Conheça a rede de suporte e atendimento aos estrangeiros em Porto Alegre

16/06/2014 - 18:49
Estruturas contam com equipes dos governos estadual e municipal, em parceria com o sindicato de hotéis e restaurantes

Fotos: Claudio Medaglia/Portal da Copa# O australiano Joe McElroy: primeira impressão foi ótima. O holandês Peter Vos: "Nunca nos sentimos sós no Brasil".  Os uruguaios Martín Ferreira e Patrícia: em busca de lazerUma rede de atendimento aos turistas nacionais e estrangeiros montada em Porto Alegre no aeroporto Salgado Filho, na estação rodoviária, no Mercado Público e em outros pontos procura orientar e informar os visitantes com foco em hospitalidade e acolhimento. A estrutura tem integrantes das administrações públicas da capital gaúcha e do governo estadual. 

Os balcões de informações no saguão do Salgado Filho recebem dezenas de pessoas todos os dias. O movimento se intensificou no início do mês, especialmente com a chegada de torcedores de diversos países. Nesta segunda-feira (16.06), australianos e holandeses aumentaram o fluxo, preparando o ambiente para o confronto entre as seleções, marcado para quarta-feira, às 13h, no Estádio Beira-Rio.

O governo estadual, que já mantém dois Centros de Atenção ao Turista (CAT) permanentes no aeroporto e na rodoviária, montou mais três em Porto Alegre, no Parque Moinhos de Vento e nos shoppings Praia de Belas e Barra Sul. Além desses locais, um posto de atendimento foi montado em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, e em Eldorado do Sul, na divisa com Porto Alegre.

Ao todo, cerca de 40 pessoas atuam pelas secretarias estadual e municipal de Turismo e do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa). Além delas, municípios gaúchos com potencial turístico também enviaram representantes para ajudar na divulgação do Rio Grande do Sul.

A prefeitura também montou Centros de Informação (CIT) em diversos pontos. Há estruturas no mercado do bairro Bonfim, na Travessa do Carmo, junto à Secretaria Municipal de Turismo, no Acampamento Farroupilha Extraordinário, na Usina do Gasômetro e em 33 Pontos de Orientação e Informação Turística (Points), em postos de combustíveis, restaurantes e cafeterias além de uma unidade móvel. “Já verificamos argentinos, uruguaios e chilenos se deslocando de carro, conforme imaginávamos. Desde 7 de junho, fizemos mais de 4 mil atendimentos, sendo 60% a estrangeiros”,  diz o secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes.

Segundo ele, além do material impresso em inglês, espanhol, português e francês e de folhetos nas línguas das seleções com jogos no Estado, foram contratados 80 intérpretes profissionais para socorrer os turistas.

Bagagem leve

Peter Vos veio de Eindhoven, no sul da Holanda, para apoiar a equipe que estreou aplicando 5 x 1 na Espanha.  Em sua quinta passagem pelo Brasil, essa é a primeira vez que visita Porto Alegre. E ficou satisfeito com o primeiro atendimento, logo que pisou no saguão do aeroporto. “Em meu país, se você pede ajuda, recebe. Aqui, nem é preciso solicitar. As pessoas são solícitas. Estou viajando sozinho, mas costumo dizer que no Brasil nunca estamos sós”.

Com reserva em um hotel próximo ao aeroporto, ele foi orientado pela estagiária da Secretaria Estadual de Turismo Jennifer Abreu sobre como chegar. Entre tomar uma condução e seguir a pé, preferiu a segunda opção. “É perto e minha bagagem é leve”.

Animado com a performance de sua seleção na primeira partida, ele espera ver outra vitória em Porto Alegre. “Não esperava um placar elástico contra a atual campeã do mundo. Mas nosso futebol é agressivo por natureza. Preferimos o ataque à defesa, e, talvez por isso, ainda não conquistamos uma Copa. Mas depois dessa estreia, estamos com uma mão na taça”, brincou.

Força ao Uruguai

Após assistirem à surpreendente derrota do Uruguai para Costa Rica, Martín Ferreira e Patrícia Garcia Pintos chegaram a Porto Alegre no final da manhã, em vôo atrasado por conta da neblina na capital gaúcha. Com embarque previsto para as 22h rumo a Montevidéu, eles trataram de buscar dicas de lazer para passar o tempo.

Sobre o futuro da Celeste no torneio, o casal mostra sentimentos diferentes. “Para o Uruguai, tudo é possível”, disse Patrícia. “Mas está difícil”, ponderou Martín.

Holanda e Austrália

Os irmãos holandeses Jannes e Wim Stevens desceram do avião e dividiram tarefas. Enquanto o primeiro procurava se orientar no mapa da cidade, o segundo saiu em busca de informação sobre transporte para o hotel. Mas a iminente chegada da seleção holandesa mudou os planos da dupla, que rumou para o terceiro andar do aeroporto para tentar enxergar seus craques. “Vamos vencer a Austrália por 5 x 1, também. Ninguém segura o nosso ataque”, arriscou Jannes.

Satisfeito com o atendimento recebido na chegada à cidade, o australiano Joe McElroy, de Brisbane, vai para o jogo no Beira-Rio esperando ver um empate em 2 x 2. Em viagem pela América do Sul com mais nove amigos, esse será o único jogo que ele irá assistir na Copa. Se não puder levar o resultado esperado, ao menos terá a lembrança da atenção recebida. “Todas as informações que pedi foram prestadas rapidamente. As indicações de serviços é eficiente. Minha primeira impressão foi muito boa”.

Desapontados ficaram dois compatriotas de Joe. Henry Navas e Romina Woll, de Melbourne, estranharam o pouco material visual alusivo ao torneio da FIFA encontrado em Cuiabá e na chegada a Porto Alegre. “Essa é minha quarta Copa do Mundo. Esperava ver as cidades mais decoradas, mais no clima”, revelou o jovem.

Eles, porém, foram atraídos pela identidade cultural do gaúcho, caracterizada pelo chimarrão oferecido pelo voluntário Luiz Rotilli Teixeira, que arriscava seu inglês rústico vestido com bombacha, botas, camisa, lenço e chapéu típicos do Rio Grande do Sul. “Gostamos de conhecer a cultura local, e foi muito simpática a abordagem dele”, completou Henry.

Claudio Medaglia, do Portal da Copa em Porto Alegre

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