Galeão bate recorde de movimentos aéreos depois da final

15/07/2014 - 11:57
Até o meio da tarde de segunda-feira já haviam sido superados 715 movimentos aéreos, com até 52 decolagens por hora

O Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), bateu o recorde de movimento aéreo nesta segunda-feira (14.07), um dia após a final da Copa do Mundo de 2014. Às 16h30, foi superado o antigo recorde de 715 movimentos aéreos registrado em 2007 no encerramento dos Jogos Pan-Americanos. 

Durante a realização do jogo entre Alemanha e Argentina, 312 aeronaves permaneceram nos pátios de estacionamento, entre jatos comerciais, particulares e das comitivas dos Chefes de Estado que estavam na cidade. Após o término da partida, durante os horários de pico, chegaram a ocorrer até 52 decolagens por hora do Galeão, com o uso simultâneo das duas pistas.

A expectativa é de que, somados os movimentos dos aeroportos do Galeão, Santos Dumont e Jacarepaguá, a cidade tenha mais de mil movimentos aéreos, entre pousos e decolagens. Apesar do fluxo, de acordo com o Coronel Ary Bertolino, chfe do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, o índice de atrasos ficou abaixo de 10%, considerado adequado para os padrões internacionais. "A demanda foi plenamente atendida", disse.

A partir da noite de domingo, as equipes de controladores de tráfego aéreo foram duplicadas, além de ter havido um reforço em áreas como meteorologia e de informações aeronáuticas, responsáveis pelo recebimento de planos de voo. O Destacamento de Controle de Tráfego Aéreo do Galeão trabalhou com 30 controladores ao mesmo tempo.

Na próxima semana, o Departamento de Controle do Espaço (Decea) inicia o planejamento para os Jogos Olímpicos de 2016.

Preparados

Mesmo com o fluxo intenso, a capacidade máxima não foi atingida, segundo Bertolino. "Estávamos preparados até com uma força maior que o necessário", disse. O planejamento incluía a possibilidade de uma final com a seleção brasileira, o que aumentaria o fluxo de aeronaves. "Em todos os jogos do Brasil a demanda era gigantesca. No jogo do Brasil a gente recebida demandas de até 100 voos a mais do que jogos de outras seleções", explicou. O treinamento previa até 60 decolagens por hora.

No dia 23 de junho, quando a seleção venceu Camarões em Brasília, a Capital Federal registrou 619 pousos e decolagens, um recorde local. Em 4 de julho, dia da partida com a Colômbia, foram 362 movimentos em Fortaleza, 69% a mais que a média. Em 8 de julho, na semifinal entre Brasil e Alemanha, os aeroportos de Belo Horizonte registraram 767 movimentos aéreos, outra marca inédita.

A outra semifinal, entre Argentina e Holanda, registrou em São Paulo (SP) 1.564 movimentos, o que superou a decisão na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e se mantêm como o maior movimento aéreo durante a Copa de 2014, podendo ser superado após a finalização das marcas do Rio de Janeiro após a final.

Fonte: Força Aérea Brasileira

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