Centros Integrados de Operações Conjuntas de Saúde começam as atividades nesta quarta

27/05/2014 - 14:44
Trabalho para a Copa envolverá 12 centros locais e um nacional. Ministério da Saúde também lançou aplicativo para auxílio aos turistas durante o Mundial

Os Centros Integrados de Operações Conjuntas de Saúde (CIOCS) darão início às atividades nesta quarta-feira (28.05) para a Copa do Mundo da FIFA 2014. Serão ativados um centro nacional e 12 locais, um em cada cidade-sede do torneiro, durante 57 dias, com 1500 profissionais envolvidos. O objetivo do trabalho conjunto é monitorar situações de risco, dar respostas a situações de emergência de saúde pública, realizar a vigilância sanitária em pontos de entrada do país, promover ações de prevenção de doenças, entre outros.

“É um grande legado que fica, porque a mesma estrutura fica pronta para atuar em outras situações. Cada vez mais o país vai se preparando para atuar não só em grandes eventos, mas em desastres e acidentes com múltiplas vítimas”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Chioro acrescentou que os eventos esportivos não alteram a rotina de atendimento nas cidades e que as experiências internacionais mostram que 1 a 2% do público de grandes eventos precisa de atendimento médico.  Desse percentual, de 0,2% a 0,5% necessitam encaminhamento ao hospital. A Copa das Confederações de 2013 confirmou a estatística, uma vez que  o público total foi de 796 mil pessoas, foram feitos 1361 atendimentos e somente 35 remoções precisaram ser feitas.

Carol Delmazo/ Portal da Copa#Ministro da Saúde apresenta aplicativo "Saúde na Copa"Dentro dos estádios e em um raio de até dois quilômetros, a FIFA é a responsável pelos atendimentos de emergência, mas um profissional do CIOCS estará presente em cada arena para monitorar as ocorrências, além de outros profissionais de vigilância e assistência, acionando a estrutura do SUS quando necessário. O CICOS nacional também manterá comunicação com Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), responsável pela coordenação das ações de segurança durante o Mundial.

Aplicativo

O Ministério da Saúde também lançou o aplicativo “Saúde na Copa”, disponível em português, inglês e espanhol nas lojas virtuais Play Store e Apple Store. A ferramenta permite aos usuários informar sintomas em caso de problemas de saúde e receber orientações de locais de atendimento mais próximos. Essas informações serão enviadas para um banco de dados nacional, permitindo a chamada “vigilância participativa”. O CICOS nacional vai acompanhar e analisar os dados coletados por meio do aplicativo.

“O aplicativo não dá indicações de diagnóstico, mas  orienta o torcedor a procurar os serviços de saúde. A estratégia permite monitorar precocemente possibilidades de síndromes ou enfermidades transmissíveis em determinados locais”, disse o ministro da Saúde. Após a Copa, de acordo com Arthur Chioro, haverá mudanças no layout do aplicativo, mas ele continuará sendo usado.

Dengue

Motivo de preocupação em cidades como São Paulo –sede de seis partidas da Copa – e em Campinas  - “casa” das seleções de Portugal e Nigéria, a dengue não será uma ameaça durante o Mundial, garantiram as autoridades de Saúde.

A capital paulista registrou um grande aumento de casos em 2014: foram 32344 até 21 de maio, um número quase oito vezes maior do que os 4031 detectados no mesmo período do ano passado. O pico ocorreu entre 15 e 19 de abril, e desde então houve forte diminuição. “A redução que nós tivemos no município de São Paulo, no município de Campinas e no estado de São Paulo como um todo foi de 82% comparando a última semana com a semana de pico. Vamos chegar à próxima semana com a transmissão praticamente interrompida e o risco será baixíssimo de qualquer turista ter dengue”, explicou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério.

Ele reforçou que as secretarias municipais das sedes estão agindo nos estádios e nos hotéis para que todas as ações de prevenção sejam adotadas a fim de enfraquecer esse risco mínimo. Jarbas também citou o estudo liderado pelo professor da USP, Eduardo Massad, e publicado na versão online da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, que estima em 39 o número de visitantes estrangeiros que devem contrair a doença durante o Mundial, com base nos casos registrados nas cidades-sede.

Carol Delmazo - Portal da Copa

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