Na Embaixada da Argentina em Brasília, agonia e felicidade

09/07/2014 - 21:54
Cerca de 100 pessoas celebram classificação do país para a final da Copa na instituição, com direito a banho de champanhe e gozações com a Seleção Brasileira

Foto: Renato Freire/ Portal da Copa#Os argentinos de Brasília pareciam adivinhar o que o destino lhes reservava para o jogo contra a Holanda. Pouco antes da partida válida pelas semifinais da Copa do Mundo, o verbo sofrer era o mais pronunciado durante as conversas na Embaixada da República Argentina, na capital federal nesta quarta-feira (09.07). Eles só não sabiam que a história terminaria com uma explosão de alegria e gritos de provocação à Seleção Brasileira: após a vitória nos pênaltis contra a Holanda, o país chegou à final do torneio após 24 anos.

Cerca de 100 pessoas assistiram ao jogo na instituição diplomática. O analista de sistemas de Eduardo Alberto, no Brasil desde 2008, era o dono da voz que puxava os tradicionais cantos de incentivo à Argentina. Os jogadores mais festejados pelos torcedores eram o camisa 10 Lionel Messi, principal esperança de gols, e o volante Javier Mascherano, cujo nome foi gritado em vários lances do duelo, inclusive após um choque de cabeça com um atleta da Holanda.

Embora monótona, a partida quase levou os argentinos ao desespero em duas ocasiões. Na primeira, o atacante Higuain chutou para o gol e a bola bateu na rede pelo lado de fora. Os torcedores se enganaram e vibraram bastante. Demoraram a perceber que nada de importante tinha acontecido. Na segunda vez, Palacio perdeu uma chance incrível de abrir o placar. “Estou muito tensa. Argentina e Holanda chegam perto, mas não fazem gol”, reclamava a professora Oriana Romero.

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Durante a disputa de pênaltis, vários espectadores se uniram em correntes para torcer pela vitória. Quando o chute de Maxi Rodriguez garantiu a vaga da Argentina na final, a empolgação era tanta que algumas cadeiras caíram no chão. Alguns torcedores estouraram champanhes e encharcaram amigos e desconhecidos. Eduardo Alberto já apostava no título. “Nosso time foi bem, temos que jogar assim contra a Alemanha!”, empolgava-se o analista de sistemas.

Algumas pessoas evitaram a euforia, mas não por motivos futebolísticos. Grávida de 7 meses, a professora Fernanda Oyola preferiu caminhar pela área externa da embaixada a olhar para telão em alguns momentos do confronto. “Pensei na saúde do bebê. Todos os jogos da seleção foram muito agônicos”, explica a argentina de Mendoza, no Brasil desde março. “Eu não estavam muito confiante para essa Copa. Mas a Argentina sempre nos surpreende, positivamente ou negativamente”.

Renato Freire, do Portal da Copa em Brasília

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