Pentacampeão, Kléberson relembra campanha de 2002 após vitória sobre a Croácia

13/06/2014 - 16:49
“Tomara que o final seja parecido”, torce o meia, após assistir ao triunfo da Seleção Brasileira na Arena Corinthians

Quando o juiz Yuichi Nishimura viu e marcou pênalti em Fred no segundo tempo da partida entre Brasil e Croácia, na abertura da Copa do Mundo, na quinta-feira (12.06), algumas lembranças começaram a pipocar na cabeça do meia Kléberson, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002.

Presente na estreia do Brasil na Arena Corinthians, o jogador lembrou a primeira partida da Seleção no torneio disputado na Ásia. Contra a Turquia, naquele duelo jogador na Coreia do Sul, a equipe treinada por Luiz Felipe Scolari também começou atrás no placar, empatou e só conseguiu virar graças uma penalidade bastante duvidosa – o centroavante Luizão foi derrubado, mas fora da área. “Foi bem parecido, né?”, perguntou Kléberson, rindo.

Leonardo Lourenço/Portal da Copa#Kléberson, com a família, no aeroporto de Congonhas: retorno a Curitiba após torcer pelo Brasil em São Paulo

Contra a Croácia, o Brasil viu o visitante sair na frente, Neymar empatou e, depois, virou ao converter o polêmico pênalti. Oscar fechou o placar em 3 x 1 no final. “Tomara que o final (da Copa) também seja igual”, emendou Kléberson, enquanto esperava, nesta sexta-feira (13.06), no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o voo que o levaria de volta para Curitiba.

“Deu para relembrar de tudo, foi uma emoção muito grande”, disse o atleta, que surgiu no Atlético-PR e hoje atua no Indy Eleven, clube da NASL (North American Soccer League), uma liga menor dos EUA. “Estreia nunca é fácil, mas o time pega confiança no decorrer da competição”, afirmou, com a experiência de quem atuou numa Seleção que chegou desacreditada ao Mundial de 2002 e saiu de lá com a taça em uma campanha de sete vitórias em sete jogos.

Kléberson foi uma das apostas de Scolari no grupo pentacampeão. Jovem, só teve chances no time poucos meses antes da Copa. Começou o torneio no banco, conquistou a vaga de titular no mata-mata – ganhou o lugar de Juninho Paulista nas quartas de final – e, na decisão, acertou uma bola na trave da Alemanha quando a final ainda estava 0 x 0. Ronaldo marcaria duas vezes para dar o título ao Brasil.

Ele não descarta o surgimento de um “novo Kléberson” neste Mundial, mas prefere não apontar um nome. “Muitos falavam que o Oscar poderia perder a titularidade, mas aí ele mostra que está bem. O Willian tem condições, o Hernanes também pode aparecer. A verdade é que o Felipão tem muitas opções, muita gente que pode entrar”, avaliou.

Movimentação

Enquanto Kleberson aguardava para embarcar para Curitiba, o aeroporto de Congonhas era tomado por estrangeiros que deixavam São Paulo após a partida de abertura. O croata Domagoj Zovah, 30 anos, era um deles. Apesar da derrota de sua seleção, com um lance polêmico, ele garantiu guardar boas memórias dos dias passados na capital paulista.

“Foi ótimo. Pudemos conhecer muitas pessoas, todos muito amigáveis conosco”, elogiou o croata, que tomaria um avião para o Rio de Janeiro com um amigo. No roteiro, ainda conhecerão Manaus, onde a Croácia enfrenta Camarões no dia 18, e Recife, para ver o duelo com o México, no dia 23. “Todos estão dispostos a ajudar e o trajeto para o estádio foi perfeito. Fomos de metrô e nos divertimos muito com os brasileiros”, recordou Zovah.

Leonardo Lourenço/Portal da Copa#O croata Domagoj Zovah (à direita), feliz com a passagem por São Paulo, mesmo com a derrota da seleção da Croácia: “Foi ótimo. Pudemos conhecer muitas pessoas, todos muito amigáveis conosco”

Além de croatas, os colombianos e os australianos coloriam Congonhas com as camisas de suas seleções. Se necessário, eles podiam contar com a ajuda dos voluntários do programa Brasil Voluntário, do Ministério do Esporte. “Hoje está bem movimentado e temos um pessoal nas áreas de embarque, desembarque e no saguão”, explicou o coordenador Vinicius Del Rio. Em Congonhas são três turnos de atuação, com seis voluntários em cada.

Segundo a Infraero, Congonhas tem adotado, durante a Copa, um esquema semelhante aos dos períodos de pico, como as vésperas de Natal e Ano-Novo, quando a movimentação passa de cerca de 47 mil passageiros por dia para até 55 mil. Para isso, houve reforço no efetivo.

 Leonardo Lourenço, do Portal da Copa em São Paulo
 

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