Artigo - Mike Lee: Para calar os críticos

24/07/2014 - 17:02
Confira o artigo do consultor de marketing das candidaturas olímpicas de Londres e Rio, Mike Lee, publicado no jornal O Globo desta quinta-feira (24.07).

Os preparativos para a Copa do Mundo da FIFA de 2014 no Brasil foram marcados por uma série de histórias assustadoras, sugerindo que o país e a maioria das cidades-sede não estavam prontos para sediar o torneio. Os meios de comunicação internacionais foram ativos em destacar todas as instâncias de um problema na preparação e em emitir terríveis advertências do que esperar da realização do Mundial. No entanto, aqueles de nós que conheceram o Brasil e a sua determinação para o sucesso continuaram a acreditar que esta seria uma Copa do Mundo incrível. E isso acabou sendo provado.

O Brasil e todas as 12 cidades-sede devem se sentir orgulhosos do que foi alcançado durante a competição. Este foi um evento muito especial, que foi tornado possível pelas autoridades e pela maravilhosa hospitalidade e boas vindas dadas pelo povo brasileiro. E, no final, o torneio destacou para um mundo que assistia à demonstração de que o Brasil, como país, merece seu lugar como ator no cenário mundial.

É claro que os problemas e os protestos de junho do ano passado que tipificaram a Copa das Confederações de 2013 continuam a ser questões reais dentro da sociedade civil, que a Copa do Mundo não resolve, mas a nação tem o direito de sentir um renovado senso de confiança.

O impacto de acontecimentos recentes se fez sentir, talvez em alguma redução da promoção e do engajamento nas cidades-sede, principalmente por alguns dos patrocinadores do torneio, mas a experiência da Copa do Mundo deve dar um impulso a todos os envolvidos no projeto Rio 2016 que eles podem e devem celebrar a vinda dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. O sucesso da Copa do Mundo é uma boa notícia para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. O ceticismo internacional em torno de ambos os eventos foi amplamente respondido e esperamos que haja empolgação com a entrega e o impacto dos Jogos no Rio, localmente, nacionalmente e internacionalmente.

Há lições a serem aprendidas e o Comitê Olímpico Internacional, trabalhando em estreita colaboração com a Rio 2016, olhando a abordagem da Copa do Mundo e da Fifa, planejará fazer algumas coisas de forma diferente. Por exemplo, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou recentemente, a Rio 2016 tem a oportunidade de ser mais inclusiva em termos de fãs nos locais e garantir com o sediamento dos Jogos um legado verdadeiro, amplo e de longo prazo para os moradores da cidade.

Existem muitos desafios importantes pela frente, mas a evidência é de que o Brasil mostrará ao mundo que é capaz de sediar os dois maiores eventos esportivos do planeta um em seguida ao o outro. Ao alcançar isso, enviará um sinal que vai além da experiência esportiva e reforçará o lugar do Brasil no cenário global como um membro respeitado da comunidade internacional.

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