Aviação brasileira faz primeiro voo comercial com biocombustível

23/10/2013 - 16:18
Empresa aérea espera disponibilizar cerca de 200 rotas com essa tecnologia durante a Copa do Mundo de 2014

Decolou no início da tarde desta quarta-feira (23.10) do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em direção ao terminal Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, o primeiro voo comercial brasileiro com bioquerosene. A operação com combustível renovável, feita pela companhia Gol Linhas Aéreas, pode reduzir em até 80% a emissão de gases de efeito estufa. A empresa espera disponibilizar cerca de 200 rotas com essa tecnologia durante a Copa do Mundo de 2014.

O evento marca o Dia do Aviador, celebrado na data em que Santos Dumont fez o primeiro voo em um avião. Moreira Franco, ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), embarcou na aeronave que estava abastecida com 25% de querosene produzido a partir do bagaço de cana de açúcar e de óleos residuais pela Amyris Brasil, que trabalha com fontes renováveis de energia.

Ele afirmou que defenderá propostas governamentais para ampliar o uso do bioquerosene na aviação. “O que precisamos agora é transformar esse esforço (o uso de biocombustíveis na aviação) em política pública, e a SAC dará sua contribuição. O uso do bioquerosene é fundamental para que a agenda da aviação seja inserida no século 21”, disse Moreira Franco.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o combustível de aviação representa, atualmente, cerca de 43% do custo das passagens aéreas. A curto prazo, no entanto, essa mudança não deve repercutir no valor da tarifa. "Com maior adesão a esse tipo de programa, acompanhado de políticas públicas, a tendência é que haja um ganho de escala a ponto de fazer com que esse combustível tenha um custo equivalente ao de origem fóssil. Para nós, já seria uma grande conquista. Essa é a meta do primeiro momento", explicou Paulo Kakinoff, presidente da Gol.

O primeiro voo com essa tecnologia em caráter experimental foi feito no ano passado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a  Rio+20. "De todos os biocombustíveis, esse é o mais novo. E para a adoção de um parâmetro novo na aviação, a segurança exigida é quatro vezes maior do que qualquer outro veículo. É uma tecnologia mais sofisticada", justificou Donato Aranda, professor do curso de engenharia química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fontes: SAC e Agência Brasil

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