Antes vista como zebra, Costa Rica ganha atenção dos grandes

16/06/2014 - 16:09
Em Santos, coletiva de imprensa da equipe que derrotou o Uruguai na estreia atrai a imprensa de vários cantos do mundo. Próximo duelo será diante da Itália

Getty Images#"Todo o grupo está motivado para continuar fazendo boa campanha", comentou Wanchope, assistente-técnico da equipeMaior zebra da Copa do Mundo do Brasil até agora, a Costa Rica começou a atrair a atenção da imprensa mundial. No treinamento da equipe nesta segunda-feira, na Vila Belmiro, em Santos, era possível ouvir conversas em português, espanhol, italiano e inglês. A sala de coletivas ficou lotada, faltando cadeira para tantos profissionais. O serviço de tradução simultânea teve trabalho extra.

“Agora é normal que toda a imprensa, em geral, se fixe na Costa Rica. Antes do jogo, o Uruguai era favorito. Agora, os favoritos são Inglaterra e Itália [próximos adversários da Costa Rica]. Mostramos o que podemos fazer. Conseguimos chamar a atenção para o futebol da Costa Rica”, afirmou Paulo Wanchope, assistente-técnico da equipe.

Não é para menos. Tudo mudou após a vitória por 3 x 1 sobre o Uruguai, quarto colocado na última Copa do Mundo e atual campeão da Copa América. A equipe da América Central, porém, está consciente de que conquistar uma classificação no Grupo D ainda é difícil, apesar da surpreendente liderança em uma chave que ainda conta com Itália e Inglaterra. As três outras equipes do grupo somam sete títulos mundiais.

“Os desafios vão crescendo.  Sabemos que a partir de agora as partidas serão mais difíceis. Cada adversário será mais forte e desafiador”, analisou Wanchope, que foi a principal estrela da Costa Rica na Copa de 2006, último Mundial que o país disputou.

O próximo confronto será contra a Itália, na sexta-feira, na Arena Pernambuco, em Recife. Como as duas equipes venceram na rodada inicial, o jogo pode até decidir quem ficará com a primeira vaga para a próxima fase. A Costa Rica encerra a participação no Grupo D contra a Inglaterra, no Mineirão, em Belo Horizonte.

“Agora, as pessoas esperam agora mais da Costa Rica. E todo o grupo está muito motivado para continuar fazendo uma boa campanha”, afirmou o ex-atacante.

O pequeno país da América Central não chega às oitavas-de-final da Copa desde o Mundial da Itália, em 1990, quando integrou o grupo do Brasil na fase de classificação. Na segunda fase, acabou eliminada pela então Tchecoslováquia ao ser goleada por 4 x 1. Nada que abale a confiança da equipe.

“Depois das eliminatórias, a equipe ganhou confiança. Após o sorteio, todos falavam que estávamos no ‘grupo da morte’, que era uma chave complicada. Mas viemos aqui querendo competir contra os melhores”, afirmou o zagueiro Roy Miller, 29.

Adalberto Leister Filho, do Portal da Copa em Santos (SP)

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