Centro Aberto de Mídia - Integração de 180 mil homens e investimento de R$ 1,87 bilhão garantem segurança na Copa

10/06/2014 - 19:00

A integração entre os 180 mil homens das áreas de defesa, segurança e inteligência que o Brasil está empregando na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 garante a preparação do País para enfrentar eventuais incidentes durante o Mundial. “Esse será um dos benefícios para a população brasileira que ficarão depois da Copa”, disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General José Carlos De Nardi. A avaliação também é compartilhada pelo chefe da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues, do Ministério da Justica.

O consultor de segurança da FIFA para a Copa do Mundo, Andre Pruis, considera que as ações desenvolvidas pelo governo brasileiro para a segurança da Copa poderão ser usadas como modelo em futuros eventos esportivos. Ele citou como exemplo de inovação os Centros Integrados de Comando e Controle Móveis, viaturas que funcionarão como postos avançados para o trabalho conjunto de agentes de segurança mobilizados para o evento.

De Nardi, Rodrigues, Pruis e outras autoridades do governo e da FIFA participaram, na manhã desta terça-feira, 10 de junho, de uma entrevista coletiva a jornalistas brasileiros e estrangeiros no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Também participaram o diretor-geral Adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ronaldo Belham, e o Gerente-Geral de Segurança do Comitê Organizador Local (COL), Hilário Medeiros.

De Nardi destacou que a atuação conjunta dos Ministérios da Justiça, Defesa e Casa Civil, assessorada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), constitui um legado que perdurará para a população brasileira por muito tempo. O sistema integrado de segurança e defesa atuará em 14  estados e no Distrito Federal. Centros passaram a funcionar nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa e outras três cidades – Sergipe, Alagoas e Espírito Santo – onde há centros de treinamento de seleções que disputarão o Mundial.

Segundo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o Ministério da Defesa investiu cerca de R$ 700 milhões para atuar em áreas de defesa aeroespacial, marítima e fluvial, cooperação de fronteiras, segurança e defesa cibernética. De Nardi destacou também que tropas das forças de contingência estarão prontas para agir a qualquer momento para defender todas as estruturas estratégicas em torno dos estádios, como torres de energia e de telecomunicação. Para que essa força seja acionada, porém, é necessário que os governadores de Estado façam requerimento à presidenta da República, Dilma Rousseff, para que as tropas entrem em ação a fim de garantir o cumprimento lei e da ordem em cada cidade ou região.

De acordo com o secretário Andrei Rodrigues, do Ministério da Justiça, o investimento em segurança pública nos 15 estados da Copa do Mundo será de R$ 1,17 bilhão. Isso inclui a montagem do Sistema Integrado de Comando e Controle, que agrupa centros dotados de equipamentos como paredão de imagens, computadores e software. Muitos deles já abrigam os centros de operações da polícia.

Isso permitirá a quem ligar para o número de telefone 190 para registrar qualquer ocorrência, não necessariamente ligada à Copa, ser atendido pelos Centros Integrados de Comando e Controle. Tais sistemas incluem o georreferenciamento de viaturas, que permitirá acionar o policial mais próximo para atender a ocorrência rapidamente. “Este já é um benefício em curso em algumas cidades e será, pós-Copa, um avanço que ficará para a segurança pública cotidiana”, destacou Rodrigues.

Segundo o Gerente-Geral de Segurança do Comitê Organizador Local (COL), Hilário Medeiros, ações estruturantes na área de grandes eventos são outro legado que ficará depois da Copa do Mundo. Isso porque qualquer evento esportivo com público acima de 3 mil pessoas demandará agentes de segurança de grandes eventos. Medeiros destacou que durante a Copa das Confederações o plano atuou em sua capacidade máxima e não houve incidentes em nenhuma instalação.

Subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a Abin tem atuado com um contingente de 900 pessoas capacitadas em inteligência, segundo o Diretor-Geral Adjunto, Ronaldo Belham. Ele apontou ainda o serviço integrado de agentes estrangeiros com 42 parceiros confirmados nas reuniões feitas diariamente a partir desta quarta-feira, além de outros parceiros que manterão canal aberto com a Abin.

Belham disse que a Abin já realizou avaliações de riscos que abrangem áreas como centros de treinamento, trajeto das delegações e hotéis, além de avaliações de riscos de todas as seleções que disputarão o Mundial no Brasil. O aparato de segurança disponível para cada delegação tomou como base esse levantamento, as demandas de cada país e também uma avaliação de risco de cada partida.

Leia também:

» Entrevista do Secretário Extraordinário para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues

Ouça o áudio do evento

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