Policiais do Rio de Janeiro fazem curso com o FBI para a Copa

15/05/2014 - 18:45
A qualificação aborda diferenças entre gestão e controle de multidões, distúrbios civis, estratégias de gestão, planejamento operacional, tomada de decisões, relação com a mídia, uso da inteligência e de informações que possam auxiliar na identificação de possíveis atos e atores de vandalismo

Foto: Giuliander Carpes/Portal da Copa#Troca de experiências tem foco nos grandes eventos. EUA receberam a Copa de 1994.Um grupo de 40 agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro – 27 deles do Batalhão de Choque – termina nesta sexta-feira (16.05) um curso de atualização sobre controle de distúrbios civis desenvolvido pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) em parceria com os departamentos de polícia de Los Angeles e Chicago. Os Estados Unidos receberam a Copa do Mundo em 1994 e a iniciativa tem foco nos grandes eventos que a capital fluminense recebe, entre eles sete jogos do Mundial que começa no dia 12 de junho.

“É uma troca de experiências. É importante a gente ter noção que países distintos têm legislações distintas. As manifestações são permitidas no Brasil por lei, o que não é permitido é o distúrbio civil. O nosso objetivo é atuar da melhor forma possível durante a Copa do Mundo”, afirma o comandante do Batalhão de Choque, André Luís Araújo Vidal.

Nesta quinta-feira (15.05), os policiais realizaram um exercício prático nas dependências do quartel-general do Batalhão de Choque, no centro da cidade. A ideia foi fazer um simulado prevendo a atuação de um manifestante violento. Um grupo do batalhão acabou imobilizando e conduzindo o indivíduo para a delegacia.

“Os policiais são treinados em imobilização. O objetivo é conduzir sem agredir, tirar a agressividade que algum manifestante possa ter. A intenção é aprimorar as práticas, focar nos detalhes. O detalhe é que faz a diferença no bom profissional. Assim, a gente já está treinado e preparado para a Copa”, explica o comandante Vidal.

O curso aborda diferenças entre a gestão e o controle de multidões, distúrbios civis, estratégias de gestão, planejamento operacional, tomada de decisões, relação com a mídia, uso da inteligência e de informações que possam auxiliar na identificação de possíveis atos e atores de vandalismo.

O curso é resultado de convênio estabelecido entre a Subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e a Embaixada dos Estados Unidos. Os convênios com as embaixadas da Espanha e dos EUA capacitaram 4.520 profissionais, sendo 3.380 policiais militares e 870 policiais civis. Entre os capacitações oferecidas, os agentes foram qualificados em cursos de antibomba e riscos, policiamento turístico, uso de armas de menor potencial ofensivo, antiterrorismo e contraterrorismo.

O investimento feito em todo o país visando a segurança da Copa do Mundo é de R$ 1,9 bilhão. Vai deixar um legado de 14 Centros Integrados de Comando e Controle (12 regionais e dois nacionais) e atualização nas práticas das polícias.

Giuliander Carpes, do Portal da Copa no Rio de Janeiro 

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