Alaías Oliveira: de operário a usuário da nova TransCarioca

01/06/2014 - 11:02
Auxiliar de pedreiro que mora em Bonsucesso ajudou a construir corredor de ônibus expresso inaugurado neste domingo no Rio de Janeiro

Atualizada às 13h50

Os retoques que o auxiliar de pedreiro Alaías dos Santos Oliveira, 22 anos, dava no calçamento do entorno da estação de BRT Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio de Janeiro, na última quinta, faziam parte de seus últimos momentos como operário da construção da linha de BRT Transcarioca. A partir de segunda-feira (2.06), ele se juntará aos mais de 320 mil passageiros que devem passar diariamente pelo corredor de ônibus expressos, que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

O BRT foi a primeira grande obra de sua curta carreira, de três anos na construção civil. Antes, ajudava a fazer pequenas reformas, construir casas.  “Aqui se aprende muito mais. Tem mais noção de obra. Fazer um viaduto é bem mais difícil que fazer uma casa”, diz ele, enquanto mistura concreto. “Também é mais motivador. Aqui o cara está toda hora indo para um lugar diferente, não cai na rotina.”

O operário mora em Bonsucesso, nas imediações do trecho da Transcarioca que passa pela região da Penha. Seus dois irmãos vivem na Barra da Tijuca. Num dia normal, poderia demorar três ou quatro horas para conseguir visitá-los. Com o BRT, a previsão é que possa realizar o trajeto em bem menos tempo.

“Vai facilitar para muita gente mesmo, inclusive para mim. Antes precisava pegar dois ônibus e, dependendo de como estava a Linha Amarela, demorava uma eternidade. Quando a Transcarioca estiver funcionando, não vai demorar nem uma hora, eu acho”, explica.

O BRT tem 39 km e 45 estações. Numa primeira etapa, para a Copa do Mundo, funcionarão todas as estações entre Barra da Tijuca e Tanque, na zona oeste, além da integração com o metrô Vicente de Carvalho, na zona norte, e as paradas nos terminais 1 e 2 do Galeão. Depois serão abertas todas as estações da região de Madureira e Penha.

Giuliander Carpes/ Portal da Copa#Leia mais sobre o impacto no Mercadão de MadureiraComércio

Os comerciantes do Mercadão de Madureira esperam que o início das atividades do BRT inclua o local no roteiro de mais cariocas e turistas. O bairro vai ficar no meio do caminho do corredor de ônibus expressos. Há uma parada bem em frente ao Mercadão. “Há muitas pessoas que não vêm ao Mercadão porque não conhecem ou porque não têm onde deixar o carro. Se você for olhar os estacionamentos numa hora dessas, vai ver que eles estão todos lotados”, afirma Vicente Gazola, 56 anos, um dos mais de 300 lojistas do centro popular.

Giuliander Carpes, do Portal da Copa no Rio de Janeiro

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