Para o técnico da Argentina, “chegar à final no Brasil é um orgulho a mais”

12/07/2014 - 18:21
Dúvida para a partida final contra a Alemanha, Dí Maria será avaliado no treino deste sábado

Foto: Getty Images#

Após 24 anos, a Argentina chega a uma final de Copa do Mundo. Se a decisão não vai ser em casa, como no título de 1978, pelo menos será no Brasil, que recebe uma invasão de torcedores do país vizinho. Para o treinador da Albiceleste, Alejandro Sabella, este será um orgulho a mais em uma possível conquista do tricampeonato. O comandante foi jogador do Grêmio de Porto Alegre na década de 1980 e assistiu ao título da seleção de Maradona, em 1986, em solo brasileiro.

“O fato de estar em uma final de Copa do Mundo, representando o meu país, é uma das maiores satisfações pessoal e profissional. E no país mais vencedor da história do futebol é um fato a mais. Sempre fui um grande admirador do futebol brasileiro, que é o ganhador máximo da Copa do Mundo. Então, chegar a uma final no Brasil é um fato que nos orgulha ainda mais”, comentou.

A Argentina fará o último treino antes da partida decisiva contra os alemães na noite deste sábado (12.07), no estádio São Januário, no Rio de Janeiro. A principal dúvida na escalação do time titular é quanto a presença do atacante Dí Maria, que sentiu a coxa direita nas quartas de final contra a Bélgica e foi desfalque no compromisso seguinte. “Hoje será fundamental para vermos como vai estar o Dí Maria e como ele evoluiu. No treino teremos um panorama melhor”, analisou Sabella.

Evolução

O comandante argentino também analisou a evolução da equipe durante a Copa e disse que a formação atual deu mais equilíbrio entre os setores ofensivo e defensivo. “O grande mérito é dos jogadores, que estão fazendo um grande esforço. Estamos com uma distribuição diferente no campo e ocupamos mais espaços laterais. Agora, temos tido mais equilíbrio”, destacou Sabella, para em seguida pontuar o que será preciso para superar os adversários da final de domingo.

“Temos que fazer um grande jogo, com concentração, ocupando os espaços rapidamente, sem desfazer da bola. A Alemanha tem um aspecto físico e tático muito poderoso, um sistema de jogo bem trabalhado e usa bem os espaços entre as linhas do time, com boas ultrapassagens dos laterais. Então, temos que fazer a partida perfeita”, afirmou.

Caso Dí Maria não se recupere a tempo, ou fique como opção no banco de reservas, o treinador da Argentina deve mandar a campo a mesma equipe que derrotou a Holanda nos pênaltis. Assim, a formação teria: Romero, Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Enzo Pérez; Messi, Lavezzi (Agüero) e Higuaín.

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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