Equipes de saúde, policiais e Exército simulam ataque terrorista na Arena Pernambuco

28/05/2014 - 19:19
Treinamento envolveu remoção, triagem, descontaminação e atendimento médico das vítimas, incluindo socorro por helicóptero

Fotos: Laura Cortizo/Portal da Copa#Mesmo não presente na realidade brasileira, a ameaça de ataques terroristas, especialmente em grandes eventos como a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, precisa ser levada em conta e o país tem de estar preparado para lidar com situações extremas, como desarme de bombas e pronta-resposta a artefatos químicos e radioativos. Por isso, na manhã desta quarta-feira (28.05), grupos especializados em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) realizaram simulação de operação de socorro a vítimas de contaminação na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (região metropolitana do Recife).

Para o treinamento foram convocados 300 agentes, mas, ao todo, cerca de 800 profissionais de oito diferentes órgãos estarão prontos para atuar nesse tipo de situação extrema durante os dias de jogos no estádio. São eles: Exército, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, SAMU, Apevisa, Polícia Rodoviária Federal, Comissão Nacional de Energia Nuclear e um Batalhão especializado do Rio de Janeiro. A ideia é liberar 30 torcedores por hora.

Em caso de acidente desse tipo, as pessoas que saem da arena passariam por três diferentes tendas montadas na área externa: acolhimento, triagem e descontaminação. No processo, elas são identificadas com pulseiras que indicam a gravidade do seu estado – vermelho para os mais graves; amarelas para os casos medianos; e verde para os mais simples. “De modo geral, em incidentes desse tipo, 10% das vítimas são graves e 20% são medianas”, explica o tenente coronel Keury Raniere, oficial de Ligação de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército.

Descontaminação

Após a descontaminação, os pacientes são encaminhados, de acordo com o caso, para hospitais da rede de saúde do Recife ou para o próprio hospital de campanha do Exército, também chamado de Unidade Avançada de atendimento, que já se encontra montado na área externa do estádio. No local, equipes da Secretaria Estadual de Saúde, do SAMU e do próprio Exército atenderão não apenas vítimas de ataques mais sérios como os químicos e nucleares, mas também torcedores que tiverem sofrido outro tipo de acidente. O local conta com sala de emergências clínicas e traumáticas, posto de enfermagem, 12 leitos de observação. O socorro por helicóptero também estará disponível.

“Para o treinamento de hoje utilizamos como referência o tipo mais comum de ataque, que é o químico. Mas estamos preparados para qualquer tipo de ocorrência, até as nucleares”, explicou o tenente coronel, que avaliou positivamente o treinamento realizado na manhã desta quarta-feira . “Claro que nos dias dos jogos, tem toda a questão da multidão, do tumulto. Mas estamos preparados para a Copa”, concluiu o tenente coronel Raniere.

Haverá ainda três unidades de suporte básico e uma de suporte avançado, que funciona como uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do SAMU e três ambulâncias preparadas para a remoção de pacientes em casos de acidentes radiológicos e nucleares. “É uma realidade que não temos aqui no nosso Estado, mas temos treinado há mais de seis meses para estarmos prontos para o Mundial”, explicou o coordenador do SAMU, Leonardo Gomes.

Dentro da Arena, o atendimento será feito pela FIFA, que montará sete postos. Também sob o comando da FIFA, os stewarts - agentes treinados para grandes eventos - serão responsáveis por identificar o tipo de ataque sofrido pelos torcedores. Todo o monitoramento da operação será feito pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional, localizado no Recife.

Laura Cortizo, Portal da Copa no Recife

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