De Porto Alegre à Chapada Diamantina: holandeses assistem aos jogos e aproveitam para conhecer o Brasil

23/06/2014 - 08:53
Os dois amigos chegaram ao país da Copa há três semanas e são torcedores pé-quente: viram a goleada de 5 x 1 aplicada na Espanha, em Salvador, e a vitória de 3 x 2 sobre a Austrália no Beira-Rio

#Raymond (D) e Robin na Vila Madalena, em São PauloOs amigos Raymond Spenkelink e Robin Tjassens decidiram juntar a vontade de conhecer o Brasil à paixão pelo futebol. A solução não podia ser outra: viajar pelo país durante a Copa do Mundo. Eles começaram pelo Rio de Janeiro, conheceram praias e montanhas baianas, aproveitaram as cataratas do Iguaçu e ainda presenciaram as duas primeiras vitórias da Holanda no Mundial: a goleada de 5 x 1 aplicada na Espanha, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e a vitória sobre a Austrália por 3 x 2 no Beira-Rio, em Porto Algre. A dupla está em São Paulo para a terceira partida da fase de grupos, nesta segunda-feira (23.06), às 13h, na Arena Corinthians, contra o Chile. Independentemente do resultado, a viagem já superou as expectativas dos dois bancários. Acompanhe o relato de Raymond e Robin:

"Chegamos há três semanas ao Rio de Janeiro, depois viajamos para Salvador e para a Praia do Forte. Na sequência, fomos para a Chapada Diamantina e fizemos tracking por dois dias. Lugar sensacional! Voltamos para Salvador para o primeiro jogo da Holanda contra Espanha. E é bom lembrar: foi 5 a 1, maravilhoso.

Nessa primeira parte da viagem, encontramos poucas pessoas que falam inglês, mas todo mundo tentava ajudar de alguma forma, mesmo sem falar a língua. Nos aeroportos, não tivemos problemas: nossas malas chegaram e conseguimos táxis”, contou, Raymond.

"No dia do jogo, a gente  pegou um táxi até um praça e foi tranquilo. Lá encontramos uma turma e fomos andando para o estádio. A Fonte Nova é incrível. E nem preciso falar do jogo. Eu esperava uns 7 ou 8 a zero, mas acho que cinco ficou de bom tamanho. Estou brincando!

Também estivemos no Pelourinho. Depois de Salvador, fomos para Foz do Iguaçu. E eu posso resumir a experiência: foi maravilhoso. Dali partimos para Porto Alegre e a cidade superou as nossas expectativas. Ouvimos dizer que era uma cidade sem graça. Mas não é! Foi muito bom lá. As pessoas falaram mais em inglês com a gente, e nos sentimos incrivemente bem-vindos. E havia muita festa também. Aeroportos e mobilidade, mais uma vez tudo bem. Só não gostamos do preço do hotel, pagamos 450 reais, e acho que não valia mais do que 150”, acrescentou Robin.

“Chegamos a São Paulo na quinta-feira. Na verdade, ir à Fan Fest foi o que mais fizemos aqui. O clima está muito bom. E este lugar (Vila Madalena) também é muito interessante, há muita interação. Quanto ao jogo de segunda contra o Chile, a única coisa que eu sei é que nós não vamos perder”, disse Raymond.

“Para mim, um empate está bom, 1 x 1. Eu tenho família no Chile, um empate mantém a família unida. E depois, já voltaremos para casa. Nós esperávamos muito desta viagem.  E foi ainda mais especial do que esperávamos”, finalizou Robin.

Carol Delmazo – Portal da Copa

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