De Teresina ao Castelão: Benildes, 82, e Socorro, 70, elogiam acessibilidade

24/06/2014 - 17:00
Irmãs, que foram a Fortaleza acompanhar a partida decisiva entre Grécia e Costa do Marfim, experimentaram a estrutura para atender a idosos no deslocamento à arena

A aposentada Benildes Mendonça, de 82 anos, sempre quis conhecer a Arena Castelão. Porém, apesar de morar em Fortaleza, tinha receio de ir a jogos de clubes por causa da violência das torcidas organizadas. Foi aí que a irmã, Socorro Mendonça, 70, aproveitou a Copa do Mundo para sugerir um passeio ao estádio. Com ingressos comprados para o duelo entre Grécia e Costa do Marfim nesta terça-feira (24.06), a aventura das irmãs começou ainda pela manhã em Teresina, no Piauí, onde visitavam parentes.

Do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, Benildes e Socorro pegaram uma das linhas gratuitas até o Castelão. Da parada do ônibus na avenida Dedé Brasil, a cerca de um quilômetro do estádio, as irmãs foram até o local da partida em um dos ônibus especiais para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. “Está tudo ótimo. Fomos muito bem atendidas desde o aeroporto. Há muitos voluntários para ajudar os turistas e os ônibus são rápidos”, elogiou Benildes.

Fotos: Thiago Cafardo/Portal da Copa#Benildes (de chapéu) e Socorro pegaram o ônibus no aeroporto de Fortaleza e chegaram ao Castelão sem percalços. "Há muitos voluntários para ajudar e os ônibus são rápidos", disse Benildes

Socorro, que já foi ao Castelão duas vezes para torcer pelo Fortaleza Esporte Clube, conta que conseguiu convencer Benildes a ir à Copa com o argumento do clima festivo antes e durante os jogos. “A gente tinha que vir de qualquer jeito para sentir esse clima. Olha aí que bacana”, disse ela, olhando pela janela do ônibus especial que levava os torcedores até a porta do estádio.

As irmãs arriscaram até uma “cornetada” na Seleção Brasileira antes de chegar ao Castelão. “O Brasil tem que melhorar a zaga. O Daniel Alves não está jogando bem, precisa sair do time”, afirmou Benildes. Já Socorro acha que o problema está no setor ofensivo da equipe de Luiz Felipe Scolari. “O Neymar está muito sozinho. Eles estão querendo jogar sem soltar a bola. Precisam ser mais parceiros”, disse. Ao chegar ao estádio, as irmãs admiraram por alguns segundos a arquitetura moderna do Castelão e se despediram com um sorriso simpático e o pedido por uma foto da dupla. “Temos que registrar esse momento”, agradeceu Socorro.  

Mobilidade

Duas horas antes do início de Grécia e Costa do Marfim, dezenas de torcedores utilizaram os ônibus especiais até a porta do Castelão. Pais com filhos pequenos, idosos e pessoas com mobilidade reduzida elogiaram o atendimento dos voluntários e a agilidade do serviço. “Está excelente. Essa é realmente uma Copa para todos”, afirmou Viviane Pereira, que foi ao estádio com a mãe Maria de Fátima, de 61 anos, que fez uma cirurgia no joelho e necessitava de muletas para se locomover. “Não há do que reclamar. Saí do bolsão do North Shopping Jóquei com meu pai e chegamos aqui rapidamente”, relatou Jorge Lima.

Com os africanos 

Com poucos torcedores de Grécia e Costa do Marfim nas imediações da Arena Castelão, a maioria dos brasileiros resolveu assumir a preferência pelo time africano na partida desta terça-feira (24.06) pelo Grupo C da Copa do Mundo. “Vou torcer porque os africanos são mais parecidos com os brasileiros na alegria e no jeito de jogar”, disse a estudante Fernanda Mendonça. “O futebol da Costa do Marfim é mais bonito que o da Grécia. É mais envolvente. Os gregos são muito retrancados”, argumentou o empresário Paulo Afonso Lima. 

Thiago Cafardo, do Portal da Copa em Fortaleza

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