“Foi muito sofrimento”, diz Messi sobre a partida contra a Suíça

01/07/2014 - 19:00
Para a estrela do time e para o técnico Alejandro Sabella, a equipe merecia ter ganhado nos 90 minutos. Treinador da Suíça mostrou orgulho pela atuação do time: “Saímos de cabeça erguida"

Fotos: Getty Images#Quem acompanha a Copa de 2014 já está acostumado com partidas duras, decididas só no finaliznho, com adrenalina em altas quantidades. A tarde desta terça-feira (01.07) foi a vez de a Argentina passar aperto para garantir vaga nas oitavas. A vitória sobre a Suíça veio com um gol de Di María aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação. A partida, ou o calvário, foi um sofrimneto, segundo Lionel Messi.

“Fiquei nervoso porque não conseguíamos marcar e qualquer erro poderia nos eliminar da Copa. Não queríamos chegar aos pênaltis e tínhamos que definir na prorrogação. Pensava um pouco de tudo: 'vou tentar alguma coisa, talvez vou tentar passar'. Foi muito sofirmento. A forma como a partida evoluiu, foi muito sofrimento. Mas assim é o futebol: tivemos a sorte ao nosso lado, temos que tirar vantagem disso e seguir adiante”, disse o jogador eleito quatro vezes o melhor do mundo.

Foi uma bela jogada de Messi que originou o gol. Ele recebeu a bola na intermediária, avançou pela esquerda, atraiu a defesa adversária paro o lado dele e viu Di María livre na direita. Decidiu dar o passe para o companheiro, que protagonizou o chute fatal. “Estávamos todos mortos, na verdade não sei como ele fez para correr tanto àquela altura depois de tudo, com o cansaço que tínhamos. Mas felizmente deu certo”, disse o atacante do Barcelona.

De acordo com Messi e com o técnico Alejandro Sabella, a vitória foi merecida e deveria ter acontecido durante o tempo regulamentar. “Foi um jogo que merecemos ganhar dentro dos 90 minutos. Tivemoss algumas distrações no primeiro tempo contra um equipe dura, que se fechou bem atrás. Buscamos pela direita, pela esquerda, Rojo – que é um jogador muito questionado -  fez grande jogo. Romero também fez um bom jogo. Mas parabenizo todos os jogadores, porque não perderam nunca o equilíbrio, não se desesperaram”, disse Sabella. Ele afirmou que esta foi uma das partidas mais estressantes de sua trajetória como técnico.

Quando perguntado se a bola que bateu na trave (cabeceio de Dzemaili nos acréscimos da prorrogação) teria sido um indício da sorte de campeão (“culo de campeón” é a expressão em espanhol), Sabella sorriu. “Esta (pergunta) eu passo”, disse.

Cabeça erguida

Ottmar Hitzfeld encerrou a carreira como técnico nesta terça-feira. A última partida de futebol sob seu comando foi, para o treinador da Suíça, digna de orgulho. “O jogo de hoje teve uma dimensão incrível. Era Copa e você tinha a possibilidade de ir para os pênaltis. Isso cria muita tensão. Não chegamos, mas podemos sair de cabeça erguida”, disse.

Para Hitzfeld, a Suíça fez um jogo maduro taticamente, em que a equipe teve excelentes oportunidades, sobretudo no primeiro tempo.  Ele exaltou a entrega do time, e citou jogadores como o goleiro Benaglio, que foi para a área tentar o empate nos minutos finais da prorrogação.

“Foram emoções muito fortes que só o futebol tem, é por isso que amamos o futebol. Quero dar os parabéns à minha equipe pelo desempenho excelente. Isso vai ser motivo de orgulho para a Suíça. Parabéns também para a Argentina. Nós dificultamos a vida deles e eles permaneceram serenos, isso mostra que são um excelente time”, afirmou Hizfeld.

Classificada para as quartas de final, a Argentina enfrenta o vencedor de Bélgica x Estados Unidos em 5 de julho, às 13h, no Estádio Nacional de Brasília.

Carol Delmazo – Portal da Copa

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