo Federal abriu linha de apoio às cidades-sede para a inclusão de catadores e seis capitais foram contempladas com R$ 2,3 milhões. Com o investimento, os catadores realizarão a coleta seletiva no entorno das arenas e festas oficiais para as torcidas. Todo o material recolhido será destinado às cooperativas de reciclagem. Além disso, o BNDES abriu linha de financiamento para estruturar a coleta seletiva em caráter permanente em Brasília, Curitiba, Porto Alegre, e Rio de Janeiro. O projeto chamado "Cidades da Copa" tem um total de aproximadamente R$ 79 milhões em investimentos.

Compensação e Mitigação das Emissões (coordenação do Ministério do Meio Ambiente):

No combate ao aquecimento global, o Brasil compensou sete vezes mais do que o estimado para as emissões diretas de gases de efeito estufa geradas pela realização da Copa do Mundo. A excelência do processo foi reconhecida pelas Nações Unidas. A compensação se refere às atividades programadas, como obras, deslocamento de veículos oficiais e uso energético. Os índices foram alcançados em decorrência da chamada pública para empresas interessadas na doação de créditos de carbono, lançada pelo Ministério do Meio Ambiente.

As companhias aderem e contribuem com Reduções Certificadas de Emissões (RCE), provenientes de projetos capazes de neutralizar gases de efeito estufa. A transação não envolve recursos financeiros e as entidades participantes são certificadas com o selo Baixo Carbono. Foi realizado, ainda, o inventário Ex-Ante de Emissões da Copa 2014, com a projeção das emissões relacionadas ao evento. Após a Copa será consolidado o inventário definitivo.

» Saiba como doar Reduções Certificadas de Emissões

» Confira a lista das empresas que receberam o selo de Baixo Carbono

Clique na imagem e saiba mais sobre a campanha#

Campanha Passaporte Verde (coordenação dos ministérios do Meio Ambiente e Turismo, além do Pnuma):

Com o slogan "Eu Cuido do Meu Destino", a campanha Passaporte Verde aproveita a Copa do Mundo para iniciar um trabalho voltado para que consumidores e empresários optem por práticas mais sustentáveis. A campanha passou a ser uma plataforma de comunicação em consumo e produção sustentáveis, com portal interativo, aplicativo móvel e forte presença nas mídias sociais.

Entre os destaques nas 12 cidades-sede estão os Roteiros Passaporte Verde, com sessenta opções de passeios, a partir de cada uma das capitais; as Jornadas da Sustentabilidade, seminários de engajamento em práticas de ecoeficiência para estabelecimentos comerciais e o compromisso Passaporte Verde, uma ferramenta on-line para os empresários realizarem uma autoavaliação e conhecer o nível de sustentabilidade do seu negócio. Ao aderir à campanha, os estabelecimentos ficam disponíveis para consultas online dos consumidores via hotsite e aplicativo.

Campanha Brasil Orgânico e Sustentável (coordenação ministérios do Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário):

Kits Lanche para os voluntários

Os participantes do Programa Brasil Voluntário do Governo Federal receberam um kit de alimentos orgânicos não perecíveis. Os produtos foram adquiridos pelo MDS, por meio da modalidade de Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em uma iniciativa inédita.

Os produtos são distribuídos juntamente com o Kit do Voluntário. Os alimentos foram adquiridos junto a cooperativas e associações e incluem sucos orgânicos, castanhas, barras de cereais, frutas desidratadas, biscoitos e outros. O objetivo é promover a alimentação saudável e sustentável entre os voluntários, que atuam como agentes multiplicadores junto ao público atendido no Mundial.

Quiosques Brasil Orgânico e Sustentável

As cidades-sede terão quiosques de comercialização de produtos orgânicos e da agricultura familiar, com produtores de várias regiões do país. Ao todo, cerca de 60 grupos e associações de produtores foram selecionados por edital público. Os empreendimentos representam 25 mil famílias agricultoras brasileiras, que terão uma oportunidade de promoção e comercialização de seus produtos.

Os quiosques estarão instalados em áreas de circulação de turistas e, em várias cidades, serão complementados pela integração ao circuito local de feiras orgânicas que aderiram à campanha. O objetivo, além da comercialização, é deixar um legado para que a cadeia produtiva fique cada vez mais organizada e estruturada.

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