Belo Horizonte se despede da Copa com destaque à atuação dos voluntários

09/07/2014 - 15:52
Semifinal entre Brasil e Alemanha marca o fim dos jogos na capital mineira; atuação segue no aeroporto até 10 de julho e na FIFA Fan Fest até o encerramento do torneio

Arquivo Pessoal#O voluntário Júlio Belo com companheiras de atuaçãoBelo Horizonte foi destaque na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. A capital mineira recebeu seis jogos do Mundial: quatro pela fase de grupos, um das oitavas de final e uma semifinal, sendo os dois últimos com a presença da seleção brasileira em campo. Segundo estimativa do Ministério do Turismo, cerca de 384 mil pessoas passarão pela sede até o fim do torneio. Para atender tamanha movimentação de torcedores e visitantes brasileiros e estrangeiros, Belo Horizonte contou com a atuação dos voluntários do governo federal fora do gramado.

O paraense Júlio Belo, 19, chegou em fevereiro a Belo Horizonte para estudar arquitetura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e resolveu participar do Mundial como voluntário. Para ele, a atuação rendeu um importante intercâmbio cultural, que poderá ser usado em seu futuro profissional. “Sempre gostei do voluntariado e já havia participado de diversos projetos. Mas participar da Copa é ainda mais incrível. Conversei com diversos estrangeiros e pude praticar o inglês principalmente com os alemães. O intercâmbio cultural é uma oportunidade única que só acontece em eventos como a Copa do Mundo”, afirma.

A atuação de Júlio ocorreu durante o torneio na Praça Savassi, um importante ponto de encontro da capital mineira. “Acredito que a Praça [Savassi] foi um dos melhores espaços para atuar, porque havia uma mistura enorme de várias culturas. Ter participado da Copa como voluntário foi incrível”, diz o participante que afirma estar de olho nas Olimpíadas. “As inscrições para o voluntariado nos Jogos Olímpicos deve abrir em breve. Gostei tanto da experiência que quero ir para o Rio atuar em 2016”, completa.

Durante o mundial, o Mineirão esteve praticamente lotado em todas as partidas, com públicos superiores a 57 mil pessoas. Quem esteve no entorno da arena auxiliando e orientando torcedores foi a argentina Maria Julieta Duedra, 24, que vive há um ano em Belo Horizonte. “A experiência foi muito bacana. Era muita gente chegando e saindo do estádio. Uma oportunidade ímpar de conhecer novas pessoas”, afirma.

Arquivo Pessoal#Cláudia Teodoro em sua atuação no aeroportoCom o fim da Copa do Mundo se aproximando, Maria destaca o sentimento que ficará após o torneio. “Eu fico feliz por ter ajudado e, de alguma forma, ter proporcionado às pessoas que conhecessem essa cidade incrível que é Belo Horizonte. Fora a troca cultural, que foi indescritível. Uma hora você fala português, outra hora espanhol e depois se vê falando inglês. Não há como explicar o sentimento”, relata.

Apesar da fase de partidas ter finalizado na capital mineira, a atuação dos voluntários continua até quinta-feira, 10, no aeroporto e até domingo, 13, na FIFA Fan Fest, em dias de jogos. Cláudia Teodoro, 40, é uma das voluntárias que segue atuando no aeroporto. “É uma participação muito boa. Se eu pudesse, participaria ainda mais. É uma pena que a Copa esteja chegando ao fim”, lamenta.

Para a voluntária, o maior destaque da atuação foram as oportunidades que surgiram. “Acredito que o melhor de ter participado foi poder criar novas amizades. Além disso, ter feito parte de um pouco da história do Brasil pode ser resumido em dois sentimentos: satisfação e orgulho”, afirma.

Por: Leonardo Dalla – Portal da Copa

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