Técnico da Bélgica cobra menos espetáculo e mais eficiência

03/07/2014 - 18:04
Equipe enfrenta a Argentina em Brasília, no sábado, na disputa de uma das vagas na semifinal

Foto: Adalberto Leister Filho#Equipe treina em Mogi das Cruzes antes do embarque para Brasília. Contra os EUA, time chutou 27 bolas ao gol, mas marcou apenas duas vezes Menos “futebol champanhe” e mais bola na rede. Essa é a ordem do técnico Marc Wilmots, da Bélgica, para a partida contra a Argentina, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O treinador ficou satisfeito com o desempenho da equipe diante dos Estados Unidos, no confronto pelas oitavas de final. Mas gostaria que a vitória tivesse sido mais tranquila do que os 2 x 1 obtidos na prorrogação.

“Tudo bem jogar o ‘futebol champanhe’, mas o que conta é o resultado. Contra os Estados Unidos foi um jogo muito desequilibrado em termos de chances de gol e qualidade de jogo”, analisou o treinador. “O time pode levar um gol, perder o jogo e deixar a Copa. Mesmo tendo criado muitas chances”, acrescentou Wilmots.

O termo “futebol champanhe”, pouco usado no Brasil, refere-se a jogos cheio de lances empolgantes e chances de gol, em que a torcida não pode desgrudar um minuto os olhos do campo. Foi o que a Bélgica apresentou contra os Estados Unidos, na melhor performance da equipe na Copa até aqui. Foram 38 finalizações, 27 delas no alvo.

Grande teste

O jogo contra a Argentina será o primeiro grande teste para essa talentosa geração de jogadores sob o comando de Wilmots. Sem apresentar um grande futebol na fase de grupos, a Bélgica passou por Argélia, Rússia e Coreia do Sul. Para o treinador, agora é o momento de mostrar o potencial da equipe, que passeou nas eliminatórias europeias, terminando invicta e na liderança do seu grupo, com 8 vitórias e 2 empates.

“Agora não é questão de falar, temos que por em prática. Temos que nos classificar para as semifinais e sabemos que teremos uma partida difícil”, destacou o treinador, que não teme que a genialidade de Lionel Messi possa decidir mais uma partida a favor dos argentinos.

“Se Messi estiver em um bom dia, sei que vou ter problemas, mas confio no grupo. Se a Argentina tem Messi, eu tenho De Bruyne, Hazard...”, enumerou Wilmots, ciente de que o novo desafio pode fazer sua equipe igualar a melhor campanha da Bélgica em Mundiais: o quarto lugar na Copa de 1986, no México.

Talentoso meio-campista ofensivo durante os anos 90, Wilmots disputou quatro Copas do Mundo como jogador da Bélgica. Nunca passou das oitavas de final. Mesmo tendo conseguido, no banco de reservas, colocar sua equipe um patamar acima do que havia obtido dentro de campo, para ele não é momento para festa.

“A Bélgica precisa mudar a atitude de comemorar tudo. Para festejar, tem que ser campeão ou, pelo menos, estar entre os quatro melhores”, afirmou ele. O maior temor de Wilmots é com o desgaste da equipe. O treinador acredita que o jogo possa ir para a prorrogação, o que representaria um desgaste adicional para o elenco, que já teve que enfrentar o tempo extra contra os norte-americanos. “O jogo não vai ser decidido em 90 minutos. Tenho medo desse desgaste. Por isso, estou dando treinos leves”, afirmou o técnico belga.

De fato, nesta quinta-feira pela manhã o time fez treino físico leve, e bateu um pouco de bola. Apesar disso, o goleiro Courtois deixou o gramado com dores no joelho esquerdo. O jogador, destaque do Atlético de Madri no título do Campeonato Espanhol e no vice-campeonato da Liga dos Campeões da Europa, teve que aplicar gelo no local. Ele saiu de carro até a concentração da equipe, que está hospedada em um resort em Mogi das Cruzes (SP). Apesar disso, Courtois não preocupa para o jogo contra a Argentina.

Adalberto Leister Filho, do Portal da Copa em Mogi das Cruzes (SP)

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