Com área exclusiva para delegações da Copa, Viracopos ajuda a atrair seleções para interior de São Paulo

29/06/2014 - 11:39
Aeroporto de Campinas investe R$ 2,5 bilhões em obra de novo terminal que ampliará capacidade para 22 milhões de passageiros ao ano

Em uma Copa do Mundo disputada num país com dimensões continentais como o Brasil, a logística foi uma das principais preocupações das delegações que vieram para o Mundial deste ano. Das 32 seleções que iniciaram a disputa no dia 12 de junho, 15 escolheram São Paulo como casa, sendo que sete utilizaram a estrutura de Campinas ou de cidades nas redondezas.

Ainda que outros fatores tenham influenciado, o aeroporto de Viracopos foi um dos pontos que certamente atraíram esses times para o interior paulista. Foi uma dessas equipes, inclusive, que inaugurou a primeira obra concluída do terminal de passageiros que está sendo erguido no local.

Quando o centroavante Didier Drogba e seus colegas da Costa do Marfim desembarcaram em Campinas, no dia 6 de junho, eram também os primeiros passageiros a utilizarem o novo píer internacional do aeroporto. O local, durante a Copa, é de uso exclusivo das delegações estrangeiras.

Além dos marfinenses, que se hospedaram em Águas de Lindoia, Portugal, Nigéria (ambas em Campinas), Argélia (Sorocaba), Japão, Rússia (ambas em Itu) e Honduras (Porto Feliz) utilizaram Viracopos para deslocamentos no Mundial – apenas argelinos e nigerianos passaram às oitavas de final.

O píer entregue é parte do terminal de passageiros que está sendo finalizado e que ampliará a capacidade do aeroporto para 22 milhões de viajantes por ano – em 2013, 9,3 milhões de pessoas utilizaram o local. O investimento de R$ 2,5 bilhões faz parte do contrato de concessão assinado em 2012 pela Aeroportos Brasil Viracopos. A expectativa é que a transferências das empresas para operação no novo espaço comece após a Copa.

O plano prevê que R$ 9,5 bilhões serão aplicados na modernização e ampliação do aeroporto campineiro nos 30 anos de concessão. O primeiro ciclo, além do terminal, inclui a construção de um edifício-garagem com 4.000 vagas e uma segunda vida de acesso ao aeroporto. Segundo o diretor comercial de Viracopos, Aluízio Margarido, 92% das obras estão concluídas.

A expectativa é transformar o aeroporto campineiro em um hub para as principais companhias aéreas que atuam no país, além de uma opção para desafogar os aeroportos de Cumbica e Congonhas, na capital. “Viracopos tem uma vantagem que é a sua área disponível, são 25 quilômetros quadrados. Seremos um aeroporto com quatro pistas de pouso e decolagem, temos muito para crescer”, afirma Margarido.

Nova vocação

De acordo com a concessionária, a previsão é que, ao fim dos 30 anos de contrato, Viracopos tenha ampliado sua capacidade para mais de 80 milhões de passageiros, o que aponta para uma grande mudança no perfil do terminal campineiro, notabilizado pelo transporte de cargas.

Atualmente, apenas uma empresa opera voos internacionais em Viracopos: a TAP, de Portugal. Em julho, porém, a Gol deve iniciar uma rota para Miami e a Azul espera iniciar em dezembro seus voos para os EUA.

“O mercado do interior é impressionantemente grande. Nossa região é cheia de empresas de tecnologia, automotivas, farmacêuticas e outras. Viracopos tem boa acessibilidade, com as melhores rodovias do Brasil e não temos problema de trânsito”, lista o diretor. “As companhias estão vendo este potencial e já estão nos procurando”.

As obras do terminal não causam impactos na operação diária de Viracopos. O atual espaço dedicado aos passageiros será desativo assim que o novo estiver concluído – haverá um período de transição, porém, em que ambos serão utilizados.

Leonardo Lourenço, do Portal da Copa em São Paulo

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