Governo estuda maneira de garantir presença de população de baixa renda nos estádios após a Copa

02/07/2014 - 12:44
Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que já houve reunião com gestores de novas arenas e clubes para negociar medidas

O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participou na manhã desta quarta-feira (02.07) do III Seminário de Gestão Esportiva FGV/FIFA Master Alumni, no Rio de Janeiro. Em sua palestra, o ministro disse que o Governo Federal estuda maneiras para que o público de baixa renda não seja afastado dos estádios depois da Copa do Mundo por causa do preço dos ingressos das partidas de futebol.

Segundo Rebelo, já houve uma reunião do ministério com gestores de arenas e presidentes de clubes. “Fizemos um levantamento do custo de manutenção destas novas arenas e eles são mais elevados. É preciso uma diversificação de receitas para que o público de baixa renda não seja excluído dos estádios”, afirmou o ministro.

Rebelo lembrou que o Governo Federal distribuiu 48 mil ingressos da Copa do Mundo para alunos de escolas públicas brasileiras participantes do programa Mais Educação e outros 2 mil bilhetes para comunidades indígenas por meio da Funcação Nacional do Índio (Funai) e do Comitê Intertribal. “Nosso maior desafio é depois da Copa. Excluir a população de baixa renda vai contra a natureza do futebol brasileiro, que é de projeção da igualdade”, disse o ministro.

O Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Toninho Nascimento, também falou sobre o tema durante o evento. “O governo tem a preocupação de que não haja uma elitização das arenas. Algumas delas estão simplesmente trazendo para o Brasil o modelo europeu e implantando. Não acreditamos que esse seja o caminho adequado”, explicou.

Segundo Nascimento, houve aumento do preço dos ingressos logo depois da Copa das Confederações, mas de um ano para cá eles baixaram. O público dos novos estádios também tem aumentado. “Vamos acompanhar se, depois da Copa do Mundo, os bilhetes vão continuar nesta tendência de baixar. O Brasil não é a Inglaterra, a França. Somos diferentes. A população de baixa renda tem uma importância muito grande para o nosso futebol”, pontuou o secretário.

Giuliander Carpes, do Portal da Copa no Rio de Janeiro

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