Construção da Arena Fonte Nova gerou negócios para pequenos empresários baianos

08/04/2013 - 19:12
Micro empresas de Salvador, fornecedoras de material para o estádio, também se beneficiaram com a obra. Inauguração ocorreu na sexta-feira e primeira partida foi realizada no domingo

Não só os torcedores do Bahia e do Vitória comemoraram a reinauguração da Arena Fonte Nova nesse domingo (07.04). O jogo que marcou a reabertura do estádio baiano para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo, também mostrou o resultado do trabalho de pequenos negócios que forneceram produtos e serviços durante as obras do local. Um exemplo é a IBPC Premoldados de Concreto, que aproveitou as oportunidades para se tornar uma das cinco micro e pequenas empresas fornecedoras da construção.

Qualificar-se para atender aos mais complexos níveis de exigência dos clientes do setor da construção civil foi o caminho adotado pela IBPC, que atuou como fornecedora de janeiro a maio de 2012. O convite partiu do consórcio Odebrecht/OAS, responsável pela construção do novo estádio. “Já havíamos participado de outros projetos da Odebrecht. Eles gostam bastante do nosso trabalho”, conta Jarilson de Andrade, gerente-técnico da IBPC.

A fábrica soteropolitana produziu todas as escadas e parte das arquibancadas da Fonte Nova, num total de 2,2 mil m³ de concreto. A empreitada rendeu à empresa um volume de negócios de aproximadamente R$ 4 milhões. O cliente ficou tão satisfeito com o resultado do trabalho do IBPC, que convidou a empresa baiana a fornecer pré-moldados para a construção da Arena Pernambuco, em Recife.

Foto: André Fofano/ Portal da Copa/Março de 2013#Jarilson diz que quando IBPC nasceu, em 2001, a intenção já era trabalhar com grandes companhias. Com essa finalidade, estabeleceu a capacitação como ferramenta importante para o sucesso da empresa. O negócio conquistou a certificação de qualidade ISO 9001 e se credenciou na cadeia de fornecedores da Petrobras.

Dentro do programa Sebrae Mais, o empreendimento baiano qualificou-se nos temas Estratégias Empresariais, Gestão da Inovação e Gestão Financeira. A iniciativa do Sebrae proporciona crescimento de forma planejada, com soluções práticas que podem ser aplicadas imediatamente pelo empresário.

O gerente-técnico da IBPC acredita que o estímulo para adotar a inovação como prática rotineira está entre os importantes aprendizados adquiridos pelo Sebrae Mais. “Inovação representa um diferencial. Nosso produto não é difícil de produzir. Mas precisamos ser mais rápidos e melhores que a concorrência. Por isso, utilizamos um tipo de concreto que permite a redução de custos e de tempo, aliada ao aumento da produtividade”, revela.

A IBPC também vê boas perspectivas de negócios nas obras que ainda precisam ser feitas no entorno da Fonte Nova, como as intervenções em favor da mobilidade urbana. “Somos aptos e qualificados, com nossos processos documentados, controle de qualidade e rastreabilidade do material que utilizamos. Por cumprirmos esse tipo de requisito, o cliente imediatamente ganha confiança para nos contratar. Isso é muito importante em um mercado bastante competitivo como o que atuamos”, relata Jarilson.

Sebrae 2014
Todas as cinco empresas que negociaram com a Arena Fonte Nova participam do programa Sebrae 2014. Desenvolvida nas 12 cidades-sede do mundial, a iniciativa orienta e capacita pequenos negócios a aproveitarem as oportunidades econômicas geradas pela Copa. No programa, elas têm acesso a instrumentos como o Sebrae Mais e o Sebraetec, que oferece consultorias nas áreas de inovação e tecnologia para desenvolvimento da empresa.

Danilo Borges/Portal da Copa#Pisos
O empresário e engenheiro civil Raimundo Dórea percebeu a oportunidade que os grandes eventos esportivos poderiam trazer ao seu negócio, a Engpiso. “Para mim, a Copa começou em 2009, quando tracei um planejamento estratégico a fim de me preparar para atuar nas obras de estádios de futebol”, afirma.

O planejamento deu certo. A Engpiso prestou serviços na colocação dos pisos de concreto em dois estádios brasileiros: a Fonte Nova (Salvador) e Arena Pernambuco (Recife).  As duas obras geraram ao empreendimento uma receita mensal de US$ 300 mil.

Em 2010, Raimundo participou de uma missão na África do Sul para conhecer quatro arenas daquele país. “A experiência rendeu frutos. Pude estudar e me preparar para esses momentos”, diz. Fundada em 1994, a Engpiso começou com oito funcionários. Hoje, são 42 trabalhadores. O empresário informa que desde que as obras começaram o quadro de colaboradores foi ampliado em 25%.

Raimundo também credita o sucesso à parceria com o Sebrae, que realizou reuniões e deu suporte ao negócio dele para crescer. “Você não vai sozinho a lugar nenhum. Vários envolvidos contribuíram para a Engpiso abraçar essa oportunidade”, ressalta.

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» Confira a cobertura completa da entrega do estádio

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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