Programa de gestão de resíduos alcançou mais de 416 toneladas de material durante a Copa do Mundo

25/07/2014 - 16:27
Cooperativas de catadores atuaram nos 12 estádios do Mundial para a recuperação e separação dos resíduos deixados pelos torcedores durante os jogos

A operação com catadores de materiais recicláveis organizada pela FIFA para a recuperação e separação dos resíduos deixados pelos torcedores durante os jogos da Copa do Mundo superou a estimativa inicial da entidade e alcançou mais de 416 toneladas.

O Programa de Gestão de Resíduos da FIFA durou até 17 de junho, quatro dias após a final do Mundial. Foram quase dois meses de empenho de mais de 850 catadores recrutados e treinados para atuar nos 12 estádios do torneio. No geral, o projeto teve como foco as questões sociais e ambientais, atuando ao lado das 19 cooperativas locais em cada estado e seguindo à risca a Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo brasileiro para um melhor aproveitamento do material reciclável. Isso sem falar na conscientização sobre a importância de evitar, reduzir e reaproveitar o lixo.

"Estamos muito contentes com o que conseguimos, especialmente por termos conseguido trabalhar lado a lado com as cooperativas locais para fazer do evento algo mais sustentável", diz o diretor de responsabilidade social corporativa da FIFA, Federico Addiechi.

E para quem trabalhou no processo de coleta e separação, as boas condições e o legado deixado a cada uma dessas cooperativas – como o maquinário e uniformes utilizados, além do conhecimento técnico da operação – traziam a certeza de um duplo dever cumprido. “Estamos felizes da vida com o programa. Ele fez nossa auto-estima melhorar muito”, garante Claudete da Costa, presidente da Cooperativa Reciclando para Viver e que há 23 anos trabalha como catadora no Rio de Janeiro.

Foi só agora, no entanto, que ela ganhou um salário e os chamados EPIs (equipamentos de proteção individual), além de ter acompanhado de perto o transporte dos resíduos até sua cooperativa – onde foi realizada a segunda etapa da separação. “Sofremos muita discriminação, mas aqui tivemos boas condições para trabalhar. Tenho orgulho de dizer que sou catadora de material reciclável e que consegui sustentar meus dois filhos assim. Tenho certeza que, a partir daqui, nossa classe vai prosperar”, completa.

Para que nenhuma garrafa PET, copo de plástico, papel ou embalagem reciclável fosse deixado nos coletores errados, voluntários do programa participavam de outra ação de sustentabilidade, dando dicas e incentivando a reciclagem não apenas dentro do estádio ou no dia dos jogos.

Fonte: FIFA

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