Voluntários de Fortaleza e Salvador relatam experiências de atuação

07/07/2014 - 18:15
Nas duas sedes, os voluntários do governo federal atuaram durante a fase de grupos, oitavas de final e quartas de final. Agora, atuação será focada na FIFA Fan Fest em dias de jogos

Arquivo Pessoal#A voluntária Cely Vianna, de Salvador, atuou no entorno da Arena Fonte NovaEm Fortaleza e Salvador, os jogos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 chegaram ao fim. Em estimativa apontada pelo Ministério do Turismo mostrou que cerca de 300 mil pessoas passarão por Salvador e mais de 400 mil visitarão Fortaleza durante o Mundial. Nas duas sedes, os voluntários do governo federal atuaram no entorno das arenas, aeroportos, centros abertos de mídia (CAM), áreas de fluxo e eventos de exibição pública.

Cely dos Santos Vianna, 48, auxiliou torcedores e visitantes no entorno da Arena Fonte Nova, em Salvador. “Foi uma experiência maravilhosa. Eu sempre quis fazer parte de um evento deste porte. Eu via na televisão os jogos olímpicos, a Copa do Mundo, e sempre pensava em como seria participar de algo assim”, diz. Fluente em espanhol, Cely concentrou-se no auxílio a estrangeiros. “Eu me coloquei à disposição das pessoas que vieram à minha cidade com o que tenho a oferecer. Falo espanhol e ajudei a quem pediu informação”, relata Cely.

Para garantir o bom atendimento e a hospitalidade, voluntários como Janair Nascimento, 50, fizeram a diferença na atuação na capital baiana. “Eu atuei nos dias de jogos e continuo na FIFA Fan Fest. É muito importante receber bem o visitante, porque ele vai levar a impressão que ele teve da cidade durante a Copa. As pessoas que participam de algo assim [voluntariado] têm que estar preparadas e compromissadas. A gente ajuda a cidade e os visitantes e eles com certeza irão voltar a Salvador”, afirma.

Em Fortaleza, Iago Moreira, 20, considera positiva a atuação e ressalta a troca cultural com estrangeiros. “Foi uma experiência completamente nova. Tive contato com novas culturas e pessoas que talvez nunca conhecesse. É algo que vai ficar guardado na memória para o resto da vida”, diz. Estudante, Iago acredita que a atuação contará pontos no currículo em seu futuro profissional. “A experiência de atuação vai ser boa, inclusive, para a minha vida profissional, porque aprendi a lidar com o público e adquiri novas habilidades. Acho que perdi um pouco da timidez. Era uma pessoa muito fechada e agora me sinto mais aberto para conversar”, afirma.

Para Janair, além da experiência, o que ela carrega do voluntariado é a saudade da atuação. “Atuar para mim é algo novo. Eu nunca tinha visto tantos estrangeiros na minha cidade, nem durante o carnaval. Falo pouco espanhol e não falo inglês, mas a gente dá um jeito de se comunicar. Eu sempre quis atuar como voluntária e com o fim da Copa eu vou levar comigo a saudade”, completa.

Por: Leonardo Dalla – Portal da Copa

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