Mistura de futebol e forró marca a exibição pública de Brasil 2 x 1 Uruguai no Pelourinho, em Salvador

26/06/2013 - 20:12
Mesmo sabendo que a derrota faria a Seleção retornar à cidade, soteropolitanos nem pensaram em torcer contra: “Seleção domingo é no Maracanã”

O Pelourinho, nesta época do ano, é puro clima de São João: bandeirinhas por todos os lados, santos exibidos nas janelas, dois pra cá e dois pra lá no ritmo do forró. Mas a coincidência com a Copa das Confederações acrescentou o futebol à festa e a mistura agradou os baianos.

“Dá muito certo, porque as duas coisas animam muito a população e futebol tem tudo a ver com a alegria dessa época”, disse a administradora Kátia Pereira. Ao lado dela, Carlos Nascimento guardava o resto de forças para torcer pelo Brasil. “A gente passou a festa de São João no interior e aproveitou muito. E hoje viemos para o Pelô, porque é muito bom ver o jogo com o povo, é muito bom ter uma exibição assim aberta, para que todo mundo participe”, disse o técnico em telecomunicações. Centenas de pessoas acompanharam a semifinal entre Brasil e Uruguai na tarde desta quarta-feira (26.06) em dois telões no Terreiro de Jesus, no Pelourinho.

Os vencedores das semifinais da Copa das Confederações vão jogar a final no próximo domingo (30.06), às 19h, no Rio de Janeiro. Os perdedores disputam o terceiro lugar na Arena Fonte Nova, em Salvador. Sendo assim, não seria uma boa o Brasil perder, para que a Bahia tivesse a chance de ver a equipe novamente por aqui? “Seleção domingo é no Maracanã”, disse Kátia, sem titubear.

A maioria dos torcedores se reuniu em cima da hora do jogo, mas quem chegou mais cedo dançou ao som de Zelito Bezerra e o Trio Pau de Arara. Samanta Fagundes é uma daquelas pessoas que ficam sentadas, mas com os pés se movimentando de um lado para o outro ao som da sanfona. “Não sei dançar, mas adoro o som”, disse a estudante, que sempre vai ao Pelourinho assistir aos jogos do Brasil.

A mãe dela, Gildete Fagundes, já perdeu as contas de quantas copas passou no Pelô, e traz a filha desde pequena. “A energia aqui é muito boa, as pessoas se unem, todo mundo contribui para o time ganhar”, disse. Ela apostou no placar de 3 x 1 para o Brasil e a filha previu – acertadamente – uma vitória por 2 x 1. Mesmo sabendo que a Seleção poderia voltar a Salvador,  sem chance de a dupla torcer contra: “Que ela fique longe da Bahia. Queremos o título!”, disse Gildete.

Carol Derlmazo/ Portal da Copa#Samanta e Gildete no canto superior esquerdo; Kátia e Carlos abraçados, à direita; Matt e Brighde no campo inferior esquerdo

Jogo

No começo do primeiro tempo, a tensão tomou conta dos torcedores, especialmente no momento do pênalti a favor do Uruguai. São Pedro decidiu contribuir com o clima de nervosismo e uma fina chuva caiu justamente no momento em que Forlán se preparava para cobrar a penalidade. Julio César pegou, os baianos vibraram como se fosse gol, e a chuva se foi.

Na hora do gol de Fred, o Pelourinho explodiu em festa, mas os torcedores sabiam que ainda havia todo um segundo tempo pela frente. No intervalo, a chuva voltou com força e as sombrinhas apareceram por todos os lados. Os bares cobertos ao redor do Terreiro de Jesus ficaram lotados, e foi nesse contexto que os baianos viram o gol de Cavani. Não demorou para a chuva parar e a preocupação voltar a ser somente a partida.

Entre centenas de pessoas,  os ingleses Matt Whiteside e Brighde Gallivan olhavam tudo maravilhados. Eles estão no Brasil de férias e não sabiam que o país estaria sediando a Copa das Confederações na mesma época. “Foi uma ótima surpresa, isso é maravilhoso, todo mundo junto torcendo pelo país na praça, é incrível”, disse Brighde. “Já que estamos aqui, vamos torcer pelo Brasil”, disse Matt.

O fim do segundo tempo foi, mais uma vez, acompanhado de forma tensa. Já não havia mais chuva, as luzes do Pelô começaram a se acender, deixando o cenário ainda mais lindo. Só faltava o gol para a festa ser completa. Paulinho fez o dele, decretou a vitória brasileira e a turma do Pelourinho comemorou com muito forró, ao som de Val Macambira, e com muito orgulho da Seleção.

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Carol Delmazo – Portal da Copa 

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