Gilberto Carvalho: "obras da Copa exigiram 9.600 desapropriações, e não 250 mil"

23/05/2014 - 15:41
Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República acredita que manifestações explicitamente contra o evento perderão força, por conta das informações divulgadas pelo governo e pelo clima festivo que toma conta dos brasileiros

Danilo Borges/ Portal da Copa#O número de desapropriações em decorrência de obras de infraestrutura relacionadas à Copa do Mundo é de 9.600 imóveis. A informação foi dada pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, durante evento sobre a Política Nacional de Participação Social, nesta sexta-feira (23.05), em Brasília, e que contou com a presidenta Dilma Rousseff.

“Em relação às desapropriações se dizia que nós teríamos 250 mil desapropriações por causa da Copa. Na verdade, esse número chega a 9.600 por causa das obras, não dos estádios, mas de infraestrutura que seriam necessárias ser feitas. O problema é o método adequado de se fazer isso e que estamos aperfeiçoando nacionalmente. A presidenta vai assinar um protocolo, em breve, que vai estabelecer regras para que as pessoas tenham seus direitos recuperados, porque é legítimo. Mas, não é problema da Copa, porque vale também para hidrelétricas e outras obras de infraestrutura”, disse o ministro.

Manifestações

Para ele, as manifestações contra a Copa do Mundo vão perder força à medida que as informações sobre a organização do evento e o clima festivo toma conta dos brasileiros. “O que é a nossa expectativa? É que daqui pra frente as manifestações explicitamente contra a Copa elas vão cada vez mais perdendo significado de multidão, porque na medida em que o evento se aproxima, em que os esclarecimentos estão sendo dados, que as vantagens para o país estão ficando mais claras, que muitas obras que diziam que não ficariam prontas estão sendo efetivamente entregues até o fim do mês e assim por diante. E mais ainda, o clima da Copa, da importância desse torneio para o país vai ficando tanto no sangue dos brasileiros, essas manifestações contra a Copa vão perdendo a importância”.

O ministro ressaltou, no entanto, que haverá movimentos oportunistas para aproveitar a visibilidade que o Mundial dará ao país. “O que estamos esperando que as pessoas tenham bom senso para saber que as suas reivindicações vão até o momento em que criam problemas para a imensa maioria da população. Nós vamos seguir dialogando para que haja esse bom senso, para que não causem prejuízo ao país em um momento tão importante em que os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil”.

Transparência

Gilberto Carvalho também destacou as ações do governo e dos órgãos competentes para dar transparência e informação sobre os investimentos relacionados à Copa do Mundo, muitos deles que não eram essenciais para a realização do megaevento. “Em relação à Copa, muitas críticas dizem respeito ao fato da falta de consulta à população na decisão sobre as obras, do ponto de vista dos mecanismos de participação houve muita discussão, mas não envolveu toda a sociedade e é um processo de amadurecimento que fazemos no Brasil, o ato que a presidenta acaba de lançar institui a participação social como norma cada vez mais clara, definida e necessária para o país. Mas, não faltou transparência e nós incluímos no marco da Copa obras que não, necessariamente, eram para a Copa. Procuramos antecipar certas obras que eram essenciais para a população”, comentou.

Gabriel Fialho - Portal da Copa

Notícias Relacionadas

Mundial de futebol quebrou recordes históricos e se tornou o evento mais comentado do ano nas redes sociais em todo o mundo
+
Secretário executivo do Ministério do Esporte afirma que o aprendizado adquirido com o Mundial dará melhores condições para o Brasil enfrentar os desafios da preparação do maior evento esportivo do planeta
+
Evento “Copa 2014: legados para o Brasil” mostra resultados econômicos, culturais e de infraestrutura
+