Odebrecht garante retomada das obras na Arena Corinthians na segunda-feira, mesmo após interdição de guindastes

29/11/2013 - 11:43
A Superintendência do Ministério do Trabalho em São Paulo interditou os nove equipamentos usados na construção do estádio. A construtora afirmou que irá apresentar os documentos solicitados o mais breve possível

Marcelo Camargo/ Agência Brasil#

A Odebrecht e o Corinthians informaram que receberam as informações do embargo provisório de nove guindastes que operam nas obras da arena, que será palco da abertura da Copa do Mundo, e garantiram que a interdição não afeta os trabalhos, que serão retomados na próxima segunda-feira (02.12). A empresa e o clube disseram, ainda, que irão apresentar os documentos solicitados pelo Ministério do Trabalho "no mais breve prazo de tempo possível".

De acordo com a nota divulgada pela construtora, "os trabalhos que não necessitam utilizar guindastes serão executados normalmente, excetuada a área interditada pela Defesa Civil, que correspondente a 30% do prédio leste e a menos de 5% da área da arena. Exemplos de trabalhos que não utilizam guindastes são instalações elétricas e hidráulicas, de assentos definitivos, de revestimentos de pisos, paredes e forros e de sistemas de som. Também os trabalhos de acabamento nas áreas externas da arena, como acessos para veículos e torcedores, estacionamentos e muros, prosseguirão normalmente”.

Nesta quinta-feira (28.11), a Superintendência do Ministério do Trabalho em São Paulo interditou os nove guindastes usados nas obras da Arena Corinthians. No dia anterior, um guindaste que fazia o içamento da última peça da cobertura do setor leste tombou e causou a morte de dois trabalhadores.

De acordo com nota divulgada pelo órgão, o uso dos guindastes será liberado somente após a construtora Odebrecht, responsável pela obra, apresentar documentos que comprovem a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, adoção de procedimentos de segurança e capacitação dos trabalhadores que operam esse tipo de equipamento.

"Assim que a empresa comprovar a segurança na movimentação de cargas, as medidas de proteção que serão adotadas e que não há mais riscos de acidentes, haverá liberação por parte do Ministério do Trabalho", diz a nota. A construtora terá ainda que providenciar plano de retirada das estruturas danificadas com o acidente.

Vistorias
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, Infraestrutura e Afins do Estado de São Paulo (Sintrapav SP), do Ministério Público de São Paulo, do Ministério do Trabalho, do Instituto de Criminalística e da Defesa Civil vistoriaram nesta quinta-feira a obra da Arena Corinthians.

A empresa confirmou, em nota, que “no momento da operação do guindaste, a área de ação estava isolada, seguindo os procedimentos padrões de segurança, e só os trabalhadores que participavam do trabalho específico tinham permissão para permanecer no local”.

A equipe era composta por 28 trabalhadores e, segundo a Odebrecht, todos treinados em procedimentos de emergência. “Desde o início das obras da Arena Corinthians, a Odebrecht Infraestrutura realizou 56 mil horas de treinamentos a trabalhadores.  Diariamente a empresa reúne os funcionários para o treinamento de segurança, com orientações sobre as medidas preventivas”, diz o trecho da nota.

Marcelo Camargo/ Agência Brasil#

Apoio
Durante esta quinta-feira, representantes da Odebrecht e do Corinthians prestaram apoio aos familiares das vítimas do acidente e acompanharam os velórios de Fábio Luiz Pereira, motorista e operador de Munck, em Limeira (SP), e de Ronaldo Oliveira dos Santos, montador, em Fortaleza (CE).

Antes, alguns trabalhadores fizeram uma oração em homenagem às vítimas e, em seguida, deixaram o local, pois as atividades estão suspensas. Os responsáveis pelo projeto decretaram luto de três dias.

Fontes: Agência Brasil e Corinthians

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