Obrigado, voluntários! Saiba mais sobre a atuação nas doze sedes da Copa

15/07/2014 - 12:22
Voluntários do governo federal falam sobre a oportunidade de atuar no auxílio a torcedores e visitantes e relatam as emoções vividas durante o Mundial

A Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 consagrou outro campeão, além da Alemanha. É a equipe de voluntários do governo federal, que mostrou animação, comprometimento e dedicação durante todo o Mundial, recebendo os visitantes brasileiros e estrangeiros nas doze sedes do torneio. Ao Portal da Copa, eles falam sobre a experiência, troca cultural e emoções que ainda devem acompanhá-los por muito tempo.

Belo Horizonte

Na capital mineira, Márcia Sá, 45, atuou no atendimento aos visitantes e torcedores que passavam por um dos pontos mais movimentados da capital mineira, a Praça Savassi. “Foi uma experiência diferente principalmente por ter convivido, em diversos momentos, com brasileiros de outras cidades e com pessoas de nações diferentes da minha. Acabei fazendo novas amizades”, conta a participante.

Segundo ela, o importante na atuação voluntária é a vontade de ajudar. “Fiz por gostar de ajudar sem esperar nenhum retorno material. A vivência de participar de algo como a Copa é muito mais importante”, afirma a voluntária que visualiza boas perspectivas para este tipo de atuação no Brasil. “Eu espero que o voluntariado se firme como algo cultural no país e que o brasileiro veja de uma forma diferente este tipo de atuação. É uma experiência boa para o ser humano, pois você ganha muito com isso. Para mim foi muito gratificante”, relata.

Brasília

Fabrício Kerveni Rodrigues, 18, atuou na FIFA Fan Fest de Brasília, no Tagua Parque. Para ele, a animação do público durante o Mundial foi contagiante e recíproca. “A felicidade, a alegria e a animação de todos na Fan Fest foi incrível. Fomos contagiados por tanta coisa boa que aconteceu. Esta experiência de ter feito parte de um momento histórico é algo que vou levar comigo para o resto da vida”, conta.

Sobre o fim do torneio no Brasil, fica o sentimento de saudade e a vontade de continuar. “Por mim ficaria mais um bom tempo. Aquela correria de atuação, muita gente pedindo informação, você poder conversar com os mais diversos tipos de pessoas, de diferentes lugares. Fica uma vontade de continuar, de atuar mais. Acho que foi um passo para outros projetos”, diz.

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Cuiabá

A voluntária Tereza Cristina Valentim, 50, aproveitou bastante a oportunidade de atuar em uma Copa do Mundo. Ela recebeu e orientou os visitantes que chegaram à capital mato-grossense em quase todas as áreas: FIFA Fan Fest, Arena Pantanal, Arena Cultural, Centro Aberto de Mídia e Central do Voluntário.

Estudante de pedagogia, Tereza destaca o treinamento oferecido antes da atuação. “Foi uma experiência excelente que começou na capacitação virtual e presencial, que foram um diferencial. Foram treinamentos que agregaram valores. O que aprendi, coloco em prática diária no meu cotidiano, na vida diária, no ambiente acadêmico”, afirma.

Sobre a Copa do Mundo, mais conhecimento adquirido. “A experiência que tivermos durante a Copa me fez sentir uma cidadã verdadeira, fazendo parte de um todo e não somente como expectadora. Já estou com saudades, afinal, quando terei uma oportunidade como esta novamente? Valeu muito a pena e se fosse para fazer, eu faria tudo de novo”, diz.

Curitiba

“Foi muito gratificante. Foi uma experiência incrível”. Com estas palavras, Juarez Vicente Dias, 52, define a sua atuação na FIFA Fan Fest e no Centro Aberto de Mídia de Curitiba. O voluntário, que tirou férias do trabalho para participar do torneio, ressalta as novas amizades e contatos profissionais que fez durante o Mundial. “Formamos um grupo muito bom de atuação, que atendeu a turistas brasileiros e estrangeiros. Foi algo importante para mim como pessoa e como profissional, pois fiz boas amizades e agora estamos trocando experiências e e-mails”, afirma.

Para Juarez, mesmo com a seleção brasileira não sendo campeã em casa, os voluntários continuaram a atuação com comprometimento e dedicação. “A nossa animação não diminuiu e até o final ficamos atendendo os torcedores. Estávamos comprometidos e dedicados com o que nos foi proposto. Foi algo importante para a minha vida”, relata o voluntário que não deixa de lamentar o fim da Copa no Brasil. “Fica um desejo de quero mais”, conclui.

Fortaleza

A voluntária Mara Duarte, 53, atuou em praticamente todas as áreas: na Central do Voluntário, Aeroporto, FIFA Fan Fest e no entorno do Castelão. A experiência de ter participado da Copa das Confederações, em 2013, lhe rendeu a posição de coordenadora este ano. “Foi muito bom ter sido coordenadora, porque pude colocar em prática e mostrar aos novos voluntários o que eu já tinha vivenciado”, afirma.

Em sua opinião, os voluntários ajudaram Fortaleza a ficar ainda mais conhecida no Brasil e no mundo. “Fica um sentimento de dever cumprido. Eu acho que ajudei Fortaleza fazendo a minha parte, recebendo bem os turistas, dando um sorriso e ajudando nos momentos em que eles precisavam. Fiz com muito amor”, relata.

Manaus

O voluntário Randson Azevedo, 24, atuou no entorno do estádio e na FIFA Fan Fest na capital do Amazonas. Ele destaca a importância do voluntariado na visibilidade de Manaus para o Brasil e o mundo. “Acredito que as pessoas tinham uma visão diferente sobre Manaus. A maioria achava que aqui era só floresta, mas quando chegaram perceberam que é diferente, que temos uma cidade viva e com muita coisa acontecendo”, conta.

