Brasileiros e alemães celebram juntos na Embaixada da Alemanha em Brasília

13/07/2014 - 20:31
Cerca de 1.400 pessoas se reuniram na representação alemã na capital e vibraram com o título dos europeus no Maracanã

Em se tratando de uma Copa do Mundo no Brasil, é até difícil de acreditar que apenas cinco dias depois de a Alemanha arrasar a Seleção Brasileira com uma goleada de 7 x 1, o pior resultado da equipe na história, e tirar do time o sonho do hexacampeonato em casa, a torcida brasileira apoiaria em peso seus algozes na última partida dos alemães no Mundial. Mas neste domingo (13.07), quando a seleção alemã pisou no gramado do Maracanã para disputar a final, do outro lado estava a Argentina. E nessa rivalidade com os hermanos não há mágoa por goleada que resista.

Luiz Roberto Magalhães/Portal da Copa#Cerca de 1.400 pessoas acompanharam a final da Copa do Mundo na Embaixada da Alemanha em Brasília e festejaram o título alemão

Assim sendo, quando o alemão Mario Götze recebeu um cruzamento dentro da área, matou a bola no peito e chutou de primeira para marcar o primeiro e único gol da partida, aos 9 minutos do segundo tempo da prorrogação, brasileiros e alemães vibraram de euforia na Embaixada da Alemanha, em Brasília.

Cerca de 1.400 pessoas, entre brasileiros, alemães e convidados de outras embaixadas, se reuniram na representação da Alemanha na capital para acompanhar as emoções da final da Copa do Mundo no Brasil. E, após o último apito do árbitro, os alemães celebraram o tetracampeonato mundial e os brasileiros respiraram aliviados pelo simples fato de a Argentina não ter levantado a taça no Rio de Janeiro.

Nascido na Alemanha e filho de pai argentino com mãe brasileira, Gustav Volker Luedermann, 75 anos, não escondia a alegria pelo título. Para ele, a taça ficou com o time que mais merecia pelo futebol apresentado no Brasil. “A Alemanha foi espetacular. A tecnologia avançou e o Brasil ficou para trás e preso só ao talento individual. Mas o Brasil ainda é o maior campeão da Copa do Mundo. Só que precisa se renovar”, analisou.

Luiz Roberto Magalhães/Portal da Copa#Nascido na Alemanha, Gustav Volker Luedermann vibrou com o troféu alemão. Ao lado, a brasiliense Tatiana Kalil também ficou feliz com o resultado

Gustav contou que torceu pelo Brasil na partida em que a Seleção Brasileira jogou contra a Alemanha na semifinal. Mas depois da desastrosa goleada, focou toda sua torcida na Alemanha e, neste domingo, sentiu-se feliz tanto pelo título quanto pela bela Copa organizada pelo Brasil. “Sou 80% brasileiro e 20% alemão”, explicou.

Ministro de Assuntos Econômicos e Temas Globais da Embaixada da Alemanha, Christoph Bundscherer não escondia o encantamento por tudo o que seu país viveu no Brasil desde o dia 12 de junho, quando a Copa do Mundo começou.

Nas sete partidas disputadas pela Alemanha, a embaixada abriu suas portas e em todas as vezes a festa foi grande. “Cada vez foi uma emoção diferente. Como aqui tem muitos brasileiros, é impressionante ver como muitas pessoas que antes torciam pelo Brasil hoje vieram com camisas da Alemanha para apoiar o nosso time. Só o que podemos fazer é agradecer a toda a torcida e ao povo brasileiro que nos apoiou não só aqui, mas também no Maracanã”, declarou o diplomata.

Para ele, o Mundial de 2014 ficará marcado, além do título da Alemanha, pelo incrível trabalho realizado pelo Brasil na organização do campeonato. “O Brasil ofereceu ao mundo uma ótima organização e, acima de tudo, uma hospitalidade extraordinária. Para nós alemães a Copa aqui foi perfeita em todos os sentidos”, ressaltou Christoph Bundscherer.

Aos 38 anos, a brasiliense Tatiana Kalil, vestida com a camisa da Seleção Brasileira e com duas bandeiras da Alemanha ornamentando o penteado, destacou a forma como os brasileiros se comportaram na final na torcida pelo time alemão. “Isso chama-se nobreza. Não guardamos rancor. A Alemanha jogou melhor que todos os outros nessa Copa e o que mais me fascina é ver essa torcida brasileira aqui, vibrando pela Alemanha depois de tudo o que aconteceu na semifinal”, observou Tatiana.

Luiz Roberto Magalhães, do Portal da Copa em Brasília

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