Voluntários mais experientes enriquecem atendimento durante a Copa

10/07/2014 - 15:39
Time de voluntários com mais de 65 anos participa de forma ativa da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 e usa experiência de vida auxiliando os visitantes do Mundial e outros voluntários

Foto: Leonardo Dalla#O jornalista aposentado Sebastião José Lima na FIFA Fan Fest, em Taguatinga/DFDurante a atuação na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, a experiência particular de cada voluntário é muito importante. Quanto mais vasta é esta experiência, mais rica pode ser a vivência de quem está ao redor. Em São Paulo, Iná Fonseca Cinquetti, 66, atua em pontos de mobilidade urbana, como a estação de metrô Corinthians-Itaquera. Ao avaliar a atuação durante o torneio, Iná destaca a troca cultural envolvida na atuação. “Atuar em uma Copa é algo que não tenho como descrever. Você consegue conviver com pessoas de diferentes classes sociais e de diferentes culturas. É um espetáculo a parte participar de um evento como este. É uma integração única poder conhecer tanta gente diferente. É muito gratificante”, afirma.

Segundo ela, nesta troca, a experiência dos mais velhos é essencial. “O jovem às vezes não tem paciência, mas a pessoa com mais idade tem. Você se depara com pessoas embriagadas, com pessoas que podem criar problemas e precisa ter paciência para lidar com todos eles. Quem é mais velho traz consigo a experiência de vida e o olhar mais calmo durante a atuação”,pondera.

A carioca Geni Pereira Togun, 69, não só atua em diversos programas como incentiva os mais jovens a tomar parte do voluntariado. “Sempre fiz trabalhos voluntários. Eu vim de uma camada muito pobre da população e o atletismo, o esporte, me proporcionou chegar aonde cheguei. Então hoje eu procuro sempre incentivar tanto a mim mesma quanto aos jovens a participar de eventos como este”, conta.

Com uma vasta experiência em projetos diversos de voluntariado, a ex-atleta Geni tem um objetivo claro na Copa do Mundo. “Eu já atuei em diversos programas, como o São Martinho, na Comunidade do Morro dos Macacos, para adolescentes em situações de risco. Ainda, no ano passado, fui voluntária na Copa das Confederações. Agora, especificamente na Copa do Mundo, acredito que o maior objetivo de nós, voluntários, tem que ser contribuir para garantir que o Brasil seja bem representado”, afirma.

Sebastião José Lima, 66, usou o conhecimento em voluntariado para contribuir com a Copa em Brasília. “Eu sempre gostei de trabalho voluntário, sou do Conselho de Saúde, da Comissão de combate à dengue e faço parte da prefeitura comunitária. Então, para mim, é mais uma contribuição pelo que já tenho de bagagem”, explica.

A atuação do jornalista aposentado teve início na FIFA Fan Fest, mas ele também dedicará tempo ao Centro Aberto de Mídia (CAM). “Para mim, é uma felicidade participar de um evento como este. Eu trouxe comigo a experiência que tenho como voluntário na minha comunidade no setor P Norte [28 km de Brasília]”, conclui.

Por: Leonardo Dalla – Portal da Copa

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