Operação de segurança para a Copa em Belo Horizonte contou com trabalho integrado de 60 mil agentes

16/07/2014 - 16:51
Centro Integrado de Comando e Controle regional realizou 1,1 monitoramentos diários e acompanhou 300 atividades essenciais durante os 31 dias do Mundial na capital mineira

Minas Gerais contou com um efetivo de 60 mil agentes de segurança durante a Copa do Mundo. Mais de 1,4 mil câmeras vigiaram a cidade 24 horas por dia, monitorando as ruas, as rodovias, aeroportos, estações de metrô, o entorno do Expominas, onde foi realizada a FIFA Fan Fest, e outros locais onde houve grande concentração de pessoas.

Diariamente foram realizados mais de 1,1 mil monitoramentos e nove atividades essenciais foram acompanhadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que foi inaugurado em 2013, antes da Copa das Confederações.

Essas atividades envolveram policiamento no perímetro de segurança do estádio, rotas protocolares, rotas de emergência, rodovias de acesso a Belo Horizonte, estações e malha metroviárias, estação rodoviária, estações do BRT, transporte de cargas perigosas e sistemas de água e de energia elétrica. Ao todo, foram quase 300 atividades durante os 31 dias de Copa na capital Mineira.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (16.07), durante balanço apresentado pelo governo de Minas Gerais. Pela Polícia Civil, foram 2,2 mil em Belo Horizonte e mais de 1,4 mil na região metropolitana. A Polícia Militar colocou nas ruas da capital mineira 13 mil homens e outros 3,3 mil do Batalhão Copa, formado com o objetivo de prevenir o crime nas ruas da cidade. Já o Corpo de Bombeiros atuou com mais de 2,2 mil profissionais somente paras as atividades da Copa na Grande BH.

Foram no total 230 escoltas monitoradas, das quais 163 foram de delegações e seus equipamentos, 33 de árbitros e 34 de autoridades, como chefes de estado e integrantes da FIFA. Além disso, o CICC acompanhou 83 vistorias para prevenção de incêndios, antibombas e de prevenção a acidentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares.

“A experiência que nós tivemos foi extremamente positiva, com essa estrutura e a experiência que vai ficar. O grande legado que fica é a integração das instituições, porque você traz para o CICC mais de vinte instituições.O CICC é um instrumento muito importante nas grandes metrópoles e vai ser fundamental para o combate e a contenção da criminalidade”, disse o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz.

Prisões
A Polícia Militar prendeu 177 pessoas em flagrante no período do Mundial, sendo 63 estrangeiros. A ocorrência mais comum foi a compra e venda ilegal de ingressos para os jogos. Houve também furto, roubo, agressão, tráfico de drogas, desacato, dano ao patrimônio, porte ilegal de arma, estelionato e uso de drogas.

Os colombianos foram os estrangeiros com maior número de presos, 40, seguidos pelos peruanos, com seis. Foram presos também ingleses, australianos, norte-americanos, equatorianos, chilenos, alemães, franceses e argentinos. A polícia civil instaurou 286 inquéritos policiais relacionados à Copa do Mundo e registrou 55 infrações de menor potencial ofensivo.

De acordo com o secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo Ferraz, todo o esforço empregado na Copa servirá como experiência para garantir a segurança também depois do Mundial: “O enfrentamento da criminalidade no dia a dia nos interessa muito mais do que foi o enfrentamento no período de Copa do Mundo. A nossa prioridade absoluta agora é essa”, explicou o secretário.

Fabrício Faria, do Portal da Copa em Belo Horizonte

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