Equipes de saúde do Distrito Federal simulam operação para a Copa das Confederações

20/03/2013 - 18:30
Ação realizada no Ginásio Nilson Nelson, ao lado do Estádio Nacional Mané Garrincha, mobilizou cerca de 500 profisisonais e voluntários, 16 ambulâncias, 15 viaturas e dois helicópteros

Foto: Ivo LIma/ME/Portal da Copa#Simulação de briga em arquibancada serviu para testar plano de operação para megaeventos no DFUma briga entre torcidas foi o tema da simulação que envolveu 538 profissionais de saúde, de trânsito, de segurança e figurantes no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, nesta quarta-feira (20.03). O evento serviu para testar o plano de operação de saúde da capital federal para a Copa das Confederações de 2013. A cidade receberá a partida de abertura do torneio, entre Brasil e Japão, no dia 15 de junho.

Cerca de 250 voluntários serviram como figurantes para a simulação. Ao chegar ao ginásio, que fica ao lado do Estádio Nacional Mané Garrincha, cada um recebeu um crachá com a descrição do quadro clínico das “supostas vítimas” e foi maquiada conforme o caso. Entre diversos exemplos, havia pessoas com fraturas, outras apenas com escoriações leves, outra com perfuração por uma faca.

O técnico em enfermagem José Henrique Silva Júnior fez a maquiagem dos figurantes e disse que o objetivo é passar a maior sensação de realidade possível. “Estamos tentando passar a realidade, para que a equipe de atendimento sinta o impacto e o estresse de uma situação como essa. E a nossa vivência na rua ajuda na hora de maquiar”.

A briga simulada começou por volta das 15h30. Como o objetivo principal era testar a atuação das equipes de saúde, não houve intervenção das forças policiais. Quando foram autorizados, os profissionais do Corpo de Bombeiros e do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) entraram em ação. “O objetivo é simular uma situação de confusão e pânico, para testar o tempo/resposta, a recepção e remoção dos atendimentos”, disse Rodrigo Caselli, coordenador do SAMU no Distrito Federal.

Em grupos de cinco socorristas, as vítimas eram retiradas em macas e levadas para a área externa do ginásio. Outras saíam caminhando e eram orientadas a entrarem em uma fila. No local, tanto as que estavam nas macas, como as que estavam na fila, eram classificadas nas cores verde, amarelo e vermelho (sendo a primeira cor usada para casos mais leves e a última para casos mais graves). A triagem serve para orientar o socorro e indicar para onde o paciente deve ser levado.

Em seguida, as pessoas de maca eram levadas para duas barracas infladas, nas cores amarela e vermelha, que serviram para a realização dos primeiros socorros. Após o atendimento inicial, as vítimas eram levadas para as ambulâncias do SAMU, localizadas atrás das barracas e removidas para um dos quatro hospitais que serviram de suporte para a ação. As pessoas classificadas na cor verde ficaram sentadas em uma lona, recebendo os primeiros cuidados, para também serem removidas.

Fotos: Ivo Lima/Portal da Copa/ME#No sentido horário: vítima classificada na cor vermelha é socorrida; Rodrigo Caselli, coordenador do SAMU- DF; e grupo classificado na cor verde é atendido

Hospitais
Os “feridos” foram levados para os hospitais de Base, Materno-Infantil de Brasília, Regional da Asa Norte e Universitário de Brasília. O secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, destacou que o esforço atual é na gestão de leitos dos hospitais da capital. “A nossa intenção é ter uma taxa de 80% de ocupação dos leitos na Copa das Confederações, tendo disponibilidade, principalmente, nas emergências”.

Ele ressaltou ainda que o Hospital de Base serve como modelo para os outros estabelecimentos da capital. “Foi o hospital que recebeu mais investimentos e temos uma estrutura que vai servir para os demais”. Brasília ainda contará com o Hospital das Forças Armadas e com o Hospital Ortopédico e Medicina Especializada para a Copa do Mundo, que servirão para o atendimento de autoridades.

Esse foi o primeiro teste para a Copa das Confederações e Copa do Mundo que envolveu as unidades hospitalares, segundo Caselli. “Os hospitais estão sendo levados para essa situação dos megaeventos pela primeira vez. Aqui temos as equipes extras, que foram treinadas e atuarão nessas competições. Em dia de jogo, o SAMU terá cinco ambulâncias no estádio e outras cinco no entorno, além de seis motolâncias”.

Curso
Para a operação, foram mobilizados, além dos 250 figurantes, 60 socorristas do SAMU, 45 militares do Corpo de Bombeiros, 33 agentes do Detran e parte do efetivo de duas unidades da Polícia Militar. Além disso, foram disponibilizadas 15 ambulâncias, 16 viaturas do Detran e dois helicópteros para a simulação.

O coronel do Corpo de Bombeiros Marcelo Teixeira Dantas destacou a atuação conjunta com o SAMU. Ele disse ainda que serão 54 bombeiros destacados para o atendimento dentro do Estádio Nacional Mané Garrincha. Destes, 24 farão o atendimento pré-hospitalar, removendo possíveis pacientes para uma das 10 unidades ao redor da arena.

Além de testar a atuação dos profissionais de saúde, a operação encerrou o I Curso e Simulado de Emergências para Atendimento em Estádio de Futebol, promovido pela Secretária de Saúde do Distrito Federal, e que envolveu 150 profissionais das cidades-sede da Copa do Mundo. O curso incluiu palestras, estudos de caso e oficinas.

Foto: Ivo Lima/ Portal da Copa/ ME#Karla maquiada para a simulaçãoVoluntários
Entre os figurantes estava Karla Correa Brito, 23 anos, que participava pela segunda vez de uma simulação como essa. A primeira foi no metrô de Brasília, no início do mês. Estudante do 5º semestre de enfermagem no Centro Universitário do Distrito federal (UDF), ela saiu de Planaltina pela manhã e chegou ao local da operação às 9h, para assistir a uma palestra e ser maquiada.

Karla diz que o evento ajuda, inclusive, às vítimas a saberem como se comportar em uma situação como essa. “Eu, sendo vítima, vou saber como proceder, deixar que os profissionais façam seu trabalho e ter calma”.

Cíntia Karine, 33 anos, também está no 5º semestre de enfermagem na UDF, já participou de outras simulações, o que a motivou a mudar o foco da carreira. “É muito importante participar, porque pretendo me especializar em resgate, trabalhar no SAMU, nos Bombeiros. Antes eu só via a enfermagem como uma atividade dentro do hospital”.

Cursando o primeiro semestre de medicina na Universidade de Brasília (UnB), Carlos Augusto Moraes, 21 anos, ficou sabendo do simulado pela internet. “Acompanho o SAMU-DF no meu facebook e eles sempre passam para gente quando tem as simulações”.

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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