Para treinador francês, experiência dos alemães determinou a derrota no Maracanã

04/07/2014 - 20:09
Alemanha chega para quarta semifinal seguida em Copas do Mundo e enfrentará o Brasil. Treinador Joachim Löw destaca equilíbrio no duelo europeu válido pelas quartas de final

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A Alemanha chega para a sua quarta semifinal de Copa do Mundo seguida, após a vitória por 1 x 0 contra a França, nesta sexta-feira (04.07), no Maracanã. O equilíbrio entre as equipes foi apontado pelo treinador alemão Joachim Löw como o motivo para a partida ter sido mais truncada no meio-campo. O comandante tentou fazer a seleção ter saída pelas laterais, colocando o capitão Philipp Lahm na direita, ao invés de usá-lo novamente no meio.

“Eu acho que as duas equipes mostraram atuação excelente na defesa e no ataque, mas não houve muitas oportunidades. Quando poderíamos marcar o segundo gol, desperdiçamos a chance. Os times tiveram boas soluções táticas, tentamos pressionar o adversário nas duas pontas, porque sabíamos que pelo meio eles teriam o Pogba e o Cabaye e seria difícil passar por ali. Coloquei o Lahm pela direita e foi assim que as chances apareceram”, analisou Löw, se referindo ao lance em que o atacante alemão Andre Schuerrle, que entrou na etapa complementar, perdeu uma grande chance no final da partida para ampliar o placar.

Getty Images#Jogadores aproveitavam cada parada para se hidratarem

O equilíbrio da partida pode ser traduzido na posse de bola que ficou em 50% para cada lado ao fim do jogo. A menor intensidade das duas seleções também foi justificada pelo clima no Rio de Janeiro, que na opinião do comandante da Alemanha é mais complicado para os europeus. “Não é fácil para nós, europeus, começar jogando às 13h em baixo de um sol forte. Fica difícil se movimentar, manter o controle e o nível de concentração. Você acaba cometendo erros, após três, quatro corridas longas, os jogadores ficam cansados”.

O próximo compromisso da Alemanha será contra o Brasil na terça-feira (08.07), no Mineirão, em Belo Horizonte. O treinador europeu comemora o fato de o jogo ser às 17h e vai analisar como os seus atletas vão se recuperar para definir a equipe. “Tenho que ver como os jogadores vão reagir após a partida, alguns jogaram no limite, lembrem-se da prorrogação contra a Argélia. Agora, vamos ver se conseguimos nos recuperar nos próximos dias. Eu acho que as equipes da América do Sul e Central têm certa vantagem pelo clima. Em 2010 e em 2006, tínhamos três e quatro equipes da Europa nas semifinais. E jogar perto de casa é uma vantagem para todas essas seleções”, disse Löw, citando que o Brasil, com o apoio da torcida, é mais forte.

Escolhido melhor em campo, o zagueiro Mats Hummels, autor do gol solitário da classificação, disse que a seleção amadureceu em relação às outras Copas, ao aprender a se defender, principalmente, quando o ataque não consegue aumentar o marcador. “Estamos jogando um futebol que nos dá chance de vencer, mas nossa atitude de defesa era o que as pessoas esperavam. Às vezes você não consegue marcar outro gol e é preciso defender. Lutamos contra a França, uma equipe forte, não foi uma partida perfeita, mas de alto nível”, comentou.

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Eliminação

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O técnico francês, Didier Deschamps, apesar da eliminação, saiu satisfeito com o futebol apresentado pela equipe e pela campanha no Mundial, com três vitórias, um empate e uma derrota e um dos ataques mais positivos da competição. Para ele, o fator decisivo para a vitória alemã foi a experiência maior dos adversários em torneios internacionais como a Copa.

“Não houve muita diferença entre as equipes, ambas com um nível elevado. O adversário tem um pouco mais de experiência e marcou esse gol. Apesar de começarmos mais tímidos, conseguimos criar oportunidades, mesmo que no fim do jogo tenhamos corrido mais riscos. Temos um sentimento de frustração. Vamos ficar por aqui, outros continuarão e jogamos uma partida como fizemos desde o início, em alto nível”, disse Deschamps, que comentou o sentimento no vestiário após o jogo.

“Muita tristeza e frustração, não posso tirar esse sentimento deles, também sinto isso. Não podemos esquecer tudo de bom que fizemos, mas a gente queria avançar. Não temos a mesma experiência internacional alemã, mas tenho orgulho do que fizemos em campo e fora dele. Há um caminho e devemos continuar. Tenho orgulho de ter chegado até aqui”, elogiou o técnico. Para ele, o grupo nasceu com a classificação para a Copa do Mundo na repescagem europeia contra a Ucrânia. Agora, é pensar na Eurocopa de 2016, que será disputada no país.

» Leia a crônica completa da partida

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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