Uma das surpresas para os estrangeiros, segundo Randson, foi a Praia de Ponta Negra, que fica às margens do rio Negro e foi o local escolhido para a Fan Fest na cidade. “Um turista estrangeiro me disse que nunca tinha visto uma praia de rio e ficou surpreso. Ele achou muito interessante e disse que pensava que a nossa cidade era bem diferente. Acho que levaram com eles uma outra visão de Manaus”, diz.

Natal

“Este evento trouxe uma mistura cultural muito grande. Não existem rivalidades entre as nações. O que houve, na verdade, foi uma troca cultural imensurável”. É o que ressalta a voluntária de Natal, Sheila Maria Pereira, 48, que atuou principalmente no aeroporto.

A disposição de ajudar e a boa experiência também são citadas pela participante, que se coloca à disposição para futuros projetos de voluntariado pelo país. “Eu vi muita coisa boa e estou agora à disposição para ajudar sempre. Já estou até me preparando para participar das Olimpíadas de 2016. Estou convidando muitos colegas a participar”, diz.

Porto Alegre

Eduardo Rodrigues Sarmento, 39, atuou em Porto Alegre no Mercado Público e no Caminho do Gol, uma avenida de 2 km que seguia do centro da cidade ao estádio. O voluntário que acumula experiências anteriores pelo projeto Mãos que Ajudam, diz que a vontade surgiu pela vontade de ajudar o país a realizar um bom evento. “Nossa intenção foi ajudar, dar auxílio aos turistas. Afinal, quem chega a qualquer cidade desconhecida fica um pouco inseguro. Com alguém ajudando, qualquer pessoa se sente bem acolhida”, diz.

Eduardo ressalta ainda, a dedicação e alegria dos voluntários na capital gaúcha. “Podiam ter escalado Porto Alegre para toda a Copa. Não faltou animação, alegria e dedicação aqui na cidade. Estávamos muito comprometidos”, afirma.

Recife

Márcia dos Santos Luna, 44, é carioca e mora no Recife há um ano e seis meses. Na capital pernambucana, ela não perdeu a oportunidade de atuar como voluntária. “Levo comigo uma experiência incrível, de conhecer tanta gente e tantas culturas, seja do Brasil ou do exterior. Aprendi a servir mais e ajudar mais as pessoas”, diz.

Para ela, o treinamento em segurança e primeiros socorros foi essencial. Durante o torneio, ela pôde ajudar um torcedor utilizando as técnicas ensinadas pelo Corpo Militar de Bombeiros. “Uma pessoa se engasgou e ficou sufocada. Eu usei os procedimentos de desobstrução que aprendi no treinamento enquanto uma colega chamava os bombeiros. Quando chegaram, ela já estava bem melhor. Fiquei assustada na hora, mas consegui ajudar uma pessoa e me sinto bem por isso”, relata.

Rio de Janeiro

Na sede da grande final, Aleksandra Krijevitch, 59, atuou no aeroporto Santos Dumont e foi destaque na recepção aos estrangeiros. Filha de um russo com uma austríaca, ela fala inglês, francês, alemão, espanhol e italiano, além do português.  “Sendo filha de estrangeiros, sei como é importante uma orientação para um turista que vem de fora, que acabou de chegar a outro país”, diz.

Ela voluntária garante que a vontade de participar ainda não acabou. “A vida inteira eu trabalhei no aeroporto do Galeão. Se quiserem, também vou atuar nas Olimpíadas”, brinca a voluntária.

Salvador

Cláudio Mendes Oliveira, 47, atua há mais de vinte anos como voluntários em diversos projetos sociais nas áreas de cultural, educação e esporte. A experiência de ter participado de programas sociais na Itália, com jovens em situação de risco social, e no Marrocos , com produção cultural de um festival internacional, foi levada aos outros voluntários da Copa do Mundo. “Eu já trouxe comigo uma bagagem de vinte anos de experiência como voluntário. Pude trazer o conhecimento que já tinha e aplicar neste projeto da Copa”, conta.

Mesmo com o fim da Copa, Cláudio não pensa em parar e pretende se unir com outros voluntários para projetos de voluntariado em Salvador. “Estou já sentindo saudades, pois fiz muitas amizades com os outros voluntários. Foi muito interessante. Acho que devemos nos unir para fazer outros serviços voluntários com crianças e adolescentes nos bairros de Salvador, voltados para o esporte. E de certa forma, oferecemos às crianças uma visão diferente e a vontade de fazerem, também, o voluntariado”, afirma.

São Paulo

Paulo Júnior Roberto de Lima, 48, atuou no entorno da Arena Corinthians, em São Paulo. E ele não foi sozinho, levou junto a esposa e a filha para participar da Copa. “Eu nunca tinha atuado como voluntário em um projeto tão grande como este. Eu e minha família crescemos e crescemos também como seres humanos. Hoje acredito que sou um cidadão melhor”, diz.

O voluntário ressalta também a alegria de ter ficado entre torcedores, ajudando e vendo a movimentação antes das partidas. “Ficar vendo e encontrando as pessoas, ajudando, foi incrível. Mas o melhor foi estar no meio daquela torcida. E quem não falava português, a gente fazia mímica e conseguia conversar”, conta.

“Eu tive um caso de amor com a Copa. Agora ficou a saudade. Participei para ajudar e para fazer a minha parte para Copa dar certo. E deu. O sentimento que ficou é o desejo de que os turistas que vieram aqui voltem para São Paulo”, diz Paulo que garante que irá participar como voluntário da Copa do Mundo da FIFA na Rússia, em 2018.

Leonardo Dalla – Portal da Copa

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