Felipão espera dar ao povo brasileiro “uma pequena alegria” na despedida do Brasil

11/07/2014 - 19:57
Acompanhado do capitão Thiago Silva, o técnico concedeu entrevista nesta sexta-feira (11.07), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília

A Seleção Brasileira desembarcou no final da tarde desta sexta-feira (11.07) em Brasília para seu último compromisso na Copa do Mundo 2014. Neste sábado, Brasil e Holanda se enfrentam no Estádio Mané Garrincha na disputa do terceiro lugar e, depois da traumática derrota na semifinal para a Alemanha por 7 x 1, o técnico Luiz Felipe Scolari declarou que espera que seu time possa derrotar os europeus para que a torcida tenha um alento após o incrível revés da última terça-feira, em Belo Horizonte.

Getty Image#Felipão orienta o time em treino realizado nesta sexta-feira, em Teresópolis, antes do embarque para Brasília

Acompanhado do capitão Thiago Silva, Felipão concedeu uma entrevista coletiva no Estádio Mané Garrincha que começou por volta das 18h30. E quando foi indagado sobre como tinham sido os últimos dias do grupo e se a derrota para a Alemanha tornou a disputa do terceiro lugar um jogo nervoso, o treinador afirmou que serão necessários muito mais do que três dias para que os jogadores possam se recuperar do que aconteceu diante da Alemanha e que a goleada será lembrada por décadas.

“Nervoso o jogo não será mais porque o nosso objetivo principal não vai mais acontecer”, disse Felipão, referindo-se ao sonho do hexacampeonato. “O que tentamos foi trabalhar a parte psicológica para que eles tenham a perspectiva de jogar com a Holanda como se fosse o jogo principal e para que a gente possa entrar em campo com a perspectiva de conseguir o terceiro lugar e pelo menos dar ao povo brasileiro uma pequena alegria. Fomos atrás de um sonho, não conseguimos, e agora vamos buscar um sonho menor que é o terceiro lugar”, continuou o treinador, que ressaltou ainda que a Seleção Brasileira tem recebido um enorme apoio dos torcedores após a goleada.

Para Thiago Silva, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, a motivação para enfrentar a Holanda é grande. “Pelo menos da minha parte, é a maior possível. Não vai ser o primeiro lugar que vai estar em disputa e sim a nossa honra e nossa dignidade”, destacou.

Sobre seu futuro, Scolari afirmou que não sabe o que vai acontecer e que, desde o início, seu trabalho no time tinha como limite a Copa do Mundo. “O meu trabalho na Copa do Mundo termina após o último jogo da Seleção”. Ele declarou que, após o torneio, irá entregar um relatório à CBF e será a confederação quem irá decidir sobre sua permanência ou não no comando da Seleção.

Para o técnico, sua segunda passagem pela Seleção não pode ser avaliada pelo ocorrido em um único jogo. “Estou em débito, não cheguei à final, mas não vejo como negativo todo o trabalho, a não ser pelo resultado de 7 x 1, que foi catastrófico”, avaliou. “Não temos que nos envergonhar de nada. Temos que nos envergonhar dos 7 x 1, mas também fizemos coisas boas”, continuou.

O treinador adiantou também que fará pelo menos duas mudanças em relação ao time que começou a partida contra a Alemanha, mas não revelou quais serão as alterações.

Luiz Roberto Magalhães, do Portal da Copa em Brasília

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