Italiano Nicola Rizzoli apitará a final entre Argentina x Alemanha no Maracanã

11/07/2014 - 17:30
Argentinos atuarão com camisas, calções e meias azuis, enquanto os alemães jogarão todos de branco. Expectativa de público na decisão é de cerca de 74 mil pessoas

Getty Images#Rizzoli já apitou três partidas nesta Copa do MundoA FIFA divulgou nesta sexta-feira (11.07) a arbitragem, os uniformes das equipes e a expectativa de público para a final da Copa do Mundo de 2014, que será disputada neste domingo, no Rio de Janeiro. A partida entre Argentina x Alemanha será apitada pelo italiano Nicola Rizzoli, 42 anos, que terá como auxiliares os compatriotas Renato Faverani e Andrea Stefani, ambos de 44 anos. O quarto árbitro será Carlos Vera, do Equador. Os argentinos jogarão com camisas, calções e meias azuis, enquanto os alemães atuarão todos de branco.

O árbitro italiano atuará pela quarta vez neste Mundial. Antes, ele apitou Holanda 5 x 1 Espanha e dois compromissos da equipe argentina, na vitória dos sul-americanos por 3 x 2 contra a Nigéria, pela primeira fase, e no triunfo de 1 x 0 sobre a Bélgica, pelas quartas de final. Nicola Rizzoli será o terceiro juiz da Itália escolhido para uma decisão de Copa do Mundo. Os outros foram Sergio Gonella em 1978, Mundial em que a Argentina se sagrou campeã ao derrotar a Holanda por 3 x 1, e Pierluigi Collina em 2002, quando o Brasil conquistou o penta ao bater por 2 x 0 a Alemanha.

Qualidade

O chefe de arbitragem da FIFA, Massimo Busacca, elogiou o nível dos juízes que apitaram a Copa do Mundo de 2014 e ressaltou que nenhum erro mais grave foi registrado. “O futebol ganhou. O árbitro tem que entender a mentalidade do futebol e não os jogadores entender a mentalidade do árbitro. De um modo geral, houve muito respeito, essa é a mensagem importante para o mundo”.

O responsável pelos árbitros também destacou que neste Mundial a média de cartões amarelos caiu, assim como o de lesões de jogadores e que o tempo de bola rolando aumentou. “Tivemos uma média de um cartão por jogo a menos do que na África do Sul, mas não se viu um cartão por simulação, um cartão por ultrapassar a formação da barreira. O Brasil é o país do futebol e o futebol venceu aqui. Temos muito mais gols e dois ou três minutos a mais de bola rolando por jogo”.

De acordo com Busacca, o jogo com mais tempo de bola rolando foi entre Espanha e Austrália, com 64 minutos, enquanto a partida com menos tempo foi entre Brasil e Colômbia, com 39 minutos. A média do torneio é de 57 minutos por jogo.

O dirigente também atribui os bons resultados obtidos a uma maior cooperação das equipes. “Reforçamos que não queríamos simulações, fizemos reuniões com as seleções e obtivemos resultados muito bons”. Ele destacou ainda que o critério para escolher o árbitro da decisão foi apenas um: “a qualidade do árbitro é o critério. Todos os jogadores querem estar na final. Imagina dizer ao juiz que não vai apitar porque é de certo país ou confederação. A qualidade vem em primeiro lugar”, respondeu .

Ingressos

A expectativa de público para a final da Copa do Mundo é de aproximadamente 74 mil pessoas. A capacidade do Maracanã será reduzida por causa do tamanho da tribuna de imprensa, que será maior e terá 2,2 mil lugares, e pelo palco que será montado para a premiação das equipes.

De acordo com a FIFA, no momento não há mais entradas disponíveis para a final nem para a disputa do terceiro lugar entre Brasil x Holanda, em Brasília, neste sábado (12.07). Os torcedores que, porventura, perderem os ingressos ou forem roubados, podem reimprimir os bilhetes apenas até a véspera das partidas. 

Adidas/Divulgação#

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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