Associação dos Artesãos da Torre de TV de Brasília comemora crescimento de vendas de até 1.000% com a Copa

21/07/2014 - 10:23
Capital federal recebeu sete partidas do Mundial

Após a realização de sete partidas da Copa do Mundo da FIFA 2014 no Estádio Nacional de Brasília, o comércio da Torre de TV, bares e shoppings perto da arena comemora os bons resultados nas vendas.

Segundo a Associação dos Artesãos, Artistas Plásticos e Manipuladores de Alimentos da Feira da Torre, o crescimento das vendas chegou a 1.000% na praça de alimentação, 300% nas bancas de souvenirs alusivos à capital federal e 50% nas barracas de artesanato. Para o presidente da associação, Hebert Tavares, o aumento das vendas ocorreu pela localização da feira, em uma área central de Brasília, próxima ao estádio. Tavares ressalta que o funcionamento da fonte e a reabertura do Mirante da Torre foram estímulos a mais para que o visitante conhecesse a feira.

José Luiz, de 49 anos, vende comidas típicas do Belém do Pará há dez anos na feira da Torre de TV. Ele comenta que o período do Mundial superou todas as expectativas de vendas. “O período da Copa foi o melhor em todo este tempo que estou aqui. Recebemos pessoas de todo o mundo e de um jeito que só o brasileiro sabe atender”, diz.

“Só tenho motivos para comemorar! Vendi muito o meu acarajé para pessoas de todo mundo. E olha que gostaram e muito”, acrescenta a feirante Evilásia Reis, de 88 anos, que há 46 vende seu famoso acarajé.

Geração de empregos

Francisco Eliziário, de 40 anos, é gerente de um bar localizado no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Ele diz que as partidas do Mundial na cidade ajudaram a aumentar o movimento no estabelecimento em mais de 35% durante o período, e que nos dias de jogos no Mané Garrincha o aumento subiu para 50%.
Com a procura de turistas nacionais e internacionais no estabelecimento, ele conta que contratou mais dez funcionários para dar conta de todo o serviço, entre o atendimento nas mesas, o de cozinha e segurança. “Tivemos que aumentar o nosso quadro de garçons e cozinheiros para manter a qualidade do nosso atendimento. Foi um investimento positivo, não temos nada que reclamar”, afirma o gerente.

Além disso, Francisco explica que havia atendentes bilíngues devidamente uniformizados dando orientações, dicas sobre a cidade e todo tipo de informação necessária.

Para o garçom Paulo César, de 40 anos, um dos contratados do bar, a Copa do Mundo trouxe uma oportunidade de trabalho formal. Com carteira assinada, ele diz que, agora, quer conquistar a vaga em definitivo depois do período de experiência. “Graças aos jogos pude conquistar meu emprego, além de poder aumentar meu salário com as comissões dos clientes”, conta o garçom.

Fonte: Secopa/ DF

 

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