COL avalia testes em Brasília. Período de exclusividade da FIFA nas seis sedes tem início nesta segunda

26/05/2013 - 22:24
Para a entidade, avaliação foi positiva. Sinalização e acesso são pontos a serem aprimorados. A partir desta segunda, FIFA recebe "as chaves" das arenas de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador

O Comitê Organizador Local (COL) da Copa fez um balanço positivo dos testes feitos durante o jogo entre Santos e Flamengo, neste domingo (26.05), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Evento-teste oficial da arena brasiliense para a Copa das Confederações, que começa no dia 15 de junho, o jogo também marcou a transferência de operação do estádio. A partir desta segunda-feira (27.05) será iniciado, de forma prática, o chamado período exclusivo da FIFA. A transferência foi feita durante o final de semana nas seis arenas do torneio.

O período exclusivo é quando a FIFA recebe as chaves do estádio e faz todo o credenciamento das equipes que trabalharão na Copa das Confederações. A parceria com as entidades locais, no entanto, continua.  Além de treinar as equipes, a FIFA vai revisar todo o equipamento e começar a montagem das estruturas necessárias para o torneio internacional. O amistoso entre Brasil e Inglaterra, dia 2 de junho, no Maracanã, será o primeiro e único evento-teste realizado durante o período exclusivo, já com operação da FIFA. 

Quanto ao estádio de Brasília, o CEO do COL, Ricardo Trade, se mostrou bastante empolgado. “Esse estádio realmente é fantástico. A gente precisa tomar conta dele e achar o que falta para gente entregar a operação bem”, disse. 

Antes, durante e depois da partida deste domingo, em Brasília, o COL avaliou nove áreas operacionais: Limpeza e resíduos, Transporte, Competições, Serviços médicos, Serviços ao espectador, Tecnologia, Segurança, Voluntários e Operações de imprensa. Para Trade, o saldo foi bastante positivo. 

Santos x Flamengo: evento-teste no Estádio Nacional e despedida de Neymar

“O que a gente pode dizer de início é que para nós foi um excelente teste, em um estádio fantástico, com um público maravilhoso, num ambiente de paz. Não é um modelo Copa. A gente colocou apenas algumas operações modelo Copa. A questão dos ingressos, por exemplo, não era. Mas o assento marcado é um marco, Foi o primeiro jogo do Campeonato Brasileiro com assento marcado e funcionou. Se você pensar que tivemos 63 mil pessoas, realmente foi um teste bom”, completou o CEO do COL.

A avaliação do Governo do Distrito Federal (GDF) seguiu a mesma linha. Para Cláudio Monteiro, secretário extraordinário do DF para a Copa, houve uma evolução do primeiro jogo realizado no estádio, no dia 18 de maio, entre Brasiliense e Brasília, e a partida de ontem. “Vamos sempre procurar a excelência no trabalho. Achamos que houve uma evolução substancial, e olha que tivemos três vezes mais público. A questão do transporte foi adequada. O estacionamento no Parque da Cidade funcionou bem. Não tivemos problemas com banheiros, trânsito ou bares”, disse. 

Acesso e sinalização

O principal problema observado foi a lentidão no acesso, que ocasionou longas filas na entrada dos torcedores. “O excesso de revista no início fez com que tivéssemos uma demora, mas essa demora é compensada com a certeza e a tranquilidade de quem esteve dentro, de poder trazer os filhos, a mulher, a família, com toda a segurança. Vai ser aprimorado, o scanner vai estar funcionando em outras áreas. Isso é uma evolução permanente. Mas priorizar a segurança é o principal”, disse Cláudio Monteiro. 

O gerente geral de Integração Operacional do COL, Tiago Paes, também projetou uma melhora na checagem de segurança durante o acesso dos torcedores. “No começo, o que estava causando retenção era a checagem do ingresso. Essa checagem é diferente da que será feita na Copa das Confederações. Quando a gente detectou o problema, a fila andou. Isso não vai acontecer na Copa das Confederações”, observou.

Outro ponto a ser ajustado, segundo Paes, é a sinalização dentro do estádio, para que os torcedores possam se localizar. “A sinalização ainda está um pouco crua. Faltam coisas e virão mais coisas também. Por isso a gente vai testando, para melhorar nos próximos eventos”, disse. Alguns torcedores compraram ingressos para lugares que não existiam. “Realmente aconteceu ingresso com lugar inexistente. Já conversei com o secretário (Cláudio Monteiro) para que a gente possa rever, mapear, ter toda a certeza de que nada disso vai acontecer. Fazer todo o trabalho de revisão para ter a garantia de que todos os assentos estarão corretamente numerados”, explicou o coodernador. 

Cinco ocorrências

A segurança também foi destacada no balanço feito pelo GDF. Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, apenas cinco ocorrências foram registradas até o final do jogo, todas envolvendo cambistas que tentaram vender ingressos antes da partida e foram presos. 

Para que não houvesse incidentes, os responsáveis pela segurança da partida decidiram posicionar uma torcida organizada do Santos em um setor específico, que foi isolado por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Os torcedores entraram quando o jogo já tinha começado e só puderam deixar o estádio 20 minutos após o fim da partida, quando a torcida flamenguista já tinha se dispersado.  

“Houve um ajuste, uma combinação, para que houvesse tranquilidade. Essa torcida veio com vários ônibus. São torcidas organizadas que tentaram comprar o ingresso em conjunto, mas não conseguiram e foram colocados juntos, para facilitar nosso controle. Todo mundo viu o Bope cercando essa torcida organizada para que não houvesse batalha de torcidas. Para poder haver paz no estádio, foi tratado com a organização do evento uma forma de, com bom senso, colocá-los num lugar só, para facilitar o controle”, disse Sandro Avelar.

Segundo Ricardo Trade, uma tentativa de invasão ao gramado também foi detectada e contida. “Não foi tudo maravilhoso. Algumas coisas a gente vai melhorar”, disse o CEO do COL. Para Cláudio Monteiro, apesar das falhas, Brasília deu um exemplo de civilidade. “Não tivemos nenhuma briga, nenhuma confusão. Tínhamos uma proporção de 80 para 20 nas torcidas e isso se passou com a maior tranquilidade. Esse evento em relação ao anterior foi 100 vezes melhor, mas ainda não é o que queremos. Vamos verificar onde existiram as falhas e aprimorar, porque nós queremos a excelência. A cidade está de parabéns”, encerrou.

Mateus Baeta - Portal da Copa

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