100 dias para as Confederações: Mineirão em fase de ajustes finos

07/03/2013 - 00:51
Sede de uma das semifinais vem realizando vários eventos para testar o modernizado estádio de Belo Horizonte

Segundo estádio a ficar pronto para a Copa das Confederações, depois do Castelão, o novo Mineirão, em Belo Horizonte, foi entregue oficialmente em 21 de dezembro de 2012, quando faltavam quase seis meses para a abertura do torneio. O primeiro jogo na arena foi o clássico Cruzeiro 2 x 1 Atlético, em 3 de fevereiro de 2013, pelo Campeonato Mineiro.

A cem dias do início da competição, três jogos já foram realizados no estádio e eventos-testes oficiais ainda vão averiguar a estrutura. Em 24 de abril, a seleção brasileira enfrentará o Chile em amistoso no estádio de Belo Horizonte. Em 3 de maio, haverá um show de Paul McCartney no local.  A primeira partida válida por competições FIFA no estádio será em 17 de junho, quando Taiti e Nigéria vão se enfrentar pelo Grupo B da Copa das Confederações.

A capital mineira receberá outros dois confrontos do torneio. O segundo será em 22 de junho, pela rodada decisiva do grupo A, o da Seleção Brasileira. O duelo reunirá Japão e México.

Uma das semifinais também está programada para Belo Horizonte. Estarão em campo o vencedor do Grupo A e o segundo colocado do Grupo B. Assim, se o Brasil conseguir se qualificar como primeiro, jogará no Mineirão em 26 de junho contra o vice-líder do Grupo B. O jogo será a partir das 16h.

Foto: Portal da Copa/ME/Fevereiro de 2013#

O estádio
Tombada pelo patrimônio histórico de Belo Horizonte, a fachada do Mineirão não sofreu alterações em relação ao projeto anterior, inaugurado em 1965. Mesmo assim, há novidade na área externa: foi construída uma esplanada com 80 mil m² e capacidade para 65 mil pessoas, planejada para ser um espaço de convívio social, além de abrigar atividades de lazer, cultura, esporte, ente outros.

O estacionamento do estádio tem 2.925 vagas, sendo 1.884 cobertas e 255 reservadas para pessoas com deficiências, bombeiros, viaturas policiais, motos, bicicletas e veículos de carga e descarga. O estádio tem oito elevadores e duas rampas de acesso. A entrada é controlada por 106 catracas eletrônicas. Três mil operários trabalharam na obra no momento de pico.

O gramado foi rebaixado em 3,4 metros para aprimorar a visibilidade. O campo tem a dimensão de 105 x 68 m e está coberto por uma variedade de grama adequada ao clima tropical, a Bermuda celebration.

A nova arena reúne 62.160 assentos – todos cobertos – e conta com 98 camarotes, além de lounges com instalações exclusivas. Outra novidade é o restaurante panorâmico em um espaço de 1.160 m², com capacidade para 370 pessoas.  Os jornalistas terão área exclusiva que atende 388 profissionais, com 160 estações de trabalho.

Uma área comercial de mais de 7,5 mil m² terá até 47 lojas. Além disso, 58 bares e lanchonetes estarão espalhados por todos os setores. Perto dos bares, televisores garantem que o torcedor não perca um lance da partida.  Cinquenta e quatro banheiros atendem o público em geral, 15 são destinados às áreas de hospitalidade e dez estão na área externa.

Jogadores também estão bem instalados. Há vestiários para duas equipes de cada lado, o que evita a divisão dos espaços em dias de rodada dupla. Outros dois vestiários são exclusivos para árbitros, um feminino e um masculino, além de espaços dedicados à comissão técnica, sala do roupeiro e sala do mascote. Os locais são equipados com armários, chuveiros e banheiras de hidromassagem.

Segurança
O sistema de monitoramento conta com 364 câmeras, sendo 170 fixas. A equipe de segurança privada trabalhará com o apoio da Polícia Militar e poderá chega a 800 homens em dias de grandes eventos.  Dois telões de LED de 98m² acima dos gols transmitem informações ao público.

Sustentabilidade
Práticas sustentáveis foram adotadas desde o início da reforma, em 25 de janeiro de 2010. Cerca de 90% do entulho da obra foi reaproveitado. Outra marca importante está na cobertura: uma usina solar será capaz de transformar a radiação em energia elétrica. As placas fotovoltaicas presentes na cobertura terão potência de 1,6 megawatt e captarão energia suficiente para suprir a demanda de cerca de 1200 residências de médio porte.

Investimento e gestão
O custo total da obra foi de R$ 666,3 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal. Para a reforma, foi feita uma Parceria Público Privada (PPP) entre o governo de Minas e o consórcio vencedor da licitação realizada em 2010, o Minas Arena. Além de conduzir o trabalho de modernização, cabe ao consórcio a operação do estádio por 25 anos. Nesse modelo, o estado de Minas tem a função de monitorar a obra e fiscalizar o funcionamento do estádio.

» Assista a um vídeo com imagens das obras da Copa do Mundo em Belo Horizonte

Portal da Copa

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