Obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Brasília serão entregues no dia 24 de maio

17/03/2014 - 18:39
Diretor-presidente do consórcio responsável pela gestão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek garante pleno funcionamento da nova estrutura durante a Copa do Mundo

Foto: Andre Borges/ComCopa#Alysson Barros, diretor-presidente da Inframérica: ciclo contínuo de crescimento até 2037Com as obras de reforma e ampliação previstas para serem entregues até 24 de maio, o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek estará plenamente funcional em junho, quando receberá milhares de turistas que desembarcarão em Brasília para acompanhar a Copa do Mundo. Quem garante é Alysson Barros, diretor-presidente do Consórcio Inframérica, que administra o aeroporto.

Em entrevista ao Portal Brasília na Copa, Barros destacou as melhorias que serão feitas na estrutura: o Píer Sul, com 29 novos portões de embarque, começa a operar no dia 4 de abril. Para a mesma data, estão previstos a entrega do novo viaduto de acesso e desembarque de passageiros, que já está sendo asfaltado, e a inauguração do segundo viaduto de aeronaves, que aumenta a capacidade do aeroporto.

As melhorias também incluem novas vagas de estacionamento, uma sala VIP aberta ao público e a redução de embarques em posições remotas. Para ampliar a capacidade de 16 milhões de usuários para 21 milhões em 2014, a Inframerica investirá R$ 900 milhões até maio. Ao final da concessão em 2037, serão investidos R$ 2,8 bilhões e o Aeroporto de Brasília poderá atender a uma capacidade de 41 milhões de passageiros/ano.

Confira a entrevista:

Os investimentos que estão sendo feitos no aeroporto têm em vista apenas os grandes eventos?
Os investimentos já eram uma necessidade, com ou sem Copa do Mundo. O Aeroporto Internacional de Brasília tem hoje uma demanda de passageiros de aproximadamente 16,7 milhões, frente a uma capacidade de 16 milhões. Ou seja, a reforma e a ampliação já seriam necessárias. O momento, talvez, tenha sido acelerado em função do grande evento e dessa demanda pontual.

Após um evento como a Copa do Mundo da FIFA, a demanda turística de Brasília retorna ao mesmo patamar anterior? Há um ganho permanente?
Nos últimos seis anos, o fluxo de passageiros vem crescendo a uma taxa de 7 a 8% ao ano em Brasília. A gente espera que esse crescimento continue. A estimativa é de que, em 2037, teremos um fluxo de 41 milhões de pessoas por ano. O aeroporto, independentemente dos grandes eventos, precisará de novas ampliações no futuro para atender à demanda crescente. Fazemos parte de um plano de infraestrutura para o Brasil, e Brasília ocupa lugar de destaque neste plano por ser um hub, um centro doméstico de alta relevância.

As empresas de aviação já têm novos voos previstos para Brasília, com a ampliação do aeroporto?
As companhias aéreas vêm crescendo suas conexões em Brasília de forma acelerada. Em 2013, o Aeroporto JK cresceu 4,3%; o número de conexões aumentou 8%, quase o dobro. Isso mostra que as empresas estão apostando em Brasília como hub doméstico. É um crescimento contínuo, que já está em andamento: 46% dos nossos passageiros são de conexão, ou seja, passam por aqui rumo a outros destinos.

Na prática, como essas obras melhoram os serviços prestados aos brasilienses e turistas?
Vamos ter mais espaço para o passageiro chegar, fazer check-in, esperar o voo e, se desejar, consumir algum alimento ou serviço. Serão áreas amplas, modernas, com boa circulação de ar e internet gratuita sem fio. Vamos oferecer, ainda, uma nova sala VIP e um estacionamento maior. Com os novos píeres, também teremos 29 novas posições de embarque. Isso praticamente elimina a necessidade de estacionar os aviões em posições remotas, procedimento que obriga o usuário a pegar ônibus até a aeronave. Hoje, 43% dos voos param em posições remotas, e após a inauguração, o volume será inferior a 5%.

Como vai funcionar essa sala VIP?
É um conceito diferente. Nossa sala VIP não será restrita aos passageiros de uma companhia aérea, ou aos assinantes de determinado serviço. A sala estará à disposição de todos os passageiros. Serão 1,5 mil metros quadrados de área e vários ambientes, onde o passageiro terá serviços de qualidade, conforto, tecnologia, salas de reunião. Tudo isso para que ele possa aguardar o voo com o máximo de tranquilidade.

Quais serão as melhorias no estacionamento?
O estacionamento era uma questão de urgência quando a Inframérica assumiu o aeroporto, há um ano. Já fizemos uma primeira ampliação, de 1,2 mil para 3,1 mil vagas. A segunda fase será entregue até a Copa do Mundo. Teremos uma área coberta, com os acessos remodelados e novas tecnologias de cancelas. Vamos oferecer cerca de 700 posições cobertas para estacionamento, com mais conforto para os usuários.

A partir do dia 31, a Air France terá linhas diretas para Paris. Brasília também pode ser um hub (centro de distribuição de voos) internacional?
É um grande desejo. As portas de entrada do Brasil, hoje, são os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio. Nós queremos tornar Brasília uma alternativa a estes aeroportos. O primeiro passo é consolidar nosso aeroporto como o maior hub de aviação doméstica. Também estamos em contato com outras companhias internacionais, estudando possíveis rotas de operação. É possível que tenhamos novidades ainda este ano, no segundo semestre. As reformas e a ampliação tornam o aeroporto mais atrativo. Isso é bom para as companhias aéreas, para o aeroporto e para a população do Distrito Federal.

Após a Copa do Mundo, existem previsões de futuras mudanças ou obras na estrutura do aeroporto?
Com a conclusão das obras em andamento, o aeroporto estará preparado para atender entre 18 e 21 milhões de passageiros por ano. Quando a demanda se aproximar dessa capacidade, começa um novo processo de ampliação. É um ciclo contínuo, e tudo indica que o crescimento será cada vez mais intenso. Dentro de três ou quatro anos, talvez seja necessário ampliar novamente.

Fonte: Secopa/DF

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