Cem profissionais de saúde de Fortaleza são treinados para enfrentar ameaças químicas

08/05/2014 - 15:42
Médicos, enfermeiros e agentes sanitaristas passam por capacitação para avaliar riscos biológicos, radiológicos e nucleares

Foto: Thiago Cafardo/Portal da Copa#“Às vezes, ficamos tão envolvidos no dia a dia que acabamos esquecendo de outros riscos. Não temos a dimensão do perigo. Esse treinamento será o grande legado da Copa para nossa profissão”. A afirmação é da enfermeira Sandra Tomás, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma das 100 profissionais de saúde de Fortaleza que participam nesta semana da oficina de capacitação em ameaças Químicas, Biológicas, Radiológicas e Nucleares (QBRN). Todos trabalharão durante a Copa do Mundo.

O treinamento, promovido pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Coordenação Geral do SUS, está sendo realizado em todas as cidades-sede para capacitar os profissionais na identificação dos principais agentes QBRN, uso de equipamentos de proteção individual, atendimento pré-hospitalar e hospitalar e manejo de pacientes vítimas de ataques.

“O conhecimento vai ser o legado mais importante para esses profissionais. Temos aqui vários cuidados pensando no risco de um acidente ou de um atendado nuclear, mas há outros riscos diários que nós, profissionais de Saúde, precisamos ter. É de extrema importância (a capacitação) e aqui temos ainda profissionais de outras áreas, como Exército, Polícia Militar e Bombeiros. Essa integração é fundamental”, diz Alex Mont´Alverne, supervisor do Núcleo de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Os três primeiros dias da oficina foram destinados ao treinamento dos profissionais das vigilâncias de saúde (sanitária, epidemiológica e ambiental), de promoção da saúde e dos laboratórios de saúde pública do Estado e do Município. Nesta quinta e sexta-feira o evento é dedicado à assistência médica, envolvendo os profissionais dos hospitais de referência que serão porta de entrada para possíveis vítimas de QBRN e os atendentes do Samu.

» Confira os hospitais de referência do SUS em Fortaleza

“A Copa é só o motivo para se levantar o assunto, mas todos estamos sujeitos a esse tipo de situação. É importante saber identificar um paciente que tenha sofrido exposição a agentes químicos e biológicos”, afirma a médica emergencista Késsy Vasconcelos, que trabalha na rede estadual de saúde. 

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os profissionais estão sendo preparados para identificar os agentes QBRN, avaliar cenas de crime, coletar provas, mitigar e desarmar dispositivos de dispersão e lidar com outros perigos potenciais relacionados a esses agentes e com diferentes e potenciais ameaças químicas, biológicas, radiológicas, nucleares e de explosivos que possam vir a enfrentar em grandes eventos.

Thiago Cafardo, Portal da Copa em Fortaleza (CE)

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