Índices de atrasos e cancelamentos de vôos são muito baixos, avalia ministro da Aviação Civil

16/06/2014 - 15:19
Taxa de aviões que não chegam no horário é de apenas 4,2% desde o dia 11 de junho

Os aeroportos brasileiros estão respondendo bem à demanda durante a Copa do Mundo. O Ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou nesta segunda-feira (16.06) que o índice de atrasos nos voos desde o dia 11 de junho, véspera da partida de abertura do evento, é de apenas 4,2%. Outros 8,2% foram cancelados sem prejuízo dos passageiros.

Nós não tivemos problemas até agora. Houve um esforço muito grande de se aumentar a infraestrutura dos nossos aeroportos e o resultado se faz sentir. Os índices de atraso e cancelamento estão sendo muito baixos em comparação com qualquer sistema do mundo”, disse Moreira Franco em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia do Rio de Janeiro. “Espero que isso seja uma marca até o final para que nós próprios reconheçamos que temos gente qualificada para organizar todos estes eventos.”

Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Marcelo Guaranys, os aeroportos estão preparados para operar com atrasos de, no máximo, 15% em horários de pico, mas as taxas ainda não chegaram nem perto disso. “O planejamento é para que não houvesse voos que esgotassem capacidade dos aeroportos, daí porque não temos excesso de voos.”

Moreira Franco espera que a Copa do Mundo traga uma nova percepção da infraestrutura aeroportuária brasileira. “Espero que isso seja uma marca até o final para que nós próprios reconheçamos que temos gente qualificada para organizar todos estes eventos”, afirmou o ministro. “Aeroporto pronto é um conceito que vamos ter de tratar com cuidado. Taxa de crescimento de passageiros chega a 11% ao ano no Brasil. A cada grande evento, aumenta o percentual. Os aviões crescem. Precisamos fazer intervenções contínuas para garantir áreas para os passageiros e aviões.”

Turismo mantém expectativa

O Ministro do Turismo, Vinicius Lages, também participou da entrevista coletiva e manteve a expectativa de que o país receba 600 mil turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo. “Não alteramos a previsão porque não conseguimos da FIFA o número final de ingressos vendidos. Aguardamos o ponto de vista da Polícia Federal sobre esta primeira semana, que também ainda não foi concluída. A expectativa é que possam ser ultrapassados, sim, mas depende de alguns fatores: por exemplo, caso a Argentina avance bem na competição.”

Lages comemorou o fato de pesquisas preliminares do Ministério do Turismo apontarem a satisfação dos turistas com a forma que estão sendo recebidos no Brasil. “Relatos têm sido muito favoráveis, o que nos deixa muito felizes. Para nós, a Copa representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade do Brasil como destino turístico. Queremos aproveitar esta janela em que o Brasil está se mostrando hospitaleiro e preparado para investir em promoção destes destinos.”

Segundo o ministro, o Rio de Janeiro é a cidade que deve receber a maior parte dos turistas estrangeiros durante o Mundial: cerca de 90 mil. Também há uma expectativa de que muitos turistas (79 mil) visitem Brasília em todo o período da Copa do Mundo. Fortaleza é outro destino que deve ser muito procurado (65 mil), à frente de São Paulo e Belo Horizonte (62 mil cada).

Experiência de torcedor bem sucedida

O Secretário Estadual de Turismo do Rio de Janeiro , Claudio Magnavita, participou da coletiva e contou que vivenciou a partida entre Argentina e Bósnia e Herzegovina, no Estádio Maracanã, no último domingo (15.05) como torcedor para testar o esquema de mobilidade. Ele pegou um ônibus no Aeroporto Santos Dumont, depois o metrô na estação Cinelândia com a camisa da Argentina,

“Os voluntários deram informações muito bem. No estádio, a polícia militar fez a triagem dos portadores de ingresso de forma muito ordeira e educada. A cada 100 metros havia um posto ambulante de informação turística”, relatou o secretário.

No mais, contou sobre uma percepção que não é novidade: a simpatia do brasileiro. “Na saída, todo mundo me cumprimentou pela vitória. Deu orgulho de ser dirigente do turismo do estado num evento destes. Os pessimistas que apostavam no nosso fracasso, hoje estão tendo de rever suas previsões.”

Giuliander Carpes, do Portal da Copa no Rio de Janeiro

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