Dia Nacional do Voluntariado: prática é oportunidade de mudança e essencial para megaeventos

28/08/2013 - 15:02
Inscritos do Brasil Voluntário comentam as transformações que a experiência traz, tanto para a vida de quem recebe ajuda quanto para a de quem atua

Fotos: Leonardo Dalla Rosa#Janete atuou na Copa das Confederações e agora ajuda o Mundial de JudôComemorado nesta quarta-feira, 28 de agosto, o Dia Nacional do Voluntariado homenageia quem cede tempo e talento para ajudar outras pessoas. A data também é uma oportunidade de lembrar como a atividade voluntária traz mudanças positivas para a vida de quem atua. O programa Brasil Voluntário reúne exemplos de doação e aprendizado. Pessoas que descobriram na atuação uma forma de sair da zona de conforto e enfrentar novos desafios. Para muitos, o voluntariado é uma forma de mudar a própria vida.

Renata Sabino, de 39 anos, é uma dessas pessoas. Ela atuou como voluntária pela primeira vez durante a Copa das Confederações da FIFA 2013, auxiliando no atendimento de jornalistas brasileiros e estrangeiros no Centro Aberto de Mídia, no Rio de Janeiro. “Foi uma chance de conhecer mais de perto outras profissões. A interação entre pessoas que pensam diferente e estão fora do seu dia a dia, da sua realidade, é uma excelente experiência de vida”, afirma.

O programa foi o pontapé inicial para que ela seguisse em outros projetos. Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Voluntariado, Renata atua no Campeonato Mundial de Judô, que ocorre no Rio de Janeiro até 1º de setembro. Agora, ela auxilia o projeto Lotação Esgotada, que leva jovens de escolas públicas para assistir à competição.

#Ana Paula relata que o voluntariado fez com que se tornasse mais solidáriaPan e Parapan

A arquiteta Janete Ferreira, 57, que também está atuando no Mundial de Judô, conheceu o voluntariado em 2007, durante os jogos Pan e Parapan-Americanos. Segundo ela, a atividade mudou sua forma de se relacionar com as pessoas. “A minha visão frente ao outro mudou principalmente quando participei do Parapan. O paraatleta nos dá uma lição de vida que poucas pessoas imaginam e faz a gente mudar”, afirma.

Ela também atuou na Copa das Confederações da FIFA 2013 pelo Brasil Voluntário, e conta que viu nos treinamentos uma oportunidade de adquirir conhecimento para futuros projetos. “O treinamento foi muito bom, como as aulas de primeiros socorros, que vou levar para a vida. Tudo o que aprendi com o Brasil Voluntário serviu para que eu possa usar em outros trabalhos voluntários”, afirma.

Outra inscrita no Brasil Voluntário que continua atuando em eventos esportivos é Ana Paula Guimarães, de 50 anos. Ela participou da cerimônia de encerramento da Copa das Confederações como dançarina e saiu realizada “O voluntariado engrandece. Depois que comecei a atuar eu me tornei uma pessoa mais solidária. Aprendi a compartilhar com o próximo”, conta.

A três voluntárias já pensam na Copa do Mundo da FIFA, em 2014. Mas, por enquanto, se concentram no Campeonato Mundial de Judô, unindo forças com centenas de outros voluntários para auxiliar atletas, torcedores e as crianças do projeto Lotação Esgotada. “Me sinto realizada sendo voluntária, principalmente agora ajudando crianças, porque elas veem o esporte como uma oportunidade, e isso pode mudar a vida delas”, conclui Renata Sabino.

Leonardo Dalla - Portal Brasil Voluntário

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